Entre 1747 e 1756, levas de imigrantes açorianos aportam à Ilha de Nossa Senhora do Desterro - atual Florianópolis -, Santa Catarina, para ajudarem a povoar a ilha. E nesse ínterim, muito mais que alimentos e ferragens, um capitão traz escondido no porão de seu cargueiro certas mulheres fugidas do Arquipélago dos Açores. Elas chegam à ilha feito brumas. Sem registro e sem autorização da Coroa Portuguesa. Mas quem são essas mulheres? Do que estão fugindo? Entre relatos e fatos históricos, a autora tece a saga dessas mulheres, que tiveram de deixar suas vidas e o que de mais sagrado havia em suas almas para então se laçarem numa incógnita fuga para a América. Um romance que aborda o universo das mulheres, com suas esperanças, medos, suas sombras e sonhos. Um livro que mergulha na figura da mulher intuitiva, visceral, presciente e densa; a então mulher intitulada "bruxa".
Sabe aquele livro que você não quer parar de ler de tão envolvente que é a leitura? Fazia tempo que não lia algo assim. Muito pela identificação com o tema, mas também pela excelente escrita da Bianca. PS: Feliz em descobrir um talento desses da minha terra (SC).
Um livro sobre as mulheres que viviam no Arquipélago de Açores e tiveram que fugir para a América. Um livro que aborda a figura da mulher intuitiva: a mulher chamada de bruxa.
Um livro que nos leva numa viagem maravilhosa não só pelas ilhas dos Açores e Brasil, mas sobretudo uma viagem a nós. A quem somos e a quem escolhemos ser.