Livro responsável por formar uma geração de cinéfilos retorna às livrarias com nova capa
Na antologia A experiência do cinema, Ismail Xavier reúne textos de teóricos, críticos, filósofos e cineastas das tradições francesa, anglófona, russa e alemã, produzidos entre 1916 e 1980. Assim, apresenta as principais teorias e uma abrangente reflexão sobre o cinema, revelando a diversidade de análises que têm marcado o pensamento sobre a experiência cinematográfica – desde as explicações básicas dos cineastas do princípio do século até as sínteses e novas propostas estéticas do pensamento contemporâneo.
Textos de: André Bazin • Béla Balázs • Christian Metz • Dziga Vertov • Edgar Morin • Hugo Mauerhofer • Hugo Münsterberg • Jean Epstein • Jean-Louis Baudry • Laura Mulvey • Luis Buñuel • Mary Ann Doane • Maurice Merleau-Ponty • Robert Desnos • Serguei M. Eisenstein • Stan Brakhage • Vsevolod Pudovkin.
One of the most dedicated critics, theoreticians, and film scholars in Brazil and in the world, Ismail Xavier is the author of several books on the subject, such as Alegorias do subdesenvolvimento: Cinema novo, Tropicalismo, Cinema marginal (1993) and Sertão mar: Glauber Rocha e a estética da fome (1983); and since 1970, Ismail Xavier has been publishing a myriad of articles in journals. He graduated in Film Studies (and Mechanical Engineering) at Escola de Comunicação e Artes, at USP, from where he also received his masters and doctoral degree. He earned his Ph.D. in Film Studies at NYU in 1982. Since then, he taught at major universities in the United States and in France. Furthermore, he is a member of the Conselho Consultivo da Cinemateca Brasileira since 1977.
O conceito de fetichismo da mercadoria criado por Marx cai muito bem na forma como o cinema foi construído ao longo das décadas.
Como uma arte que já nasce dentro de uma lógica de mercado, é cada vez mais difícil imaginar da onde veio o que está explícito em tela.
Essa antologia descreve esse processo desde o nascimento do cinema e suas várias mortes.
É incrível como pensadores do século passado, inclusive filósofos, enxergavam o cinema não como entretenimento mas cada um como uma forma diferente, seja experienciar o mundo, espelhar o mundo, um reflexo do desejo humano ou apenas do olhar masculino já que foi feito por e para homens, no fim algo que poderia (e pôde) mudar ou apenas confirmar a percepção de realidade dos que assistem.
O cinema está fadado a morrer, assim como renascer.