O livro me foi recomendado como obrigatório, mas para mim definitivamente não é. Talvez possa ser uma leitura interessante para pessoas com uma visão extremamente romantizada da maternidade, já que ele relata alguns casos de “maternidade real”. Mas, no geral, são infinitos clichês sobre amor incondicional, apego a Deus como solução nas horas difíceis (o que definitivamente não é o caso para todo mundo) e uma visão romantizada da figura da mãe. A mãe, apesar de ser reconhecida como um ser falível, é tida como uma fonte de Deus de amor incondicional pelo bebê, que, por sua vez é uma alma que a escolheu, blá, blá, blá. A visão sobre a função de pai também é bem particular. Ao pai é relegado não só ao papel de coadjuvante, mas de mais uma atribuição da mulher. Isso pode ser a realidade de muitos relacionamentos, mas não é uma regra absoluta. Há ainda alguns trechos extremamente equivocados, como o que se refere a “tapas merecidos”. Não posso discordar mais de um livro sobre maternidade que faça uma referência dessas. Não há tapas merecidos, simplesmente, não há para adultos, muito menos para crianças. Enfim, é um relato de uma pessoa, pode ser útil para alguém, mas definitivamente não é uma leitura obrigatória, muito menos universal.