Rafael nunca foi de se encaixar em padrões. Deslocado e sem muita perspectiva de vida, ele cuida da mãe alcoólatra enquanto precisa lidar com a paixão platônica pela melhor amiga, Anne, e com os percalços causados por um pai ausente. Acostumado desde sempre a fazer tudo com Anne, ele agora tem de aceitar que ela arrumou um namorado... e justo uma das últimas pessoas que ele gostaria de ver com a amiga. Como se não bastasse, ele também precisa se entender com o pai, que resolveu voltar a procurá-lo com uma surpresa: a filha que teve com a amante. E, em meio a esse turbilhão de acontecimentos, chega Kaori, a nova aluna da turma. Com ela, as coisas começam a mudar na vida de Rafael, e o que era só amizade pode acabar se tornando algo mais. Antes de tudo acabar é a história de um garoto que precisa se encontrar e compreender um mundo que se move mais rápido do que ele consegue acompanhar. Um mundo onde amizades são construídas e desfeitas, amores morrem e nascem e caminhos sofrem desvios inesperados.
YA nacional tem toda uma carga maior de identificação, né? Foi a primeira coisa que li da Mary e gostei bastante. Achei os personagens super complexos e com nuances (o que infelizmente às vezes falta). Também achei legal, apesar do fator romance, ele ter bastante foco em relações de amizade e da dependência emocional que o protagonista tem nos dois melhores amigos. Acho que isso é típico da adolescência e gostei de como o livro retratou os obstáculos que essas relações encontram, assim como as dificuldades no coming-of-age. Bônus pela discussão honesta de saúde mental e pela presença importante dos pais na história (e a influência realista deles em todos os personagens adolescentes).
Eu tive oportunidade de ler esse livro ainda quando estava disponível no Wattpad e lembro que gostei bastante!
Continuei gostando do livro já que a história é a mesma e me vi gostando da escrita da autora: achei bem fluída e leve. O livro trata de assuntos importantes como relacionamento abusivo (e como é difícil de lidar com pessoas q estão passando por isso, a sensação de querer ajudar mas não conseguir), alcoolismo, abandono parental, homossexualidade e depressão.
A história é composta de personagens incríveis e extremamente característicos importantes para cada desenvolvimento. Gostei do fato de ser uma história que mostra bem a realidade dos adolescentes e não aquele conto de fadas onde tudo é perfeito.
Esse livro me fez viajar no tempo. Ele me levou pra uma época de rebeldia da minha adolescência (a rebeldia não era minha, era dos outros, mas mesmo assim era algo que eu vivia) e foi uma experiência incrível. E os personagens são tão humanos, todos com seus erros e acertos. A evolução deles e dos relacionamentos entre eles é algo maravilhoso e provavelmente a maior qualidade desse livro. Gostei demais e espero ler mais histórias da Mary em breve!
Bom, o livro Antes de Tudo Acabar vai nos contar a história do Rafa, um garoto que está no último ano da escola e que precisa conciliar e se preparar para vários dilemas: se formar, lidar com a paixão que sente pela melhor amiga Anne, e com a mãe, que é alcoólatra e precisa de ajuda. Além disso, ele carrega o passado de um pai extremamente abusivo, que causou diversos traumas, medos e inseguranças tanto nele quanto na mãe. Mas o que mais me chama atenção nessa história é, acima de tudo, a dinâmica entre todos os personagens principais. Cada um tem uma dor, uma vivência e uma forma diferente de enxergar o mundo. Como conhecemos a história pelo olhar do Rafa, percebemos coisas que talvez não soubéssemos se fossem os outros personagens que estivessem narrando. O Rafa é uma pessoa que, em meio a tanta dor e a tantas responsabilidades que nem sempre são dele, acaba carregando os problemas de todo mundo. Ele carrega a dor da mãe, uma mulher que passou por um relacionamento abusivo, foi deixada de lado, julgada por todos por causa do alcoolismo e que, mesmo sem esperança, ainda precisava cuidar de um filho. Ele também precisa lidar com o fato de estar apaixonado pela melhor amiga, Anne, uma garota que é culpada diariamente pela morte da mãe, espancada pelo pai e que acaba entrando em um relacionamento com um homem claramente tão tóxico quanto ele. Além disso, vive com o medo de que Kaori, sua namorada, vá embora, já que ela está sempre se mudando de cidade. Existe essa instabilidade constante, essa incerteza de não saber se o amor da vida dele naquele momento continuará ao seu lado. Rafa também tenta entender os motivos pelos quais seu amigo Ferreira se esconde da família e finge ser alguém que não é, como se sua identidade fosse algo errado ou algo que precisasse permanecer escondido. Por isso eu me conecto tanto com o Rafa. Não porque eu me ache parecido com ele, mas porque admiro a capacidade que ele tem de enxergar os problemas dos outros. Ao mesmo tempo, tenho medo por alguém como ele, que percebe a dor de todo mundo e corre o risco de se sufocar por carregar tanto peso. Cada personagem desse livro é um contexto diferente, uma história diferente e uma pessoa diferente que eu gostaria de abraçar e dizer que vai ficar tudo bem. Mas o Rafa parece não carregar apenas a própria dor: ele carrega um pouco da dor de todos. Talvez os outros personagens também façam isso, mas, como a história é contada pela perspectiva dele, entendemos muito mais o peso que ele sente. Ele vive pensando: minha mãe está internada porque entrou em coma alcoólico; Anne apareceu com um hematoma; será que Kaori vai se mudar? Será que Ferreira vai contar a verdade para os pais? O que me deixa ainda mais apaixonado por essa história é que ela fala sobre as incertezas, os medos e tudo aquilo que assombra a adolescência. Sim, é uma história sobre problemas, mas, acima de tudo, é uma história sobre ser adolescente. Sobre estar numa fase da vida em que erramos, aprendemos e descobrimos que um erro é apenas um erro. O livro mostra que a vida é muito mais bonita e muito mais longa do que o momento ruim que estamos vivendo. A principal lição que eu tiro dessa leitura é que precisamos viver a vida e não fingir que ela não está acontecendo. Não podemos viver no automático. Porque, se for para sentir, eu quero sentir. Se for para estar feliz, eu quero estar feliz. Se for para sentir raiva, eu vou sentir raiva. Não adianta tentar fugir dos problemas ou do medo, porque, quando fazemos isso, deixamos que eles decidam o que devemos ou não fazer. Por isso, para mim, este é um livro perfeito. Um dos meus favoritos da vida. Eu super recomendo para quem está buscando uma perspectiva sobre amadurecimento, adolescência e sobre se conectar profundamente com personagens. É uma história cruel, dolorosa e, ao mesmo tempo, extremamente humana. Uma história da qual você sai com mais empatia, mais amor, mais respeito e com vontade de se tornar uma pessoa melhor, assim como esses personagens tentam ser. E, acima de tudo, uma história que ensina a não ter medo de viver.
Achei a história bem legal e a construção de personagens bem feitinha. Achei curioso ler o ponto de vista de um menino no relacionamento, e achei super interessante. A história também é bem verossímil, assim como a ambientação. Também gostei bastante da primeira pessoa do Rafael. Achei as resoluções um pouco corridas, mas a reflexão final é bem, bem bonita.
A história é bacana, mas não mostra muito a que veio. A escrita é bem amadora, o que é compreensível por ser o début da autora. Acho que em próximas obras isso vá deixando de ser um problema.
Achei meio chato. A história seria muito melhor se tivesse qualquer outro personagem como protagonista. O rafa é um banana tão grande que eu só ficava com preguiça.
UAU CARA em 2016 eu tive a oportunidade de encontrar essa história no wattpad, mas nunca cheguei até o fim. enquanto lia o físico durante esses dias, percebi que na época eu fui até o capítulo 16/18, por aí. eu encontrei outra história da mary (desmortos), que acabou prendendo completamente a minha atenção e quando me dei conta de que precisava concluir "antes de tudo acabar" já era tarde 😔 mas agora fico feliz de não ter terminado na época, eu era nova demais, outro pensamento, por mais que a história me ajudasse a mudar isso, era capaz de eu não entender nem metade das coisas que eram abordadas e acabar julgando. o melhor momento pra ler realmente foi agora, mais velha do que antes, com uma mente mais madura do que antes, e em uma idade em que eu consigo me identificar e muito com os personagens.
que autora incrível é essa, não? se desmortos já me desestabilizou toda, antes de tudo acabar não foi diferente. senti raiva, fiquei feliz e, principalmente, chorei demais hahsuajsksk é a minha segunda leitura concluída do ano, mas que com certeza será uma das mais marcantes.