De um lado, o Cinema Novo de Glauber Rocha, os Centros Populares de Cultura da União Nacional dos Estudantes, o Teatro Oficina, o Arena, a Tropicália - do outro lado a força física travestida de Governo, a partir do golpe de 64. Nos anos 60, a efervescência das ideias e das artes não sobreviveu às baionetas. As baionetas no poder, porém, não sobreviveram ao tempo e, agora, duas décadas depois, reaparecem movimentos culturais, debates sobre a participação popular na cultura e muitas das interrogações que inquietavam artistas e intelectuais dos anos 60. Algumas das respostas repousam intactas no passado. Confira.
Heloísa Teixeira, formerly known as Heloísa Buarque de Hollanda was a Brazilian writer, essayist, editor, and literary critic, whose research activity focused on the relationship between culture and development, particularly with regard to poetry, feminism, gender and ethnic relations, marginalized cultures, and digital culture.
"Menos um problema de quantidade, esses movimentos explicitavam de forma original a diversidade de conflitos e contradições presentes no cotidiano das sociedades contemporâneas. A resistência pacifista, a recusa dos autoritarismos à direita ou à esquerda, a denúncia do sistema educativo-cultural, a luta por direitos e contra as discriminações: soprava um vento libertário, um desejo de "responsabilidade existencial" contra um sistema de vida fechado e controlado por elites, onde o destino surgia como imposição do exterior." - p. 70.