Como previlegiado branco e homem que sou talvez não me coubesse lugar a mandar bitaites. Mas sempre vos digo (visto que não consigo mudar a vontade de dizê-lo, nem a côr ou o sexo com que nasci) que estes livros (Vou lá visitar pastores, seguido da trilogia Os filhos de Próspero, que termina neste), escritos por um angolano branco, fazem mais por uma visão do Outro não-eurocentrada, menos ocidentalizada, humanista e clara, anti-colonial, que os dislates por estes tempos lidos em várias frentes ácerca de feridas por discutir. Para além de se dar o caso de serem excelente literatura. Mas isto, claro, é só o sentimento de um ocidental.