Ricardo Terto tem fome […] É uma marmita atrás da outra. Cheia de marmitas. As mais variadas. Tem para todo gosto. Um texto ágil. Feito de parágrafos velozes. De diálogos vivos. Escritos em raro humor-sabor. Papeando, de alguma forma, com o clássico amor-humor de Oswald de Andrade, o ódio-fodido de Ferréz, os perus-malandros de João Antônio, os tambores-tridentes de Cidinha da Silva. Todos donos de um olhar certeiro e rápido. Contistas-cronistas. Incluído aqui o jeito rapper e repentista com que este quente e apetitoso Marmitas Frias nos embala. Ladeira à frente, viela abaixo. Sempre.
Fui com expectativas altas, mas confesso que achei os textos mais "crus" do que "brincadeira sem futuro". Ainda assim, gostei da leitura. Minhas duas crônicas favoritas do Ricardo são as duas sobre o pai. Textos da prateleira de cima das crônicas brasileiras.