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Mulher, Sociedade e Vulnerabilidade

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Não há como pensar em uma sociedade Justa sem olhar para o outro, para o outro e seu entorno, para o outro e sua condição. Este é um livro sobre o outro, os outros, nós todos e como vivemos. Os estudos aqui apresentados problematizam as condições da existência em situação de vulnerabilidade e defendem, através da afirmação, garantia e concretização dos direitos humanos fundamentais, o reconhecimento desses grupos. Nesse percurso, o acúmulo das terias feministas, bem como dos estudos de gênero são muito benvindos porque permitem sair do lugar tradicional do Direito e avançar em um reflexão muito menos linear, mais muito mais colorida, complexa e cheia de possibilidades. Os estudos de gênero e o acúmulo herdados das diferentes perspectivas da teoria feminista permitem não só pensar nas condições em que vivem as mulheres, em especial no Brasil, mas antes, nos fazem refletir sobre a sociedade que estamos construindo e como naturalizamos papéis, especialmente os de gênero. A importância desse debate pode ser constatada quando observamos, por exemplo, que em 2010, a ONU criou a ONU Women, uma agência exclusiva para o empoderamento da mulher e a igualdade de gênero. Renomados centros universitários dos Estados Unidos e da Europa contam com programas específicos para estudar os mais variados temas sobre gênero, desde identidade sexual, passando por direitos trabalhistas até representatividade democrática. Harvard e Yale contam com departamentos com graduação e pós-graduação em mulher, gênero e sexualidade; Oxford conta com um mestrado em estudos de gênero; a Universidade de Salamanca tem um Centro de Estudos da Mulher, assim como a Sorbonne, que tem um departamento interdisciplinar em estudos de gênero. No Brasil há importantes espaços acadêmicos vinculados a essa temática. A Universidade Federal da Bahia conta com um programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo, que titula mestras/es e doutoras/es e a Universidade Federal de Santa Catarina, conta com o Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades. O Núcleo de Estudos de Gênero Pagu, da Unicamp é sempre referência quando pensamos nos estudos de gênero, dentre outros. Pontuo esses exemplos para reafirmar a importância de abrir cada vez mais espaço para pensar as questões de gênero e fazer conhecer o poderoso quadro teórico que lhe dá sustentação e que não está restrito à análise exclusiva dos fatores da desigualdade feminina, mas que permite questionar também a forma como construímos a ciência e o direito. Assim, a relevância dessa obra não está apenas na fundamental apresentação do debate contemporâneo de gênero, mas sim na relação deste marcador social e a condição de vulnerabilidade decorrente da violação sistemática de direitos a que estão submetidas a grande maioria das mulheres brasileiras e suas crianças. Para além das violências de gênero, os trabalhos aqui apresentados olham também para circunstâncias de violência e vulnerabilidade ainda bastante invisibilizadas como a precarização das condições de trabalho às quais as mulheres estão sujeitas; a opressão causada por um meio ambiente desequilibrado; a dificuldade de acesso aos meios de justiça e igualdade social.

384 pages, Kindle Edition

Published June 28, 2017

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