O amor (correspondido ou não) mexe com nossa alma e nosso corpo. A ansiedade, quando nos toma de assalto, também. Outro ponto em comum: os dois fizeram e continuam fazendo artistas de todos os tipos produzirem criações capazes de gerar reflexão e também de dar sentido ao que, muitas vezes, parecia já não ter. É o caso de @akapoeta, pseudônimo de João Doederlein, neste seu segundo livro. Nele o jovem escritor fala de paixões e crises de ansiedade e da relação entre ambas, com a mesma delicadeza que transformou a sua obra de estreia, "O livro dos ressignificados", em um best-seller com mais de 60 mil exemplares vendidos. Nesse novo livro, ele combina novos ressignificados com poemas curtos e longos, voltando a encantar o leitor com sua escrita acessível e, ao mesmo tempo, impactante.
O livro é fraco. Acho que falta pra essa nova geração de "escritores de Internet" entender que há técnica para escrever poesia, há estudo - e estudo árduo. Enfim.
Isso aqui é tão ruim que não dá nem pra comparar com a Rupi Kaur, que é terrivelmente ruim. E acho que vou falar só isso pra não gastar caractere com um negócio ruim desse tanto, porque não vale a pena. Esse nem sendo de graça valeu, credo!
This book reminded me of how writing comes in many forms. It's interposed with poetry, short narrative-like reflections, and the author's signature way of redefining specific Portuguese words with his own experiences and grasp of its feel through thoughtful details.
This book reminded me of how savory and enjoyable it is to be absorbed by a good read in my mother('s) language. I'm determined to keep reading in Portuguese because, after having graduated high school nearly two years ago, I missed this connection to my language. And I loved reconnecting through reading and writing.
Doederlein (also known as akapoeta) never disappoints in his haunting yet beautiful way with words. He exudes his passion for life and living, and pain and suffering through the pages. I saw myself in so many of his thoughts, even if I haven't gone through the exact experiences he has. All I have to say is -- obrigada.
Eu fiquei bastante curiosa para ler Coração-Granada assim que recebi o livro em casa, como uma cortesia da editora. Apesar de gostar muito de poesia, não consumo tanto quando gostaria, nem através de livros, nem através da internet. Eu não conhecia o autor, mas sabendo que ele começou publicando online, fiquei intrigada para ver como ele se sairia no bom e velho papel. A conclusão, entretanto, não foi muito positiva.
Talvez por saber que o autor é tão influente na internet, minhas expectativas para Coração-Granada estavam altíssimas. E acabaram não sendo alcançadas. Meu gosto por poesia é bem simplista. Não gosto de versos intricados e estrofes inacabáveis. Mas com esse livro comecei a entender que também não sou 100% fã dos poemas “desconstruídos”, e extremamente curtos, tão populares hoje em dia. Por um lado, entendo que a nossa cultura promoveu essa mudança, valorizando frases de efeito com menos de duas linhas e arte que não segue as regras do passado. E isso é muito bacana, e tem seu valor. Só não é para mim.
Doederlein traz, em Coração-Granada, tanto poemas de três páginas, quanto alguns de poucas linhas. Mas o que me incomodou não foi o tamanho, ou que cada um se apresentou de uma forma, já que o autor não parece ter um estilo de escrita (em relação a tamanho de versos, métrica, rimas, etc.) preferido. Apesar de que realmente me irritou grande parte deles não ter sequer ter título… O problema, para mim, é que as poesias apresentadas em Coração-Granada carecem de algo. A sensação que tive é que os escritos contidos nesse livro foram da cabeça do autor direto para a gráfica, sem passar por nenhum trabalho estilístico, ou aprofundamento.
Coração-Granada me soou uma coletânea de versos e frases de efeito superficiais. Sendo justa, eu gostei bastante de como Doederlein consegue desenhar lugares, pessoas e momentos na cabeça do leitor. Contudo, me parece que havia muito mais a ser dito, mas que o autor ficou apenas no primeiro rascunho. Para um livro de poesias, Coração-Granada não conseguiu me provocar muitos sentimentos, exceto no capítulo especialmente dedicado a ansiedade. Não consegui não me identificar com que estava lendo quando ao autor aborda o medo, a dificuldade para dormir, a sensação de estar fora de controle, a tristeza, o vazio, e tudo mais que nos invade quando estamos ansiosos. No segundo capítulo, em especial, Doederlein mostrou a que veio. Sua sensibilidade lírica, visão única do mundo e o dom de atingir o leitor com suas palavras transbordam nos poemas e verbetes em relação a ansiedade.
“É melhor educar a parte da sua alma que faz bagunça no seu corpo do que tentar expulsá-la. Tentar arrancar fora uma parte de si pode ser mais doloroso do que aprender a viver com ela.” pág. 119
O que faltou para tornar Coração-Granada um livro cativante, uma coletânea de poesias marcante, não foi talento, isso o autor tem de sobra. O que me deixa um pouco triste, pois a atual versão do livro é um diamante bruto, que se tivesse sido polido com mais cuidado e afinco, teria se tornado uma joia raia da poesia contemporânea. E um registro lírico bem interessante sobre a vivência amorosa e a convivência com a doença mental nos dias de hoje. Infelizmente, o livro não chega a tanto. Terminei Coração-Granada decepcionada, não porque o livro é ruim, mas porque eu esperava demais. Ainda assim, quero ler mais obras do autor e torço para que venham muito mais poesias e verbetes ressignificados por aí.
O projeto gráfico desse livro é simplesmente maravilhoso, palmas para Helena Cintra e Estúdio Bogotá, mas o conteúdo é, no mínimo, decepcionante.
Primeiro que eu não AGUENTO o tanto de referências à cultura pop que tem nesse livro. Todo poema é "Anavitória, GoT e Strokes". Segundo que o tanto que existem versos reciclados é impressionante. Eu não aguento mais ler a exata linha "Drama é coisa de teatro". Jesus Cristo. Terceiro que o poeta tem 0 sutileza, principalmente no capítulo sobre ansiedade. Ele explica desnecessariamente pro leitor o que ele quer dizer, não deixa nada nas entrelinhas - a gente entende que a gente está lendo poesia e que muitas coisas são subjetivas, não precisa de me dar a mão e explicar o que sua metáfora significa. Quer dizer, isso quando ele usa qualquer recurso estilístico, porque eu sinto que 90% dos poemas aqui são frases (com um quê de auto-ajuda) partidas em forma de estrofe.
E eu queria deixar aqui o MARAVILHOSO verso "o cara mais feliz do rolê / pode ter depressão". É SÉRIO ISSO??
Mas deixando todas as partes ruins de lado, teve alguns poemas que eu realmente gostei a nível marcar o livro, e dos versos ficarem se repetindo na minha cabeça durante o dia. Mas foram 3 poemas, pra ser bem sincera, e numa coletânea com quase 200 páginas eu acho que isso é MUITO pouco. Mas tiveram alguns outros que foram medianos, e que deu pra ver que se o João Doederlein tivesse lapidado um pouco mais aquela ideia, sairia uma coisa realmente maravilhosa. Faltou polir essa coletânea.
Agora sim eu comecei a gostar do João! Esse livro aqui é bem melhor do que O Livro dos Ressignificados e me soou mais maduro e interessante. O jeito dele abordar diversas questões me agradou muito mais agora. Mesmo ele ainda bebendo da fonte Rupi Kaur e sendo repetitivo, fiquei feliz porque não desisti dele no primeiro contato que tive. É gostoso de ler, então valeu a pena <3
Ano passado, no início da pandemia, li um livro do João Doederlein que me fez muito bem (O livro dos Ressignificados). Esse mês, senti que precisava ler novalmente algo do mesmo autor. Porém, dessa vez, a minha experiência de leitura foi diferente. Não me trouxe conforto, apenas me fez pensar no quanto é difícil ser feliz hoje em dia. Os poemas são de um rapaz ansioso que está sofrendo muito após uma decepção amorosa. Algumas frases falaram muito comigo, mas o livro em geral não era o que eu esperava nesse momento.
Não tenho muito o que falar sobre. Tinham algumas coisas que me identifiquei e achei verdadeiras, marquei mtas frases e tal, mas sei lá. Só não foi "aquele livro". Acho que o autor poderia ter trabalhado bem mais em cima desses poemas. Outra coisa é que eu detesto esses poemas de 3 linhas em uma página. Enfim.
Eu amo como o João é criativo com as palavras. Adoro o estilo de rimas dele. Coração Granada reúne a intensidade de sentimentos e a inteligência de expressar isso com um jogo de palavras. Não se resume apenas a relacionamentos, como também fala sobre ansiedade, mal que afeta muitos de nós hoje em dia.
Você não imagina a bagunça/é bonita, mas assusta."
Esse foi o primeiro livro do clube da sociedade dos poetas mortos que eu li e foi um pouco decepcionante, principalmente por ter sido selecionado em uma curadoria. Os poemas são genéricos e básicos, o que não é ruim pra contemporâneo, só não me atrai. São bonitinhos, mas nada demais.
Simplesmente tocante, acolhedor, muitos tapas na cara e de muitas experiências vividas. Leria de novo e novo, ganhou muitas marcações feitas por mim. Amei
Um dos meus favoritos, traz ótimos textos sobre ansiedade, paixões acabadas e paixões não corespondidas. As vezes ele é meio brega, mas as vezes você se sente reconhecido pelo que ele escreve.
Coração Granada não supera “Ressignificados” na minha opinião. Entretanto é ainda uma linda leitura que me emocionou diversas vezes, o modo sensível que o autor vê o mundo e usa as palavras é simplesmente apaixonante. Akapoeta continua com a sua escrita inexplicavelmente encantadora e cativante. Ele é um dos melhores escritores brasileiros da atualidade e tem meu coração todinho em suas mãos.