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Física em Seis Lições

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207 pages, Paperback

Published January 1, 2001

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Richard P. Feynman

262 books6,775 followers
Richard Phillips Feynman was an American physicist known for the path integral formulation of quantum mechanics, the theory of quantum electrodynamics and the physics of the superfluidity of supercooled liquid helium, as well as work in particle physics (he proposed the parton model). For his contributions to the development of quantum electrodynamics, Feynman was a joint recipient of the Nobel Prize in Physics in 1965, together with Julian Schwinger and Sin-Itiro Tomonaga. Feynman developed a widely used pictorial representation scheme for the mathematical expressions governing the behavior of subatomic particles, which later became known as Feynman diagrams. During his lifetime and after his death, Feynman became one of the most publicly known scientists in the world.

He assisted in the development of the atomic bomb and was a member of the panel that investigated the Space Shuttle Challenger disaster. In addition to his work in theoretical physics, Feynman has been credited with pioneering the field of quantum computing, and introducing the concept of nanotechnology (creation of devices at the molecular scale). He held the Richard Chace Tolman professorship in theoretical physics at Caltech.

-wikipedia

See Ричард Фейнман

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Profile Image for Marta D'Agord.
226 reviews16 followers
March 20, 2021
Este livro é um recorte de seis de uma série de aulas que Feynman ministrou para calouros de Ciências. Na introdução, Paul Davies observa que a física está enraizada na noção de lei, isso requer a existência de um universo racional que possa ser compreendido pela aplicação do raciocínio racional. Contudo, as leis da física não transparecem em nossas observações diretas da natureza. É preciso experimentação e teorização matemática para desvelar uma realidade que segue as leis da física.

Feynman foi convidado a ministrar essas lições pois era reconhecida sua habilidade em usar o senso comum para explicar os conceitos de Física. Do conjunto de lições que se distribuíram em dois anos, se esperava um incremento de interesse pela física. Mas o próprio Feynman reconheceu mais tarde que a atitude passiva de ouvir as aulas sem praticar com resolução e exposição de problemas não produz aprendizagem.

Da primeira, destaco o conhecimento como uma aproximação, as coisas devem ser aprendidas apenas para serem desaprendidas de novo ou, mais provavelmente, para serem corrigidas. O teste do conhecimento é a experiência. Mas qual é a fonte do conhecimento? De onde provêm as leis a serem testadas? A própria experiência ajuda a produzir essas leis, no sentido em que nos fornece pistas. Mas também é preciso imaginação para criar, a partir dessas pistas, as grandes generalizações e descobrir os padrões. Se todo conhecimento científico fosse destruído e apenas uma sentença fosse passada adiante para as próximas gerações, que enunciado conteria mais informações em menos palavras? Para Feynman, seria a hipótese atômica de que todas as coisas são compostas de átomos, pequenas partículas que se deslocam em movimento perpétuo, atraindo umas às outras quando estão a certa distância, mas repelindo-se quando comprimidas umas contra as outras. Nessa única sentença, existe uma enorme quantidade de informação sobre o mundo, bastando que apliquemos um pouco de imaginação e raciocínio.

Na terceira conferência, é abordada a relação da Física com outras ciências. Com a Psicologia, é esperada uma relação a partir da relação entre sinapses e computadores, e que viria a ser nomeada de Inteligência artificial. Digna de nota é a menção de que a psicanálise não seria uma ciência pois não foi verificada pela experiência e não há como obter uma lista do número de casos em que funciona. Na sexta lição, quando trata do comportamento dos elétrons e da impossibilidade de observar suas trajetórias sem nelas interferir, o autor cita Heisenberg e o princípio da incerteza, para quem há uma limitação em nossas capacidades experimentais. No caso do experimento dos dois orifícios, exemplarmente descrito por Feynman através de desenhos, seria impossível projetar um dispositivo para determinar por que orifício passa o elétron sem perturbar o padrão da trajetória do elétron. Se fosse descoberta uma forma de ‘derrotar’ o princípio da incerteza, a mecânica quântica teria de ser descartada como uma teoria válida da natureza. Conclusão que podemos confrontar com aquela sobre a psicanálise não ser ciência.

Se pudermos derrotar o inconsciente, isto é, poder rastrear toda a trajetória dos pensamentos inconscientes e suas relações entre si, podemos ter explicado o comportamento ou a ‘doença’, podemos desvelar padrões, mas ainda faltaria explicar a adesão a esses padrões. Nesse aspecto, podemos tecer comparações com a abordagem da energia na quarta lição.

Com o título de conservação de energia, é explicada didaticamente a lei da conservação da energia: há uma quantidade numérica que não se altera apesar das peripécias naturais. Mas, o que é a energia? Quatro anos depois da publicação dessas lições, o psicanalista Lacan expõe a lição quatro no contexto de sua controvérsia com um filósofo que pretendia confrontar energética à estrutura.

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