«Meditei com frequência sobre a história do “Grande Inquisidor” dos “Irmãos Karamazov” de Dostoievski , que, em minha opinião, deveria ser um dos textos obrigatórios de reflexão para todos os candidatos e possuidores de cargos nos órgãos da Igreja. Perguntei a mim mesmo, diante de Deus, se eu teria bastante amor corajoso e liberdade interior nessa situação, para rejeitar a posição “comprovada pela prática” do Inquisidor, colocando-me, na disputa, totalmente ao lado de Jesus. E, muitas vezes, com os sacerdotes e os hierarcas, perguntava-me onde iriam eles colocar-se. Muito sinceramente, não ousaria adivinhá-lo, relativamente a muitos e muito respeitáveis e merecedores sacerdotes (e monsenhores). Bonaventura Bouse, assim como Mandl e Zverina, eram pessoas sobre as quais estava firmemente convencido de que não hesitariam nem um segundo, e, numa disputa entre a liberdade do Evangelho e o pragmatismo institucional, ficariam do lado de Cristo.»