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O horror em Red Hook

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Entre os anos 1921 e 1933 Howard Phillips Lovecraft criou na solidão e na pobreza os “mitos de Cthulhu”, uma das obras mais extraordinárias da imaginação humana. Esses mitos, descritos em várias histórias independentes, das quais “O chamado de Cthulhu”, que integra este volume, é uma das mais importantes, têm um denominador comum: a ideia de que, antes do homem, a Terra esteve habitada por uma raça inteligente e monstruosa que hoje vive esperando o momento em que recuperará seus domínios. Ninguém, como Lovecraft, fez desse universo narrativo uma presença tão real e terrível, explorando com tanta vivacidade imaginativa os meandros do incompreensível, do inominável, do lado obscuro da existência e da mente humana.

Em O horror em Red Hook, como em outros livros, Lovecraft foge das idealizações do Bem e da abominação do Mal, mergulhando seus personagens num mundo de sombras, de sonhos, de pesadelos, para construir uma arquitetura maravilhosa e assustadora de seres que, ao desafiar sua condição mortal, lançam-se a viagens e aventuras à procura do autoconhecimento, da imortalidade, do poder divino, encontrando muitas vezes a própria destruição. É num passado mítico e num tempo indefinido que ele instala boa parte dos cenários e tramas de sua criação. Realidade, sonho e imaginação se confundem e se combinam, produzindo, acima dos deuses terrestres previsíveis, adorados e temidos, outros deuses ainda mais poderosos e aterrorizantes. Ao confrontar a presunção da inteligência humana com o desconhecido e com a miséria de sua íntima fraqueza e ignorância, abre uma janela para esse mundo alucinado, ao mesmo tempo, instigante e sedutor.

Ninguém como Lovecraft fez do cosmo uma presença tão real e terrível, descobrindo, como diz Claude Ernoult, “a continuidade da função mítica humana”.

236 pages, Paperback

First published May 1, 2012

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About the author

H.P. Lovecraft

6,204 books19.3k followers
Howard Phillips Lovecraft, of Providence, Rhode Island, was an American author of horror, fantasy and science fiction.

Lovecraft's major inspiration and invention was cosmic horror: life is incomprehensible to human minds and the universe is fundamentally alien. Those who genuinely reason, like his protagonists, gamble with sanity. Lovecraft has developed a cult following for his Cthulhu Mythos, a series of loosely interconnected fictions featuring a pantheon of human-nullifying entities, as well as the Necronomicon, a fictional grimoire of magical rites and forbidden lore. His works were deeply pessimistic and cynical, challenging the values of the Enlightenment, Romanticism and Christianity. Lovecraft's protagonists usually achieve the mirror-opposite of traditional gnosis and mysticism by momentarily glimpsing the horror of ultimate reality.

Although Lovecraft's readership was limited during his life, his reputation has grown over the decades. He is now commonly regarded as one of the most influential horror writers of the 20th Century, exerting widespread and indirect influence, and frequently compared to Edgar Allan Poe.
See also Howard Phillips Lovecraft.

Wikipedia

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Displaying 1 - 13 of 13 reviews
Profile Image for Paulo Vinicius Figueiredo dos Santos.
977 reviews12 followers
December 18, 2018
Que Lovecraft era um homem de seu tempo todos estamos cientes. O mundo no início do século XX era um lugar bem diferente onde não havia muita igualdade social. O continente africano ainda estava nas mãos de nações imperialistas que exploravam a seu bel prazer as riquezas presentes lá. Teorias como o darwinismo social penetravam nas mentes das classes intelectuais, e é essa teoria que dará origem ao mito da raça ariana na mente de homens como Hitler. Portanto, é praticamente impossível analisar Horror em Red Hook sem analisar esta conjuntura intelectual que se esconde nas linhas.

A escrita de Lovecraft continua a me incomodar. Decididamente eu não gosto dela e não é por causa dos valores do autor. A forma de escrita dele é muito pomposa e arrogante em determinados pontos. É fácil ele se perder em descrições amaldiçoadas e agourentas que é o que dá a graça a seus escritos. Mas, ao mesmo tempo, são essas mesmas descrições que fazem com que o leitor desvie o foco de sua leitura. Com muita frequência eu precisei reler determinados trechos para tentar entender o que estava se passando em uma dada cena. Por outro lado, a capacidade de aterrorizar é algo que poucos autores são capazes de fazer e, nesse sentido, ele é um gênio. Lovecraft é capaz de nos colocar em um cenário em que somos apenas observadores e nos fazer imaginar situações as mais bizarras e estranhas possíveis. Algumas de suas descrições são de causar calafrios na espinha.

Em Horror em Red Hook somos colocados na pela do policial Malone que investiga estranhos casos de desaparecimentos no bairro que estão ligados de alguma forma ao comportamento exótico de um figurão chamado Robert Suydam. A família de Suydam tenta interditá-lo por conta de seus hábitos e companhias (aqui ele descreve o quanto os negros são malditos e inferiores e por isso levaram a alma do figurão para a maldição). A partir de então somos colocados diante de uma investigação com idas e vindas e a cada momento tudo fica extremamente estranho para o personagem. Ele já não consegue mais separar o que é real ou não. Quando ele invade a casa de Suydam em uma batida policial ele se depara com horrores capazes de destruir a alma de um homem.

Uma das coisas que mais chamam a atenção neste conto é em como Lovecraft é capaz de criar uma narrativa coesa ao mesmo tempo em que trabalha o pavor das pessoas diante de perigos inomináveis. Sentimos o tempo todo que poderemos perder nosso espírito a cada nova imagem de demônios, súcubus e outros pavores. Malone age como um personagem observador que nos guia ao longo da história. Ele serve como uma janela para que possamos vivenciar os momentos. Por essa razão é que Lovecraft apela tanto para as longas descrições.

O conjunto de ideias de Lovecraft realmente incomoda. Nesse conto não dá para evitar comentar porque ele usa o ódio contra negros e outras etnias como um mecanismos para movimentar a história. Sua argumentação chega a fazer a gente ficar de cabelos em pé. Para aqueles que possuem um gatilho contra esse tipo de situação, recomendo ficar longe. Procurem histórias menos complicadas do autor como A Busca Onírica por Kadath. Aqui ele expressa com todas as palavras os seus sentimentos. Algumas descrições no final de híbridos meio demônios parecem até ter sido atribuídos a uma possível "inferioridade racial".

Horror em Red Hook não é um dos melhores contos do autor por conta de todas as circunstâncias de sua concepção. Entretanto, o autor consegue criar imagens magistralmente malditas e nos fazer imergir em suas imagens de seres estranhos e bizarros e de homens capazes de vender suas almas diante de um poder absoluto e além da imaginação. A tradução da editora está muito boa e o texto consegue fluir bem, apesar novamente da escrita do Lovecraft ser longe de ser simples.
Profile Image for monique.
302 reviews27 followers
July 25, 2021
so me obriguei a terminar outro Lovecraft porque pretendo ler a releitura do LaValle. mas pra quem ainda tem amor próprio e nunca se sujeitou a isso, segue um resumo de basicamente todo conto dele (com exceção talvez de A Cor Que Caiu do Céu): "foi tão horrível e arrepiante e decadente que não ouso contar aqui o que presenciei naquela babel de sons e sujeira. o discernimento de tal ironia cósmica é reservado apenas a sábios de olhos claros com múltiplos senhores de escravos na árvore genealógica, então a minha grandiosa história não se deixaria ler. mas confia, foi HORRIPILANTE ver tantos elementos escuros e de olhos puxados num lugar só."
Profile Image for Maria Eduarda Xavier.
71 reviews2 followers
February 25, 2023
O livro começa frio e termina pegando fogo?!?! Se todos os contos fossem como "A Tumba" o livro seria beeeem melhor.
Profile Image for Gláucia Renata.
1,306 reviews40 followers
November 3, 2014
Essa pequena edição contém 3 títulos do autor:
O Horror em Red Hook: novela sobre um policial que, durante ação confrontou uma situação que praticamente o fez perder a razão. Gostei do clima sombrio mas medo não cheguei a sentir.
Ele: nesse conto o narrador procura por ambientes antigos e sombrios, uma Nova York remota dentro da moderna cidade. E quase se arrepende de encontrar o que deseja...
A Tumba: conto gótico que descreve um ambiente bastante soturno, o que mais gostei aqui foi a caracterização da provável loucura do protagonista. Narrado em primeira pessoa.


"Existem tantos sacramentos do mal como do bem ao nosso redor, e vivemos e nos movemos, a meu ver, num mundo desconhecido, um lugar onde existem cavernas e sombras e habitantes na penumbra. É possível que o homem às vezes possa voltar atrás no caminho da evolução, e acredito que um conhecimento terrível ainda não está morto."
Profile Image for André Oliveira.
8 reviews2 followers
November 14, 2017
Dentre as três histórias, "Ele" parece ser a mais interessante e sucinta. A atmosfera sombria que relaciona as coisas comuns com o desconhecido parece dar mais certo aqui do que nos outros dois textos - enquanto acompanhamos um personagem que é movido pelo desejo de conhecer uma New York parada no tempo e escondida do mundo à volta. "O Horror em Red Hook" tem até trechos mais bem criados e escritos, mas também tem mais pontos baixos; diria que a média é mais baixa.

Embora exista essa preferência, há uma clara repetição de forma nos três textos (talvez isso se relacione com a opinião de que Lovecraft tem mitologia própria, mas para mim parece mais uma limitação do autor). Interesses e fatos estranhos criam um suspense, e uma incerteza entre o que é real e imaginário - colocando em dúvida a sanidade dos envolvidos - dá conta de encerrar as histórias, sem que muita coisa seja explicada. Se está acostumado com Agatha Christie ou Conan Doyle, notará falta tanto de mistério quanto de bons desenvolvimentos e soluções. Talvez sua escrita de horror tenha sido reconhecida mais por não ser uma temática exatamente popular do que pela qualidade em si (e, infelizmente, sou o tipo de leitor que valoriza mais a qualidade objetiva do texto do que inovação e outros parâmetros secundários e até externos ao texto, como a importância histórica). Se há melhor conteúdo a ser lido hoje... vá logo ler!; e volte aos clássicos quando encontrar seus interesses reais de leitura (por ex., não vejo muito motivo para que Lovecraft seja uma boa escolha de leitura se Stephen King não agradar).

Fora isso, uma última crítica: não me agrada a escrita cheia de adjetivos e o jeito de sustentar o suspense com base em um desenvolvimento forçosamente lento, principalmente no início imediato de qualquer um dos três textos. Quando você acha que o negócio vai finalmente se desenvolver e revelar mais coisas, bem, morre ali; o autor gastara páginas e mais páginas parafraseando a atmosfera, que de clara se torna sufocante.

Acredito ser válido para passar o tempo. Mas, se dissesse com os maneirismos de Lovecraft, diria que uma soturna vontade de me afastar do que é bom e seguro leva a maneiras desconhecidas, e já há muito esquecidas, de rejeitar escrituras de Lovecraft dentro da próxima temporada de sacrifícios e danças satânicas, feitas por estrangeiros mal-encarados recém migrados para os subúrbios próximos à zona portuária, onde existem corredores e ruelas escuros [...] (entende o que quero dizer com os adjetivos e desenvolvimento forçosamente lento?).
Profile Image for Marcelo Carvalho.
14 reviews
February 24, 2017
Como as demais histórias de Lovecraft essa não deixa a desejar em absolutamente nada!
Os contos são de uma atmosfera sombria e amedrontante. A maneira como as narrativas são construídas, é como se fosse possível vivenciar o terror das personagens.
Super recomendo para aqueles que gostam de histórias de horror.
Profile Image for Luis Gustavo Facio.
10 reviews
December 3, 2015
O livro é bom. Leitura interessante e que prende o leitor na história. É uma leitura, realmente agradável e que vale à pena! Recomendo.

"Por trás do mundo visível há labirintos tenebrosos que escondem horrores desconhecidos. Feitiçarias antigas e rituais dos mais sinistros se misturam num caldeirão que exala o odor pútrido do mal. Esse é o universo de H. P. Lovecraft. Conhecido como o inventor da moderna tradição da literatura de horror, o autor imprimiu sua marca no gênero nas primeiras décadas do século XX, deixando de lado fantasmas e bruxas e imaginando a humanidade se curvando a um universo caótico e sombrio. Desenvolvendo uma mitologia própria, criou histórias nas quais a realidade e o pesadelo são separados por um fio tênue. Este volume reúne “O horror em RedHook”, “Ele” e “A tumba” – um de seus contos mais famosos –, relatos nos quais a experiência do medo está próxima de uma fascinação temerosa".
Profile Image for Alexandre Rivaben.
219 reviews2 followers
August 27, 2014
Já havia visitado Lovecraft na adolescencia, mas sem sucesso. Parei 1 ou 2 livros, os quais nem lembro o nome, ainda nas primeiras páginas. Não sei o porque. Fato que isso gerou um certo preconceito, que acabou na leitura deste livreto com 3 contos do autor: "O Horror em Red Hook", "Ele" e "A Tumba" - todos de mesmo estilo, um horror fantástico que sempre coloca em dúvida se o relato é de fato "real" ou parte da loucura de seus protagonistas.

A leitura é bem interessante e forma de narrativa um tanto quanto diferente do que já havia lido. Diferente de Poe, por exemplo, as descrições do horror passado pelo protagonista são mais vivas e "palpáveis" (vide a descrição do poço em Red Hook).

De maneira geral, gostei, ainda prefiro algo mais psicológico e profundo, mas supriu uma lacuna em minhas leituras do genero! :)
Profile Image for Oafson.
Author 9 books2 followers
March 28, 2013
Meu primeiro contato com H. P. Lovecraft, um livro pequeno (64 páginas) e de fácil leitura, me acompanhou em algumas viagens de ônibus até o trabalho. É um livro sensacional, não só pelas histórias deste mestre do horror como também pelo formato (adoro livros de bolso) e o preço, custou apenas 5,00 R$, dá para acreditar?

Encontrei na Livraria Leitura, pertence à Coleção 64 Páginas da L&PM Pocket.

O único ponto negativo é o preço em vermelho estampado na capa que no meu caso, me impede de presentear pessoas.
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