Depois do enorme sucesso de "1565 – Enquanto o Brasil Nascia", o jornalista Pedro Doria apresenta aos leitores um novo passeio pela história do Brasil. Desta vez, em 1789 – a história de Tiradentes e dos contrabandistas, assassinos e poetas que lutaram pela independência do Brasil, ele refaz a trajetória dos protagonistas da Inconfidência Mineira. Tiradentes, Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Inácio José de Alvarenga Peixoto e tantos outros que integraram o grupo de mentes brilhantes envolvidas na conspiração mineira ressurgem em uma narrativa envolvente e repleta de detalhes impactantes que se perderam no tempo.
Numa narrativa ágil e envolvente e com a mesma maestria com que revisou a formação da identidade nacional, Pedro Doria relata as tramas, os discursos, a articulação, os sonhos e, por fim, os interrogatórios e o julgamento dos líderes do mais trágico movimento pela independência do Brasil, que terminou com um mártir esquartejado.
1789 conta a história dos célebres inconfidentes que povoam o imaginário brasileiro. Inspirados pelo pensamento Iluminista e por eventos como a Revolução Francesa e a independência dos Estados Unidos, poetas, estudantes, contrabandistas e membros ilustres de uma sociedade extremamente violenta e corrupta formaram um grupo que, pela primeira vez, forjaria a ideia de um Brasil livre, moderno e mais justo.
Nascido em 1974, é colunista dos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, além da rádio CBN.
É autor de sete livros. Manual para a Internet (Revan, 1995) foi o primeiro publicado no Brasil sobre a rede.
O livro mais recente é 'Tenentes, A Guerra Civil Brasileira, uma história do movimento revolucionário dos anos 1920 nascido dentro do Exército brasileiro. Saiu pela Editora Record. É um período central da história brasileira, embora passe batido naquelas aulas do colégio. O movimento precipitou o fim da República Velha e implementou a ideologia que terminaria, várias décadas depois, na Ditadura inaugurada em 1964.
Sua coluna sobre vida digital já passou pelos três principais jornais do país. Começou na Folha, em 2004, e hoje sai às sextas-feiras tanto no Globo quanto no Estadão. Por ela, venceu em 2015 o Prêmio Comunique-se: melhor jornalista de tecnologia brasileiro e o Prêmio Especialistas, na mesma categoria. Pedro viveu dois períodos no Vale do Silício: entre 1989 e 1990 e, posteriormente, entre 2008 e 2009. Foi Knight Latin American Fellow na Universidade de Stanford (Califórnia) e Peter Jennings Fellow no National Constitution Center (Filadélfia).
Em 2012, liderou no Globo a equipe que venceu o Prêmio ESSO de Melhor Contribuição à Imprensa.
Seus livros mais recentes centram em história. 1565, Enquanto o Brasil Nascia (Nova Fronteira, 2012) trata do período em que o sudeste brasileiro se formou, centrado no Rio e em São Paulo. 1789 (Nova Fronteira, 2014) relata detalhadamente a Inconfidência Mineira.
Eu gosto de uma coisa errada (Ediouro, 2006) reúne uma série de reportagens escritas para o NoMínimo e a Folha com temas que transitam pelo encontro entre nudez, sexo e vida digital. Faz parte da coleção o primeiro perfil de Bruna Surfistinha, a jovem garota de programa cuja vida virou filme.
Iniciou a carreira como colunista da revista Macworld Brasil, em 1994. Trabalhou na TV Globo, em O Dia, nos sites NO. e NoMínimo e no Estado de S. Paulo, onde chegou a editor-chefe de Conteúdos Digitais. No Globo, foi também editor-executivo.
Entre 2002 e 2009 escreveu um premiado blog sobre política internacional. Inter é a outra área à qual se dedicou como editor em NO. e NoMínimo e, posteriormente, como editor-assistente no caderno Aliás, do Estadão.
Recebeu o Prêmio Caixa de Reportagem Social, o Bobs, da rede alemã Deutsche Welle, e o Best Blogs Brazil na categoria política.
Pedro é casado com a jornalista Marina Gomara. Tem três filhos. A carioca Laura, o paulistano Tomás e o carioca Felipe.
Esta lectura proviene de mi anterior viaje a Brasil. En el Museo Histórico Nacional me interesó muchísimo la historia de Tiradentes y la revolución de los Inconfidentes, por eso compré este libro de historia, y ahora aproveché la inmersión para finalmente leerlo. Cuenta la historia fascinante de la que pudo haber sido la primera revolución independentista en Sudamérica. A comienzos de 1789, meses antes de la Revolución Francesa, un grupo de mineiros en Vila Rica (actual Ouro Preto) planeaban una revuelta contra el poder imperial portugués, motivados por la resistencia al régimen impositivo, e inspirados en las ideas de la Ilustración y en la flamante democracia instaurada en Estados Unidos. El grupo era muy diverso: masones, curas, militares, poetas, contratistas ricos. Sus motivaciones eran igual de diversas: rédito económico, ideales, aspiraciones de poder, vocación igualitaria. Su fin, en casi todos los casos, fue trágico. Dejaron una utopía sin ensayar: la de un comienzo revolucionario e ilustrado para Brasil.
En un libro de lectura ágil y muy ilustrativo, Pedro Doria sumerge al lector en el fascinante mundo de la sociedad mineira, pasando también por Rio de Janeiro y permitiendo al lector fundir pasado y presente al ubicar los acontecimientos históricos en la actual geografía de las ciudades. Nos muestra las luces y sombras de los participantes, las aristas oscuras detrás del mito, sobre todo en el caso de Tiradentes, entronizado como padre de la patria y recordado con cierto idealismo que no necesariamente coincide con la realidad. Un libro muy bien documentado y que me dejó con muchas ganas de visitar Minas Gerais y el Museo de la Inconfidencia. La edición es un lujo, e incluye ilustraciones muy útiles para visualizar a los lugares y los protagonistas.
são histórias e detalhes dos homens que planejaram um brasil independente e que, se tivessem sucesso, teríamos hoje um brasil muito diferente. talvez um país mais orgulhoso de sua história, mais parecido com os estados unidos. mas o livro começa a contar algumas histórias e me pareceu que elas ficaram sem conclusão. a prisão de tiradentes começa a ser narrada com detalhes, e de repente para. achei que o livro voltaria a ela, mas não volta.
É muito edificante, principalmente como brasileiro, pode ter acesso a estas informações. Tanto 1565, o 1789(do Dória), como 1808, 1822 e 1889, fornecem materiais mais do que suficientes pra que possamos entender quem somos. Aliás, como sempre fomos. Estes livros são bases de importância gigantesca pra quem quiser conhecer a verdadeira história.
Neste livro Pedro Doria conta a Inconfidência Mineira por meio de seus mais variados personagens, incluindo, mas não apenas, Tiradentes. O autor faz inicialmente uma caracterização dos personagens, construindo suas trajetórias e suas atuações antes de formarem o grupo que acabou por tramar a conjuração. Dessa forma, é possível se ter uma ideia das intenções de cada um, bem como dos motivos de seus diferentes graus de envolvimento na trama, principalmente porque seus participantes representavam diferentes grupos sociais de Vila Rica. A contemporaneidade com a Independência Americana e a Revolução Francesa estão na origem do medo inflingido à Corte em Portugal, afinal de contas, Luis XVI foi guilhotinado apenas alguns meses após o enforcamento de Tiradentes. É incrível perceber a importância da Inconfidência Mineira na História Brasil, ainda que ela tenha sido uma revolta que não se concretizou. Mas também é inegável sua participação na construção de uma ideia de liberdade e de um conceito de República, ainda que este tenha se alterado enormemente na Proclamação em 1889, fazendo-nos questionar, ainda hoje, qual tipo de República queremos.
Em vez de uma resenha, por enquanto limito-me a partilhar algumas notas que fiz (no Kindle) ao perceber o que me pareceram erros no texto final.
Yellow highlight | Location: 21 Inconfidência no Brasil. Note:Independência! Yellow highlight | Location: 646 puseram o que era fato, em dúvida. Note:Pra quê essa vírgula? Yellow highlight | Location: 806 Um administrador seu, escreveu a outro funcionário: Note:Pra quê essa vírgula? Yellow highlight | Location: 824 A estrutura de coleta de tributos que criou foi tão bem-estruturada Note:estrutura bem-estruturada... :( Yellow highlight | Location: 1,222 poupa Note:Polpa! Yellow highlight | Location: 1,857 A tropa paga, os Dragões, eram composta por oito companhias com 476 praças. Note:"era" Yellow highlight | Location: 2,117 Viviam com a mãe, uma mulata de pele muita clara chamada Ana Maria Rosa da Silva, em Vila Rica. Note:"pele muitO clara" Yellow highlight | Location: 2,302 Cláudio almoçava na casa de Gonzaga quando bateram à porta o amigo de ambos, Note:"quando batEU" Yellow highlight | Location: 2,467 a carta régua Note:"régia"? Yellow highlight | Location: 2,626 Vê a Inconfidência como um movimento iminentemente Note:"Eminentemente"!
Para um livro que tem como frase de abertura "a história de Tiradentes", ele fala muito pouco sobre Tiradentes em si. O livro é interessante, mas não chega a ser extraordinário, digamos assim. ALgumas vezes a impressão foi de que eu estava lendo uma série de grandes reportagens e, não raro, era fácil se perder entre nomes e situações na narração. Antes de ler 1789 eu planejava ler outros do autor, mas agora mudei de ideia. Para quem gosta de história, pode ser uma opção, mas não compre esperando um livro sobre a história de Tiradentes. É mais um apanhado geral sobre diversas pessoas e fatos relacionados à Inconfidência Mineira.
Há melhores formas de se contar a história e essa não me agradou nem um pouco (principalmente tendo lido 'A Longa Viagem da Biblioteca dos Reis' antes). Como um outro usuário já disse e eu cito, se fala muito pouco de Tiradentes e é muito fácil se perder na quantidade de pessoas e histórias secundárias que são contadas no decorrer do livro. Essa não "linearidade" ao se contar a história não é algo que me agrada pois torna o acompanhar do livro muito confuso e sem uma continuidade real de tudo o que é retratado - na minha percepção.
Gosto do estilo objetivo, mas nesse acaso achei conciso até demais.
Interessante o autor mencionar a participação de outros 'atores' pouco mencionados da Inconfidência Mineira e fazer uma rápida análise sobre eles. Só acho que faltou mais do próprio Tiradentes. Como sobre sua carreira militar, depoimentos no processo e até repercussões logo após sua morte.
De qualquer forma achei uma leitura interessante, principalmente para generalistas como eu.
Mais interessante quando perfila alguns dos personagens por demais interessantes da época - incluindo alguns pouco ligados ao tema da inconfidência em si. Frustra pela falta de elementos mais concretos - por falta de elementos históricos, ou não - sobre a figura título ou sobre o movimento em si.
A qualidade gráfica desse livro é fantástica, cheia de mapas e imagens que compõem o cenário da época. O que mais achei interessante no livro é que o autor não se prende apenas a Tiradentes, muito menos tem a ele uma visão romantizada ou demonizadora. Todos são tratados com a devida importância que se deva dar, dando destaques aos papeis de Tomás Antonio Gonzaga e Claudio Manuel. Por fim, ele mostra o quanto é injusto dizer que só Tiradentes sofreu e que ele foi um bode expiatório, pois vários foram exilados eternamente e alguns mortos na prisão.
Uma boa maneira de conhecermos mais esse capítulo da História do Brasil que em geral ocupa pouco mais de um parágrafo nos livros escolares. Confesso que sempre achei que a Inconfidência Mineira tivesse sido uma rebelião bem estabelecida de verdade, após ler o livro ficamos na dúvida se houve alguma organização formal ou foi tudo apenas papo de bar. O saldo é positivo, porém a leitura em diversos pontos torna-se bastante confusa pela quantidade de personagens e cargos burocráticos, pra ajudar 90% das pessoas se chamavam José, Francisco ou João (ou um combinado dos três). Destaque para o epílogo onde o autor discute teorias e opiniões de outros especialistas.