Melhores trechos: "...Apenas permaneça o mais feliz e amorosa possível. Evite negatividades, pois é isso que destrói a mente da criança. Quando está em formação, a criança não apenas segue o corpo da mãe, mas também a sua mente, uma vez que esses são os modelos. Portanto, se a mãe for negativa, essa negatividade começa a entrar na composição da criança desde o princípio. Depois é uma jornada longa e tortuosa para abandoná-la. Se as mães fossem um pouco mais cuidadosas, não haveria a necessidade de nenhuma terapia do 'grito primal'. Se as mães fossem um pouco mais cuidadosas, a psicanálise como profissão desapareceria. A psicanálise é um grande negócio por causa das mães. A mãe é realmente de grande importância, porque durante nove meses o filho vai viver no clima da mãe, e vai absorver a mente dela, toda a mente dela. Portanto, a mãe não pode ser negativa. Tem que estar cada vez mais com o humor positivo, mesmo quando às vezes possa parecer difícil. Mas esse tanto de sacrifício tem de ser feito em prol da criança. Se quiser realmente ter uma criança de algum valor, de alguma integridade, com alguma individualidade, além de uma criança feliz, então esse sacrifício tem de ser feito. Isso faz parte do conceito de ser uma mãe, ou seja, esse sacrifício. Portanto, não deve ser negativa de jeito nenhum, deve evitar todas as negatividades. Deve evitar ter raiva, ter ciúme, ser possessiva, ficar ranzinza e brigar... (Para o pai): Ajude-a nesses dias, para que ela possa ser mais positiva. Não provoque nela a negatividade. Dê-lhe cada vez mais tempo, para que ela possa sentar-se em silêncio, estar com as árvores, ouvir os pássaros, ouvir música. Evite qualquer situação que possa se tornar uma provocação para tornar a futura mãe negativa. E para ambos: sejam mais amorosos, alegrem-se mais com o silêncio um do outro, pois os dois estão dando à luz algo que é divino. Toda criança é divina, e quando algo grande está para acontecer, um grande convidado está para chegar em casa, o casal não briga. E este pode ser o maior convidado que jamais chegou ao casal, portanto, durantes esses nove meses, sejam cuidadosos, cautelosos e vigilantes. Sejam mais amorosos e menos sexuais. Se o sexo for amoroso, tudo bem, mas não pelo sexo em si. Desde o início, isso dá à criança uma sexualidade profundamente enraizada. O sexo é perfeitamente bom no contexto do amor, como parte do amor, assim como o casal segura as mãos um do outro e se abraça como parte do amor. Um dia podem fazer amor também, mas como parte do amor. Daí não se trata de uma atitude que envolve sexualidade, é apenas uma comunhão... Ouça o corpo. Siga o corpo. Nunca, de forma alguma, domine o corpo. O corpo é a fundação do ser humano. Depois de começar a entender o corpo, 99% de seu sofrimento vai simplesmente desaparecer. Mas as pessoas não o escutam. A partir da primeira infância as pessoas são afastadas do corpo, são retiradas do corpo. A criança chora, a criança tem fome e a mãe está olhando para o relógio. Ela não está olhando para a criança. Se a criança não recebe a comida neste exato momento, a mãe terá afastado a criança do corpo. Em vez de lhe dar comida, a mãe lhe dá uma chupeta. Agora a mãe está trapaceando e enganando. Além disso, está dando à criança algo falso, feito de plástico, para tentar afastá-la e destruir a sensibilidade do corpo. A sabedoria do corpo não tem permissão para se expressar, a mente está interferindo. A criança sossega com a chupeta, e adormece. Logo depois, o relógio diz que se passaram três horas e a mãe tem que dar de mamar à criança. Agora a criança está dormindo profundamente, seu corpo está dormindo, e a mãe a acorda. A mãe destrói o ritmo da criança mais uma vez. Lentamente, ela perturba todo o ser de seu filho. Chega um momento em que a criança perde todo o controle do corpo. Não sabe o que o próprio corpo quer, se quer comer ou não. Tudo é manipulado por alguma coisa de fora... Desde o inicio a criança quer chorar, rir. O choro é uma necessidade profunda dentro dela. Através do choro, todos os dias a criança passa por uma catarse. A criança tem muitas frustrações. Isso está fadado a acontecer, é por necessidade. A criança quer algo, mas não pode dizer o quê, não pode expressar. A criança quer algo, mas os pais podem não estar numa posição para satisfazê-la. A mãe pode não estar disponível ali. Ela pode estar envolvida com algum outro trabalho, e a criança não pode ter os seus cuidados. Naquele momento, nenhuma atenção lhe é prestada, então ela começa a chorar. A mãe quer persuadi-la, consolá-la, pois ela própria está perturbada, o pai está perturbado, toda a família está perturbada. Ninguém quer que a criança chore, uma vez que o choro é uma perturbação, portanto, todo possível suborná-la... A ideia de fazer alguém feliz nunca prospera. É contra as leis da natureza. Quando uma pessoa quer fazer alguém feliz, deixa-a infeliz, pois a felicidade não é algo que possa ser dado por outra pessoa. No máximo, pode-se criar a situação em que a felicidade possa florescer ou não. Mais do que isso não pode ser feito... Quando a pessoa confia em si, confia em todo o universo também. E este universo é lindo. Basta ver... tantas flores nascem neste universo. Como alguém pode desconfiar dele? Essa enorme beleza está em toda parte. Como alguém pode desconfiar dele? Tal grandeza, tal graça, de uma pequena partícula de poeira às estrelas. Tal simetria, tal harmonia, como é que alguém pode desconfiar dele? Bashō disse: 'Se as flores nascem deste universo, então eu confio nele.' Certo? Este é um grande argumento suficientemente lógico: 'Se neste universo podem nascer tantas flores lindas, possível, eu confio nele. Se uma flor de lótus é possível, eu confio nele'..."