Atravessando o espaço sideral, a Vanguardia está numa jornada de cento e quarenta anos rumo a um planeta desabitado. No interior da nave colonizadora, seções protegidas por imponentes portas de aço transportam uma tripulação de cinquenta mil pessoas acomodadas em cápsulas de sono. Quando uma dessas câmaras dá defeito, um jovem enfermeiro chamado Victor acorda antes da hora.
Sem pistas do que realmente está acontecendo, Victor se depara com um grupo de desconhecidos e um ambiente opressor. À medida em que um passado distante vem à tona, um pesadelo desperta, ameaçando as vidas de todos.
Mesclando ficção cientifica com elementos de terror, Joe de Lima apresenta um thriller de tirar o fôlego.
É com muito prazer que trago a resenha de mais um livro de Joe de Lima, Vanguardia usa o mesmo pano de fundo (espaço sideral) que seu livro anterior “Dragão de Gaia” porém nessa história o objetivo é colonizar um planeta desabitado já que a terra fora completamente devastada e foge também do infantojuvenil apesar de Victor, nosso solitário protagonista ter entrado na nave ainda adolescente.
Vanguardia é um livro rápido mas com enredo bem desenvolvido, instiga o leitor através do suspense, é também informativo visto que adorei saber sobre as nebulosas e tem uma pegada bem interessante sobre o vírus que acomete a nave. A sinopse não mente quando diz tratar-se de um suspense de tirar o fôlego. Victor acorda atordoado e confuso demora a se lembrar dos acontecimentos antes de ser encapsulado, aos poucos percebe que por algum motivo acordou cem anos antes do programado.
Sozinho, com fome, molhado e congelando, de modo a procurar se aliviar de sua condição, logo percebe não estar sozinho, a nave fora tomada por ladrões e daí por diante seu acordar torna-se um pesadelo. Victor terá que lidar ao mesmo com esses estranhos e com outra coisa bem mais sombria que assola todos os tripulantes, tem que se manter vivo porque dele depende o futuro da humanidade.
A leitura foi por demais prazerosa que merece uma continuação que o autor mais tarde poderia editar num volume único. Bem, com certeza eu recomendo a leitura e mais uma vez Joe de Lima está de parabéns.