Vivemos dias difíceis, de vozes múltiplas que parecem nunca dialogar, ávidas que são para atacar e julgar. Em tempos adversos como o que vivemos, de crise, preconceito e intolerância, como transformar o ódio em compreensão do outro em suas diferenças? Como sair de um cenário de violência e construir uma cultura de paz? O historiador Leandro Karnal e a Monja Coen, fundadora da Comunidade Zen-budista do Brasil, conversam nesse livro sobre essas e outras questões, em diálogo inspirador. Os autores lembram que o medo pode estar na origem da violência e apontam como o conhecimento, de si e do outro, é capaz de produzir uma nova atitude na sociedade, menos agressiva e mais acolhedora. "Localizar o mal no outro é uma panaceia universal", observa Leandro. Mas, talvez, o inferno não sejam os outros, como pensava o filósofo francês Jean-Paul Sartre, e sim nós mesmos.
Leandro Karnal (São Leopoldo, RS, 1963) é um historiador brasileiro, atualmente professor da UNICAMP na área de História da América. Foi também curador de diversas exposições, como A Escrita da Memória, em São Paulo, tendo colaborado ainda na elaboração curatorial de museus, como o Museu da Língua Portuguesa em São Paulo. Graduado em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e doutor pela Universidade de São Paulo,1 Karnal tem publicações sobre ensino de História, bem como sobre História da América e Religiões.
O livro trata bem superficialmente do tema, mas para aqueles que, como eu, nunca leram nada sobre o assunto, acredito que funciona como uma boa introdução.
Terminei de ler o livro O inferno somos nós, do ódio a cultura de paz, uma transcrição de uma conversa entre Leandro Karnal e Monja Coen. Nesse livro eles debatem sobre como o mundo é hoje, contextualizando para a realidade brasileira, de como as pessoas se comportam no dia a dia.
Celebra a necessidade de enfrentar o medo, incorporado em nossas vidas desde o dia que viemos ao mundo, que nos torna violentos e menos sociaveis.
Os autores Falam de como nós, indivíduos, formamos a sociedade e como estamos ligados. Pontua que só conseguimos ser felizes se as pessoas ao nosso redor estiverem felizes, pois na realidade, estamos todos interligados. Como prega o budismo, o outro somos nós, o outro sou eu.
E finalmente conclui que, se quisermos construir uma cultura de paz, temos que aprender a compartilhar, colaborar, ensinar e ajudar. Ver a outra pessoa próxima da gente crescer, que promove e investe esforços para o bem coletivo, faz com que sejamos pessoas melhores e mais satisfeitas conosco mesmas, promovendo a paz.
Apresenta pontos de vista interessantes sobre a intolerância e a cultura de paz de forma descontraída e superficial. Não que eu tenha concordado com tudo, ou não tenha tido momentos que eu fiquei meio "pelo amor de deus que comparações são essas", Mas entendo a proposta do livro, achei rápido e considero uma leitura válida.
Um livro curto, mas de importância ímpar. Karnal e Monja Coen abordam temas como a diferença, o não certo, o medo e como eles geram a cultura do medo em nossa sociedade.
O livro é uma conversa muito massa entre o Leandro Karnal e a monja Coen sobre o ódio e a cultura de paz. Leitura gostosa, muito boa para ler durante um voo ou um momento de espera. 2 horinhas você consegue ler.
Num diálogo muito peculiar entre um professor é uma Monja num domingo de manhã, resulta em um livro muito gratificante sobre o “eu” sobre a violência e a intolerância.
— Muitas vezes pensamos que nossas ações são boas, mas esquecemos de analisar a posição do outro quanto à isso, de nós colocarmos em seu lugar. Como é dado como exemplo no livro; até “Hitler pensava estar fazendo o bem, quando procurava a ascensão, a soberania para o povo alemão”; muitas vezes o inferno está em nós, quando deixamos de nos colocar no lugar do outro, deixamos de ter um amor 'empírico', deixamos de pensar que nossas ações e atitudes afetam não só a nós, mas aos outros também. Um exemplo bem peculiar e colocado no livro, pela Monja Coen“. Não se esqueça de que aqui somos seres humanos. Somos como pedrinhas, que colocamos dentro de uma jarra, para depois fechá-la e sacudir. As pontas vão se bater uma nas outras e provocar bastante dor. Mas quem conseguir ficar redondinho primeiro, não mais fere nem será ferido”. Ou seja, aquele que chegar no ponto de conhecer seu “eu” (como dizia Sócrates: Conheça a ti mesmo) de reconhecer suas falhas e saber lidar com elas e não atacar e nem ferir o próximo, esses estará “redondinho”, estará no auge de sua capacidade de liderança de seu “eu”.
—————————————————————— Recomendo esse livro incrível!
Melhores trechos: "...A vida é muito parecida com isso. Há obstáculos e dificuldades, mas eles não são o mais importante porque vamos superá-los. E quando os superamos, outros aparecem. Eles não ficando mais sutis e mais difíceis. Mas não desistimos do jogo. Criar uma cultura de paz é saber jogar isso bem. É ter resiliência, não desistir. Pode não dar certo agora, mas temos que pensar em como vamos chegar lá. Não devemos olhar só para as dificuldades, porque essas são apenas etapas. A cada etapa que superamos, surgem outras... Como já dissemos, quase todo o mal do mundo, quase toda a cultura de guerra, de violência, de racismo, de misoginia é feita em nome do bem. É muito raro encontrar pessoas que assumam que fizeram algo em nome do ódio ou da raiva. Mas sempre o ódio e a raiva se transformam em auxílio, caridade, bons costumes, sociedade sadia e outros nomes que disfarçam, para mim, do ponto de vista estritamente psicanalítico, a raiva que se possui..."
“Se nós precisamos de coerção é porque não somos éticos”
O livro traz debates muito interessantes sobre a cultura de paz e reflexões sobre tolerância e compreensão de diferenças. A escrita é fluida e ao mesmo tempo complexa, bem ao estilo Karnal. Como o livro é uma transcrição de uma conversa entre o Karnal e Monja Coen, o livro tem essa sensação de fluidez. Mas um ponto de observação importantíssimo é que as reflexões precisam ser muito bem digeridas e faz-se necessário compreender os momentos em que Karnal usa da generalização como forma de exemplificar o discurso de um modo simplista, mas que precisa ser relativizada em outros contextos. No mais, as reflexões trazem conclusões gratificantes pra quem se permite matar o ego.
Nessa transcrição de uma conversa entre Karnal e Cohen, ocorrido em 2017, o debate ocorre sobre a cultura de paz, com uma visão de nossa sociedade brasileira (ocidental) que nas abordagens da monja Cohen, compara-se com entendimentos e reflexões da cultura budista (oriental), em definições, por exemplo, do que é tolerância para nós ocidentais e o que é para o budismo. A reflexão abrange inclusive a conotação do que é fazer o bem, e seu co-relacionamento com o nós e com os outros. Leitura fácil e agradável.
É uma leitura muito simples e gostosa. Não precisa de muito conteúdo para entrar na consciência do humanismo. Esse livro é um ensaio e acho ele bem bom para ler a cada certos meses ou em um momento de crise pessoal, aquele livro lembrete de quem você decide se tornar.
Pra indagar mais sobre o budismo e a sabedoria da vida eles dão muitos exemplos fáceis de achar, mas gosto muito desse livro e no mínimo leio ele uma vez por ano.
Simples, direto e profundo. É incrível acompanhar o diálogo de dois indivíduos tão diferentes mas intelectuamente honestos o bastante para acolher a verdade do outro. O livro tem reflexões certeiras a respeito do medo e o quanto superá-lo é crucial para a promoção de uma cultura de paz.
Uma conversa que eu queria estar presente, nela a monja coen e o leandro karnal discutem sobre cultura de paz O livro é curto mas nos leva a refletir sobre o que seria preciso para viver em uma sociedade menos violenta
achei bem simples, é só a transcrição de uma conversa do leandro karnak com a minha coen, mas gosto bastante do ponto de vista que principalmente a monja apresenta perante a vida. porém mesmo assim, achei zero revelador
Esse livro é de leitura fácil e muito gostosa. Nos faz refletir sobre nós nesse mundo cheio de medos. Leandro Karnal e Monja Coen fizeram um ótimo trabalho.