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De volta às livrarias com nova tradução e novo projeto gráfico, A ilha foi o último romance escrito por Aldous Huxley, publicado originalmente no início dos anos 1960. Na obra, o escritor volta a falar de uma sociedade idealizada, como em Admirável mundo novo, escrito três décadas antes, mas sob uma óptica diferente. Em vez de situar seus personagens em um futuro sombrio, dominado pelo consumo e por sofisticados mecanismos de controle social, o autor elegeu uma ilha fictícia como palco de uma civilização que persegue serenamente a felicidade. Lá a utopia da existência plena é possível, e esse é o grande tema da discussão proposta na obra por Huxley.
Ao sofrer um naufrágio, o jornalista e dublê de negociante Will Farnaby vai parar acidentalmente na costa da ilha Pala. Lá, ele encontra uma civilização em que as utopias políticas dão lugar à prática do que a humanidade tem de mais valoroso. À medida que se familiariza com o estilo de vida na ilha, Will descobre que os alicerces daquele povo foram lançados duas gerações atrás pelo Velho Rajá, grande autoridade espiritual, e pelo médico e cientista escocês Andrew MacPhail para conciliar o melhor das culturas oriental e ocidental. Budismo e ciência encontram ali um equilíbrio sábio.
Um livreto filosófico chamado Notas sobre o que é o quê e sobre o que seria razoável fazer a respeito disso, escrito pelo Velho Rajá, é uma espécie de guia para os habitantes de Pala. A população da ilha renega o consumismo e o progresso tecnológico sem propósito. Hipnose, meditação, técnicas de ioga sexual e uma droga que permite mergulhar na autoconsciência—o moksha—fazem parte da vida cotidiana e aproximam as pessoas da realização de suas potencialidades.
431 pages, Kindle Edition
First published January 1, 1962

If you’re a Tantrik, you don’t renounce the world or deny its value; you don’t try to escape into a Nirvana apart from life, as the monks of the Southern School do. No, you accept the world and make use of it; you make use of everything you do, of everything that happens to you, of all the things you see and hear and taste and touch, as so many means to your liberation from the prison of yourself.
First, because it simply isn’t possible for Pala to go on being different from the rest of the world. And second, because it isn’t right that it should be different.
What are boys and girls for in America? Answer: for mass consumption. (…) Whereas in Russia there’s a different answer. Boys and girls are for strengthening the national state. (…) And in China it’s the same, but a good deal more so. What are boys and girls for there? For cannon fodder, industry fodder, agriculture fodder, road-building fodder.

