Entre ficción, memoria y biografía, la novela entreteje fragmentos del discurso amoroso que unió a dos figuras centrales de la cultura brasileña de la segunda mitad del siglo veinte: un profesor de historia y uno de los más grandes periodistas y productores de rock brasileño, descubridor y divulgador de músicos como Cazuza o la banda Barão Vermelho. Entre la vida académica del profesor y las drogas y el rock and roll de Ezequiel Neves, el mundo pop y erudito se encuentran y desencuentran en la narración minuciosa de experiencias eróticas. Silviano obtuvo el Premio Machado de Assis y el José Donoso al conjunto de obra. Mil rosas robadas ganó el Premio Océanos en 2015, uno de los más importantes de las letras en portugués.
Nasceu em 1936, em Formiga (MG). É o romancista de Mil rosas roubadas, vencedor do prêmio Oceanos em 2015. Sua vasta obra inclui romances, contos, ensaios literários e culturais. Doutor em letras pela Sorbonne, Silviano começou a carreira lecionando nas melhores universidades norte-americanas. Transferiu-se posteriormente para a PUC-Rio e é, hoje, professor emérito da UFF. Por três vezes foi distinguido com o prêmio Jabuti. Pelo conjunto da produção literária, recebeu o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras e o José Donoso, do Chile. Silviano vive hoje no Rio de Janeiro.
Quando o livro flerta com o fracasso de sua própria empreitada - quando reconhece a impossibilidade de uma biografia devassada pelo afeto -, temos uma obra de grandes alicerces, às vezes de insuspeita beleza. Sinto, porém, que ao tomar para si a voz reflexiva do ensaio, ao tergiversar em demasia sobre a natureza das coisas vividas pelos personagens, a leitura por vezes se torna confusa, dispersiva. Quem, no entanto, sobreviver a estes enfados, encontrará momentos de inegável força literária.
Uma obra densa, complexa e corajosa. Só peca um pouco pelo excesso de citações e didatismo. A linguagem acaba soando um pouco jornalística, o que acaba prejudicando a enorme força poética do relato.
Tem uma história que traz muitas reflexões sobre tudo, uma linda história de amizade que foi eternizada nesse livro. Levei um tempinho para terminar a leitura, mas é um livro que indico para quem tem curiosidade com autoficção e quem deseja ler algo diferente.
Esse romance de entrelinhas é cheio das trucagens, pq se vende como biografia, mas não divide com ninguém o biografado. Depois tenta se passar como autobiografia, mas pouco fala de si mesmo. São dois ou três momentos dissecados num jogo de não-romance de "formação". Parece uma grande intenção que não se realiza. Esse título não tão apropriado, melhor cairia algo como "Borboletas azuis", mas essa dica-incógnita acaba virando a música de créditos finais. Tudo mérito do autor.
PS: pq o romance nacional curte tanto o leito hospitalar/defunto? Machadianismos?