“Ronald Jofre nunca soube dizer – e não foram poucas as vezes que isso lhe foi perguntado – a razão pela qual havia parado naquele posto de gasolina, em particular.”
Ronald e Renata cruzam o Paraná, a caminho do Rio. É daqueles dias tediosos de fim de viagem, de horas longas e pouca conversa. Tudo muda quando eles passam por um posto decrépito na Rodovia Régis Bittencourt. O lugar é horrível, mas a gasolina é barata e Ronald decide parar, apesar dos protestos de sua mulher. Ele vai ao banheiro mas, quando volta, o carro desapareceu. Renata também. Os frentistas não viram nada. Ninguém sabe dizer o que aconteceu. Uma teimosia tola, uma economia irrisória, uma decisão enganosamente trivial. Por acaso ou destino, Ronald e Renata mergulham de cabeça em um turbilhão de violência, loucura e morte. E nas traiçoeiras estradas paranaenses, uma desesperada corrida pela sobrevivência está prestes a começar.
O conto é curtinho, mas tem a medida certa. Com uma leitura que me deixou frenética para acompanhar os acontecimentos malucos da história e, confesso, mal piscava para ler mais rápido. É viciante, composto por um ritmo maravilhoso e que me pegou totalmente de surpresa, pois comecei a leitura de maneira despretenciosa.
A escrita do Jorge é criativa, de muito bom humor, com a dose certa de suspense e adrenalina.
Não preciso discorrer sobre a história em si, pois a sinopse já faz isso muito bem. Só me resta então recomendar a leitura, e espero que roam as unhas e se divirtam tanto quanto eu.