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Sobre a Imortalidade de Rui de Leão

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Quem quer viver para sempre?

Publicados pela primeira vez em 1872 e 1882, respectivamente, Rui de Leão e O imortal contam duas versões diferentes da mesma história de um homem que, após beber misteriosa poção que recebeu das mãos do sogro enfermo, descobre que não pode mais morrer. Nada poderia tê-lo preparado para isso, mas Rui de Leão não vê outra opção além de seguir em frente — e permitir que o leitor siga com ele.

A primeira publicação da Plutão Livros traz dois contos precursores da ficção científica brasileira, escritos por ninguém menos do que Machado de Assis, com prefácio de Roberto de Sousa Causo e ilustrações de Paula Cruz.

73 pages, Kindle Edition

First published July 20, 2018

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About the author

Machado de Assis

1,149 books2,469 followers
Joaquim Maria Machado de Assis, often known as Machado de Assis, Machado, or Bruxo do Cosme Velho, (June 21, 1839, Rio de Janeiro—September 29, 1908, Rio de Janeiro) was a Brazilian novelist, poet, playwright and short story writer. He is widely regarded as the most important writer of Brazilian literature. However, he did not gain widespread popularity outside Brazil in his own lifetime.
Machado's works had a great influence on Brazilian literary schools of the late 19th century and 20th century. José Saramago, Carlos Fuentes, Susan Sontag and Harold Bloom are among his admirers and Bloom calls him "the supreme black literary artist to date."

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Displaying 1 - 28 of 28 reviews
Profile Image for Paulo Vinicius Figueiredo dos Santos.
977 reviews12 followers
July 29, 2018
Esta coletânea reúne dois contos escritos por Machado de Assis no século XIX. Logo de cara eu já sei o que você, leitor, está pensando: “ah, meu Deus, lá vem aquele chato do Machado de Assis que eu tive que ler na escola.” Sim, minha experiência machadiana também foi traumática. Muito porque nós não somos apresentados propriamente ao autor. Seus livros nos são arremessados sem aviso prévio e temos que nos virar para fazer um seminário ou um relatório. Mesmo o mais divertido dos livros perde a graça se for empurrado goela abaixo do leitor. Machado de Assis é um escritor interessante, irônico e criativo. Seus contos são o que há de melhor na literatura nacional clássica e ele se aventurou por diversos gêneros como o drama, o romance e até a ficção científica. Confesso que fazia décadas que eu não lia nada do autor e fico feliz em dizer o quanto me agradou ver que eu amadureci como leitor e pude apreciar muito mais o autor hoje que eu li sem compromisso ou necessidade.

Sobre a Imortalidade de Rui de Leão foi compilado pela Plutão Livros, uma nova editora dedicada a publicar materiais de ficção científica que ou não receberam o devido destaque ou nunca foram lançados por aqui. Esta é a primeira vez que estes dois contos são colocados juntos, lado a lado. E eu gostei bastante da edição da Plutão. O projeto de capa é lindo, contendo ilustrações feitas por Paula Cruz. Me parece que a editora quer dar uma identificação gráfica própria e só isso já demonstra o quanto a editora já pensa mais à frente. Internamente tem duas ilustrações no começo de cada conto. As fontes estão muito agradáveis no seu modelo pré-configurado (nem precisei ajustar à minha visão). Conta ainda com um prefácio do grande Roberto de Sousa Causo onde ele explora a história da ficção científica no Brasil bem rapidamente e ao final faz alguns comentários sobre Machado de Assis e sua exploração da ficção científica.

Temos duas versões da mesma história. Admito que gostei mais da primeira porque achei-a mais solta em relação à segunda história. A história muda pouco em seu conceito principal ganhando mais detalhes na segunda narrativa que possui um ar mais histórico e dramático. O primeiro conto é mais satírico e brinca com convenções sociais o tempo todo. Ambos versam sobre a imortalidade. Ela pode ser muito mais uma maldição do que uma solução para os problemas da efemeridade da vida. Através das histórias de Rui de Leão vemos (mesmo quando o autor adota um tom satírico) o quanto o personagem não gosta de sua condição depois de algum tempo. Ele vai perdendo todos aqueles que ama progressivamente enquanto ele vai ficando para trás.

É engraçado que se pararmos para pensar, Rui de Leão pode ser visto como alguém parado no tempo. Como ele não foi capaz de aceitar a sua mortalidade, sua vida parou enquanto a do resto do mundo prosseguiu. O protagonista procurou investir o seu tempo em acumular conhecimentos e amores, mas em nenhum momento vemos o personagem adquirindo sabedoria. Somente quando ele foi capaz de seguir adiante é que ele percebeu onde estava a solução para a sua imortalidade. Ou seja, foi nesse momento em que ele aceitou que não havia mais lugar para ele no mundo.

Existe também um tom dramático em ambas as narrativas. Vemos um Machado de Assis pessimista ao nos mostrar um ser humano incapaz de mudar seus valores ao longo do tempo. No segundo conto isso fica ainda mais claro porque o personagem de Rui de Leão reclama acerca de o quanto as coisas continuavam as mesmas mesmo quando ele retornava a um mesmo lugar após uma ou duas gerações. Quanto mais o tempo passava, mais o personagem ficava cético e se sentia incapaz de deixar algo realmente produtivo para trás. Todas as tentativas de empreendimento do personagem dão errado.

Enfim, gostei muito de poder reler Machado de Assis após mais de duas décadas de vida. Me sinto um leitor mais preparado para entender clássicos. Entretanto, estes dois contos são tão amigáveis de serem lidos que eu não tenho como não recomendar a todos.
Profile Image for Gabriela Ventura.
294 reviews135 followers
November 7, 2018
Dois contos que eu não conhecia do bom e velho Machadão, a partir de uma perspectiva inusitada: inseri-lo como uma espécie de precursor da FC nacional.

(Como tudo na vida, estamos falando de pontos de vista e, é claro, Memórias póstumas de Brás Cubas pode ser classificado como uma história de fantasmas, para horror da Tia Teteca da escolinha que leva o Senhor Machado de Assis muito a sério).

Não são exatamente grandes contos, mas mesmo a prosa mais rasteira do Machado, o enredo mais rocambolesco, a ficção de peripécias menos inspirada, ainda é Machado de Assis. E o cara, digam o que quiserem os traumatizados pelas aulas de literatura do Ensino Médio, escrevia bem demais. Você passa por cima de todo tipo de trivialidade na hora em que encontra uma frase ou um tom ou uma crítica específica que só podia ter saído da pena de quem saiu. Isso é voz autoral: entender que nem tudo o que um medalhão escreve é obra prima incriticável, mas ver que até em textos menores a semente do gênio se faz presente.

Achei a iniciativa da editora muito interessante: publicar ficção especulativa aproximando o leitor do gênero - que nem sempre se dá bem com ficção canônica - de um dos maiores escritores brasileiros.

O e-book é muito bem cuidado, as ilustrações de Paula Cruz são lindas e o ensaio de Roberto de Sousa Causo dá contexto à publicação, além de fornecer um panorama sobre a FC no Brasil.
Profile Image for Carol Vidal.
Author 12 books42 followers
January 27, 2020
Apesar de não serem contos espetaculares, foi uma experiência muito legal conhecer uma história de ficção científica de Machado de Assis. Gostei muito da forma como a história é narrada, como se alguém nos contasse um "causo" curioso.
Profile Image for Thiago Lage.
Author 12 books31 followers
October 7, 2018
Super recomendo!
Grata surpresa ler ficção especulativa escrita por um imortal e sobre... outro imortal! Os dois contos falam da mesma história, e confesso que me diverti mais com o primeiro, acho que por ser contado de um jeito que me lembrou um pouco um dos meus nacionais favoritos (A Luneta Mágica). O segundo eu achei com uma pegada mais Barão de Munchausen. Tem também uma introdução super legal falando sobre a história da ficção especulativa no Brasil. Ansioso pelos próximos lançamentos da Editora Plutão!
Profile Image for Rod Carvalho.
Author 6 books5 followers
January 28, 2019
A gente nunca acha que Machado de Assis pode surpreender a gente, né? Mas achei errado. Apesar de já ter lido o Machadão antes (e ser um fã de O Alienista), as gemas do autor estão escondidas. A Plutão fez um ótimo trabalho em resgatar estes dois contos machadianos e fazer com que Machado de Assis seja legal de novo. Vou atrás de outras obras dele depois disso, com toda a certeza. Mas antes, preciso reler O Alienista!
Profile Image for Wesley Pasheco.
259 reviews12 followers
February 8, 2019
Nunca pensei que fosse gostar tanto de um livro do Machado de Assis.
Que historia linda sobre imortalidade e de como levar a vida sem se desesperar, ajudar os outros e ter orgulho das experiencias da vida.
Profile Image for Fabiana.
Author 12 books10 followers
April 4, 2019
Nunca imaginei ler Machado de Assis tão rápido. Gosto quando o texto não se encerra em si e deixa em aberto uma série de questões, principalmente sobre as aventuras paralelas de Rui Leão.
5 reviews
October 6, 2018
“Rui de Leão” e “O imortal” são duas versões da mesma história: um português recebe de um pajé um elixir da imortalidade, e toma um gole dele, se tornando imortal. A partir daí, a narrativa segue as desventuras dele através dos séculos.

“Rui de Leão”, a primeira versão da história, é narrada em uma terceira pessoa onisciente deliciosamente sarcástica. Essa versão é mais leve em acontecimentos históricos, se focando em satirizar costumes.

O imortal, por outro lado, tem ares da segunda geração do romantismo: a história do imortal Rui de Leão é contada pelo seu filho a dois colegas em uma taverna. A narrativa do filho é mais sóbria, e mais recheada de eventos importantes.

É quase tentador pensar que “O imortal” é uma continuação de “Rui de Leão” — as diferenças na história são frutos do filho do Rui encorpando a história do pai com detalhes mais europeus para impressionar mais os amigos. Porque, sejamos francos, deve ser meio embaraçoso dizer que o pai usou o dom da vida eterna para passar duzentos anos coçando o saco.

Dentre as duas, confesso, a minha favorita foi a Primeira, muito mais sarcástica (se bem que pode-se argumentar que a segunda passou melhor o enfado da imortalidade, mas divago).

Tanto “Rui de Leão” quanto “O Imortal” são bastante interessantes por antecipar movimentos posteriores, com a valorização da Amazônia. Em verdade, agora eu me toquei de algo. Se a segunda versão do conto, “o imortal”, é evocativa do romantismo, “Rui de Leão” parece uma previa do modernismo. O filho do Rui se sentiria em casa nas tavernas de Álvares de Azevedo, mas o Rui em si ficara mais à vontade ao lado de Macunaíma.

A plutão é uma editora que já começou mostrando ter um potencial imenso — a edição é primorosa, e conta com uma instrução excelente do Roberto de Souza Causo. Eu realmente estou ansioso para ler o próximo lançamento dela, aqui quem fala é da terra.

Recomendadíssimo para fãs da sci-fi que querem conhecer os primórdios do gênero no Brasil.
Profile Image for Lucas Mota.
Author 8 books139 followers
July 26, 2018
NOTA: 4,5

Louvável a proposta da nova editora "plutão" em publicar ficção científica brasileira. A estréia é uma pérola dupla de Machado de Assis, dois contos de ficção científica que contam a mesma história de formas diferentes. Eu, particularmente, me agrado mais da primeira.

Minha única observação sobre a edição está no prefácio. O texto é muito pertinente, mas fala abertamente sobre as tramas dos dois contos. Não seria melhor posicioná-lo no ebook depois dos textos principais?
Profile Image for Luiz.
17 reviews
September 16, 2018
Achei incrível como Machado consegue ser tão atual e escrevendo em uma época tão quadrada. Destaque pra como ele desenvolve bem a parte historica.
Profile Image for Ícaro de Brito Pereira.
203 reviews7 followers
January 29, 2021
Dos clássicos, Machado de Assis é meu favorito. O cara era um gênio. E essa redescoberta destes contos como os primórdios da ficção científica brasileira é, de fato, uma preciosidade. Amei o prefácio do Causo, muito explicativo (e é mó legal ler nomes conhecidos ali).

Agora acho que devo fazer ressalvas. Desde a redescoberta do Machado de Assis como homem negro, mais do que nunca ele tem sido exaltado como ideal. Claro que é um ótimo tapa na cara da elite branca mostrar que um dos maiores nomes da literatura brasileira é negro. Mas ele não é símbolo da luta negra na literatura, então podemos sim tecer críticas (e mesmo se fosse, sempre podemos tecer críticas).

Em Rui de Leão e em O Imortal — que é genial contar a história "original" e depois com as distorções de um "telefone sem fio" —não tem o famoso recurso da ironia para criticar a elite. É praticamente um épico. E o Machado de Assis assina o pacto da branquitude enaltecendo um herói branco e colonialista. Os tamoios são "bárbaros", a raça branca é superior, e a tomada da República de Palmares foi um feito glorioso — do qual Rui de Leão talvez tenha tido parte, assim como o mercado negreiro.

Se há críticas do Machado à branquitude e a atitude colonial européia, nunca li nada em sua obra. Ele sobreviveu a um ambiente branco, se submeteu às suas regras, e deixou que apagassem sua identidade. Afinal, Joaquim Nabuco (agh) disse que ele não era "mulato, era um grego!". Porque afrodescendentes não podem ser intelectuais, né abolicionista de araque?
Profile Image for Augusto Guibone.
Author 1 book46 followers
July 22, 2021
"[...] a vida eterna afigurava-se-me excelente, justamente porque a minha era limitada e curta;"

"Sobre a imortalidade de Rui de Leão" é um compilado de dois contos de Machado de Assis que retratam, com dois pontos de vista diferentes, a vida de Rui de Leão, um homem que descobriu o elixir para a imortalidade - e então vai lidar com todas as peculiaridades desta.

A narrativa é curta (mas não tão dinâmica, afinal, um livro escrito no século 19) mas carregada de conceitos e reflexões. A ironia sociopolítica de Machado, principalmente no primeiro conto, é bem divertida de se acompanhar. Já no segundo (mas isso não deixa de se fazer presente no primeiro, e acho que essa era a grande intenção do autor) carrega um relato mais jornalístico mas que provoca a reflexão dos motivos que fazem os seres humanos desejarem tanto a vida eterna, e como essa pode não ser a melhor coisa do mundo. Talvez o maior objetivo de Machado aqui tenha sido, justamente, trazer uma reflexão sobre o lado bom dos prazeres e da finitude da vida - e porque devemos aproveitá-la.

Quero destacar também como essa edição da Plutão mandou muito bem ao trazer um prefácio escrito por Roberto de Sousa Causo. Foi uma ótima porta de entrada, apresentando a obra e fazendo um breve panorama histórico sobre a ficção científica no Brasil - e os motivos que levaram Machado a ser praticamente um de seus precursores, da sua maneira. Gostei demais e achei que trouxe ótimas referências (fiquei interessado em várias obras citadas).
Profile Image for Erlan Di Alan.
19 reviews
February 26, 2022


o nosso Rui entrou a sofrer de um incurável aborrecimento. Tinha quase dois séculos e a vida já lhe pesava; o mundo não lhe oferecia espetáculo novo; a ciência perdera o prestígio do princípio: o imortal começou a desejar a morte. (...) Imagine quem puder o suplício deste homem condenado a ser imortal, a ver os mesmos dias, as mesmas comédias — este Tântalo da morte, ambicionando aquilo que os outros receiam —, pedindo ao céu como a suprema felicidade uma cova para dormir.

(...)

Nem a ciência, nem o amor, nem o jogo lhe apresentavam pasto suficiente ao seu espírito sedento de ocupação. Para se calcular bem a situação do nosso herói basta ter em lembrança o tédio de um dia em que não temos nada que fazer. Multipliquemos esse dia pela eternidade, e aí teremos a tortura moral deste verídico sujeito escolhido pelo destino para ser o exemplo único de uma aborrecida imortalidade.

Profile Image for Patricia.
1 review
January 18, 2021
Leitura sempre gratificante de Machado de Assis, muitos elementos de ironia e dubiedade do autor nesses dois contos sobre a imortalidade. Também é possível ver a relação da cultura ocidental com a cultura indígena, qdo um representante europeu se casa com uma mulher indígena e com o decorrer da história percebe-se que a sua introjeção nos novos costumes não se deu de forma tão verdadeira como havia se proposto de início.
Profile Image for Roger Beier.
10 reviews
December 9, 2020
Nestes dois contos o bruxo do Cosme Velho, Machado de Assis, nos propõe uma excelente reflexão sobre a imortalidade e de como esta pode ser aborrecida se não for compartilhada com outros. Brilhante, como sempre, antecipa em um século as aventuras de Forrest Gump, só que participando de episódios da História do Brasil. Demais!
Profile Image for Rafael Hoss.
1 review
September 2, 2020
Desconhecia o fato de que Machado de Assis tinha escrito contos voltados à ficção científica. Grata surpresa. E, para completar, essa edição da Editora Plutão me conquistou de uma forma única. O prefácio trazido por Roberto de Sousa Causo é rico em informações e faz uma introdução perfeita aos contos.
Profile Image for larissa.
74 reviews5 followers
March 12, 2021
Dois contos muito bons e com um prefácio excelente! O meu favorito é o primeiro conto "Rui de Leão", pra ele eu dou 5 estrelas. O segundo "O Imortal" não me agradou tanto como o primeiro, mas adorei a vibe gótica do conto.
Profile Image for jacque.
141 reviews1 follower
August 5, 2024
Que grata surpresa, tropeçar nessa pequena ficção científica de Machado de Assis. Uma exploração sobre imortalidade e o papel da morte em dar sentido à vida - tem que hoje em dia talvez pareça um pouco óbvio ou batido, mas gente, publicado originalmente entre 1872 e 1882, sabe? Um absurdo!

Dois contos que apresentam a mesma história, porém com dois pontos de vista e abordagens diferentes - inclusive, 3 estrelas porque o primeiro conto PISA e o segundo é ok, mas ambos com o inconfundível toque de ironia que eu aprendi a associar com Machado.

Eu estou num esforço de consumir de forma mais intencional produções nacionais e Rui de Leão foi uma excelente companhia para explorar esse cantinho esquisito (elogio) da nossa literatura. O famoso "bom demais, recomendo."
Profile Image for Felipe Vieira.
790 reviews19 followers
July 26, 2022
A primeira versão do conto é muito superior que a segunda. Pelo menos eu curti muito mais do que a segunda versão que no caso é narrada pelo filho de Rui de Leão.

Machado disse que a imortalidade é entendiante. Devo concordar com ele. Se a gente que não vive nenhum século direito vive em tédio, imagina quantos tédios viveríamos sendo imortais?
Displaying 1 - 28 of 28 reviews

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