Vingadores A Cruzada das Crianças, é uma minissérie em 9 edições que foca em contar, literalmente, a jornada dos Jovens Vingadores em busca da Feiticeira Escarlate, que estava desaparecida desde os eventos de Dinastia M. É importante mencionar que a trama acontece após Vingadores a Queda e Dinastia M, sendo um momento em que os X-Men estão em um momento crítico, e os Vingadores estão com uma formação diferente, tentando se reerguer após tudo que aconteceu com eles na fase do Bendis. De certa forma, a história consegue se sustentar por si só, ela menciona alguns fatos anteriores, mas nada que não seja explicado na trama, porém, para maior aproveitamento da obra, é legal ter lido ao menos os 2 eventos supramencionados.
E no meio dessa “bagunça” das principais equipes da Marvel, os Jovens Vingadores ganham um destaque interessante, com uma formação bacana, que possui desenvolvimento e interação entre membros bem-feita.
A Cruzada das Crianças começa com o Magneto descobrindo que Wiccano e Célere provavelmente são seus netos, e assim, ele começa a matutar a ideia de encontra-los. Enquanto isso, o Wiccano está em uma missão com seus companheiros, mas sem querer, seus poderes se manifestam de maneira que ele coloca todos em sua volta para dormir. Nisso, os Vingadores começam a associar seus poderes com os de Wanda, enxergando-o como uma potencial ameaça. Por isso, ele é levado à mansão dos Vingadores para “ficar sob observação”. No entanto, os Jovens Vingadores e o Magneto resgatam Wicanno, e partem para a Missão de busca da Feiticeira Escarlate.
Além desse ponto, contar como a trama se desenvolve acaba se tornando spoiler, por isso vou focar em falar algumas características da história. No geral, é uma boa trama, até o meio pelo menos, pois eu estava gostando bastante e estava preso na história. Porém, a partir das edições 5-6, a trama começa a tomar muitos rumos, algumas coisas se tornam repetitivas e a história perde força. Toda a busca pela Wanda, o protagonismo das crianças e o primeiro embate dos Jovens Vingadores com o vilão da minissérie é bem interessante, no entanto, em momentos envolvendo os Vingadores e os X-Men, eu achei que as “crianças” ficaram escanteadas, perdendo o foco na sua própria minissérie. Além disso, o Hulkling ficou muito repetitivo com sua única função de “proteger seu namorado”, assim como as motivações dos embates entre Vingadores vs X-men que se resumem a eles não conseguirem conversar, basicamente.
No entanto, é importante destacar temas trabalhados por meio dos membros dos Jovens Vingadores, tal qual compaixão, perdão, hipocrisia, justiça e confiança, que são bem desenvolvidos e destoam dos heróis adultos, que não conseguem resolver seus dilemas e são hipócritas demais para admitir. Essa inocência/pureza que os Jovens Vingadores passam, serve como algo que caracteriza bem essa nova equipe da Mavel.
Além disso, a trama me perdeu com as excessivas tentativas da Marvel e seu editorial em buscar justificativa e apontar um culpado para os poderes da Wanda terem se descontrolado e cometido o genocídio mutante. Somado a isso, o rapaz de ferro com toda aquela fixação em voltar no tampo e tentar alterar o passado, e consequentemente o futuro, acabou sendo confuso e repetitivo também.