O escritor Nuno Camarneiro decide viajar até uma zona de guerra no Médio-Oriente para melhor entender as razões do conflito e de quem nele participa, juntando-se a um jornalista turco. Mas o que começa por ser uma visita de estudo transforma-se rapidamente num pesadelo, quando ambos são sequestrados por um grupo de fundamentalistas islâmicos e encerrados num barracão que partilham com outras vítimas: uma freira ortodoxa, um engenheiro holandês, um soldado americano e um francês misterioso e suicida.
Ao longo de várias semanas, terão de encontrar estratégias de sobrevivência para não enlouquecerem nem perderem a esperança: contam histórias, revisitam memórias, inventam jogos e vidas inteiras, tornam-se guerrilheiros da ficção.
Numa guerra entre homens, ideias, deuses e civilizações, não há partes neutras, e é difícil distinguir as vítimas dos agressores. A verdade escreve-se em muitas línguas, como as histórias, os romances e os sonhos de cada um.
Nuno Camarneiro nasceu em 1977. Natural da Figueira da Foz, licenciou-se em Engenharia Física pela Universidade de Coimbra, onde se dedicou à investigação durante alguns anos.
Foi membro do GEFAC (Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra) e do grupo musical Diabo a Sete, tendo ainda integrado a companhia teatral Bonifrates. Trabalhou no CERN (Organização Europeia para a Investigação Nuclear) em Genebra e concluiu o doutoramento em Ciência Aplicada ao Património Cultural em Florença.
Em 2010 regressou a Portugal, sendo actualmente investigador na Universidade de Aveiro e professor do curso de Restauro na Universidade Portucalense do Porto. Começou por se dedicar à micronarrativa, tendo alguns dos seus contos sido publicados em colectâneas e revistas. “No Meu Peito não Cabem Pássaros” é a sua estreia no romance.
Longe do fantástico “debaixo de algum céu”.È um livro interessante sobre um tema um pouco batido já em que só a bela prosa que tão bem trata a minha língua me fez concluir a leitura.
De um dos novos escritores Portugueses que mais prezo esperava e espero melhor.
Um dos escritores contemporâneos portugueses que mais aprecio. Entramos bem na história e somos surpreendidos e ficamos curiosos com a forma original como vamos sendo apresentados aos personagens. Às páginas tantas ... serão os personagens? Serão os vários temas? Falta qualquer coisa. . . O Que nos faz demorar a terminar o livro. Há belas frases e reflexões interessantes, mas não convence na totalidade. Continuaremos a acompanhar este autor, pela sua escrita.
Escrito como se fosse biográfico mas é um romance. O tema é interessante mas o livro não chega a prender nos , no final é um pouco melhor . Sobre um rapto no médio oriente.Esperava mais deste escritor depois do livro debaixo de algum céu, mas é um livro interessante, lê se bem.
Assunto um pouco clichê, se bem como algumas partes da narrativa. Porém, a escrita é fantástica, a forma que o autor embeleza a narrativa com as suas palavras é surpreendente.