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Retratos da Fundação
Vida de Prisão
A partir de testemunhos de ex-reclusos, em contrapeso com a influência de magistrados, psicólogos, diretores e guardas prisionais, este livro revisita a nossa ideia de vida de prisão, pela voz de quem, hoje em liberdade, conhece o dia a dia atrás das grades melhor do que ninguém.
Em permanente tensão, amor, ódio, vida e morte convivem no retrato que nos desperta para uma realidade tão próxima quanto desconhecida de todos nós.
Em permanente tensão, amor, ódio, vida e morte convivem no retrato que nos desperta para uma realidade tão próxima quanto desconhecida de todos nós.
- GenresNonfiction
82 pages, Paperback
Published May 1, 2018
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Community Reviews
Displaying 1 - 8 of 8 reviews
January 8, 2021
De leitura rápida e fácil, este livro conta um pouco do que se passa nas prisões portuguesas.
Apesar de ser uma análise muito "ao de cima" , gostei de ler este pequeno livro.
Apesar de ser uma análise muito "ao de cima" , gostei de ler este pequeno livro.
February 8, 2024
vou ser sincero, não sabia um cu do que se passava nas prisões em portugal. a única noção que se tem é dos filmes americanos, e é toda uma outra realidade.
este livro humanizou muito os reclusos e o sistema que peca por erradicar a reincidência, aumentando a reinserção. falamos sempre deste país que está muito à frente no que toca a tratar a adição à toxicodependencia, mas ainda trata reclusos como marginais, ex-reclusos como um tabu, e todos empurramos estes temas para debaixo da mesa. ou são todos “lixo” ou nem sequer queremos saber. um país que não aposta na sua reinsercao, nunca deixará de ser um país bacoco e inseguro.
este livro humanizou muito os reclusos e o sistema que peca por erradicar a reincidência, aumentando a reinserção. falamos sempre deste país que está muito à frente no que toca a tratar a adição à toxicodependencia, mas ainda trata reclusos como marginais, ex-reclusos como um tabu, e todos empurramos estes temas para debaixo da mesa. ou são todos “lixo” ou nem sequer queremos saber. um país que não aposta na sua reinsercao, nunca deixará de ser um país bacoco e inseguro.
January 17, 2019
Uma realidade tão próxima e ao mesmo tempo tão distante ... aquilo que pensamos que só acontece aos outros, contado na primeira pessoa, por alguns daqueles que sobreviveram à vida privada da liberdade!
O tema que mais me apaixona, com uma honestidade nua e crua!
O tema que mais me apaixona, com uma honestidade nua e crua!
August 29, 2019
Aqui está um ensaio que é excelente a descrever aquilo que promete, embora não fosse aquilo que esperava.
O livro é trabalho de um autor que estuda o sistema prisional português, e o seu conteúdo foca-se na vida no interior das prisões portuguesas, de fora para dentro, e de dentro para dentro. Para isso agrega estatística, lei, reflexões do autor e entrevistas com ex e condenados. Não tem problemas nenhum em descrever as condições dos prisioneiros como cruéis, pelas cenas que testemunham e pela falta de cuidados a que estão sujeitos, devido à falta de atenção dos guardas e escassez destes, faz críticas à retórica política, que faz as prisões não parecerem sobrelotadas com a sua "engenharia contabilística", e os seus paninhos quentes, e a falta de estudos aprofundados quanto ao cenário prisional português.
Estuda também o Tráfico de substâncias, fornecendo explicações de como o comércio acontece dentro das prisões, e como é que os prisioneiros têm acesso a objetos como telemóveis.
O livro termina com um capítulo sobre a vida afectuosa dos prisioneiros. As visitas conjugais ou não, e a sua importância para cada um e para a vida na prisão.
Honestamente, o livro é muito interessante, e entra em terrenos férteis, mas, como retrato da fundação, esperava algo com mais personalidade, e menos parecido a um estudo científico da vida prisional. Não que seja mau ser assim, mas uma maior proximidade com o leitor e os envolvidos no retrato faria o livro magnífico, como aliás costumam ser os desta coleção. Saber muito mais sobre a vida destes prisioneiros, e de forma mais estruturada, daria uma cara nova ao livro. E não é que seja aborrecido por ser como é, mas ficaria muito mais interessante seguindo esta directiva. É que os prisioneiros são tratados como instrumentos, cujo único valor são as declarações. Quase que deixam de ser pessoas. E é aqui que o livro peca, mesmo onde eu não esperava. As minhas expectativas estão por terra. Mas o livro é mesmo assim interessante.
O livro é trabalho de um autor que estuda o sistema prisional português, e o seu conteúdo foca-se na vida no interior das prisões portuguesas, de fora para dentro, e de dentro para dentro. Para isso agrega estatística, lei, reflexões do autor e entrevistas com ex e condenados. Não tem problemas nenhum em descrever as condições dos prisioneiros como cruéis, pelas cenas que testemunham e pela falta de cuidados a que estão sujeitos, devido à falta de atenção dos guardas e escassez destes, faz críticas à retórica política, que faz as prisões não parecerem sobrelotadas com a sua "engenharia contabilística", e os seus paninhos quentes, e a falta de estudos aprofundados quanto ao cenário prisional português.
Estuda também o Tráfico de substâncias, fornecendo explicações de como o comércio acontece dentro das prisões, e como é que os prisioneiros têm acesso a objetos como telemóveis.
O livro termina com um capítulo sobre a vida afectuosa dos prisioneiros. As visitas conjugais ou não, e a sua importância para cada um e para a vida na prisão.
Honestamente, o livro é muito interessante, e entra em terrenos férteis, mas, como retrato da fundação, esperava algo com mais personalidade, e menos parecido a um estudo científico da vida prisional. Não que seja mau ser assim, mas uma maior proximidade com o leitor e os envolvidos no retrato faria o livro magnífico, como aliás costumam ser os desta coleção. Saber muito mais sobre a vida destes prisioneiros, e de forma mais estruturada, daria uma cara nova ao livro. E não é que seja aborrecido por ser como é, mas ficaria muito mais interessante seguindo esta directiva. É que os prisioneiros são tratados como instrumentos, cujo único valor são as declarações. Quase que deixam de ser pessoas. E é aqui que o livro peca, mesmo onde eu não esperava. As minhas expectativas estão por terra. Mas o livro é mesmo assim interessante.
February 13, 2024
"Sobre a vida no pátio, António escreveu um dia no seu caderno: 《O pátio [de uma prisão] é como um mar bravo, em que naufragam os barcos que lá navegam [...].
No pátio as pessoas vagueiam de um lado para o outro [...]. Homens sem rumo, homens sem ideias, sem projetos de vida [...]. Discutem por tudo e por nada, a lei que impera é a do mais forte, homens que não sabem lutar com palavras, nem com inteligência, fracos de cabeça e de alma. Nada têm no coração, apenas ódio. Sentem-se injustiçados porque não têm culpa dos seus crimes, nem das maldades que fizeram na vida》." [Vida de Prisão, Pedro Prostes da Fonseca]
No pátio as pessoas vagueiam de um lado para o outro [...]. Homens sem rumo, homens sem ideias, sem projetos de vida [...]. Discutem por tudo e por nada, a lei que impera é a do mais forte, homens que não sabem lutar com palavras, nem com inteligência, fracos de cabeça e de alma. Nada têm no coração, apenas ódio. Sentem-se injustiçados porque não têm culpa dos seus crimes, nem das maldades que fizeram na vida》." [Vida de Prisão, Pedro Prostes da Fonseca]
October 30, 2023
«quatro paredes, era tudo o que eu tinha. e tempo para pensar, pensar, pensar, o cérebro não pode parar de pensar. e os pensamentos saltavam das paredes. houve alturas em que já nem tinha a certeza de que era algo ou alguém.»
August 28, 2018
Ler este livro deixou-me com muita vontade de fazer voluntariado num EP.
March 8, 2021
"Vida de Prisão é um livro pequeno, de carácter jornalístico, e capítulos curtos, que se lê facilmente numa tarde, mas cujo conteúdo nada tem de leviano. Fazendo uso de teses, acórdãos, notícias, documentos históricos, e as visitas e entrevistas realizadas pelo próprio autor, dá a conhecer a realidade das prisões portuguesas, independente de políticas e políticos. Apesar das várias fontes mencionadas, há um claro foco nos relatos – tanto entrevistas quanto entradas de diários – de ex-presidiários de idades, crimes, e contextos sócio-culturais variados. Enquanto algumas ideias são desmistificadas, críticas há que são corroboradas, bem como ignoradas há vários anos, tanto sobre o funcionamento e estrutura das prisões, como sobre a implementação de medidas de reinserção. (...)"
Opinião completa em: https://booktalesblog.wordpress.com/2...
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