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A Exemplar Família de Itamar Halbmann

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Conheça a intimidade de uma família de figurões esquerdistas, suas tensões e contradições existenciais, suas reações histéricas no meio da crise política de 2016. Neste “A Exemplar Família de Itamar Halbmann”, Diogo Fontana foi lá, no interior da mansão do burocrata, no coração do revolucionário moderno.

A influência de Balzac está presente até mesmo no título. A partir da primeira página presenciamos uma narrativa escrita com receita balzaquiana mas com ingredientes brasileiros. O livro é um estudo de costumes com o método do século XIX e a matéria-prima do século XXI. Diogo Fontana descreve com notável acerto o estilo de vida e os hábitos de uma cidade, de uma geração e de uma família em um momento determinado da História, como se fosse uma crônica, porém, com uma prosa de alto valor estético e uma finalidade mais transcendente do que o simples narrar.

Itamar Halbmann e seus familiares são exemplares, não por serem pessoas excepcionais, mas por serem o exemplo vivo de um problema, de um círculo social, de uma época e, sobretudo, de um país. Eles defendem idéias que não comungam com seu estilo de vida, e crêem contribuir com a sua pátria quando talvez a prejudiquem.
Mais do que um retrato realista, esta novela é uma janela, uma abertura para a vida e os valores de uma época e de uma sociedade, retratadas não como acreditam ser, mas como realmente são.

Diogo Fontana nasceu em Curitiba em 1980. É escritor, editor e livreiro. “A Exemplar Família de Itamar Halbmann” é a sua estreia literária. Mora em Balneário Camboriú, no litoral catarinense, com a esposa Gabriela.

160 pages, Paperback

First published January 1, 2018

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Diogo Fontana nasceu em Curitiba em 1980. É escritor, editor e livreiro. Mora em Balneário Camboriú, no litoral catarinense.

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Displaying 1 - 2 of 2 reviews
Profile Image for Norberto Iazzetta.
47 reviews1 follower
December 13, 2022
Antes da resenha eu preciso fazer alguns preambolos.

Este livro é um dos queridinhos da nova direita q surgiu no Brasil pós movimentos de 2013, portanto é pouco provável q você tenha ouvido sobre ele se você não tiver aguma afinidade com os influenciadores da direita ou não fizer parte dessa turma. Inclusive por conta disso, o livro foi publicado por uma editora pequena, já que sabemos que as grandes editoras, TODAS, estão nas mãos de editores de esquerda q boicotam qualquer autor que não for da "patota". Durante uns poucos anos a Record, sob o comando do Carlos Andreazza, se tornou uma editora plural, publicando de Olavo de Carvalho a Márcia Tiburi, mas ele já saiu e quem entrou no seu lugar, a primeira coisa q fez foi cancelar contratos com autores de direita retomando a hegemonia de publicar só a esquerda. Por sorte do autor, ele é o dono da própria editora q o publicou. 😁

O segundo preambolo é que um dos muitos problemas da literatura brasileira - principalmente a moderna e contemporânea, mas também em geral - é que ela não reflete o panorama brasileiro, ela não dialoga com o povo e com os fatos reais. Uma famosa autora européia (cujo nome esqueci) recebeu de um brasileiro alguns livros importantes, do cânone da literatura brasileira, leu, gostou muito e declarou: "gostei muito dos livros, mas não entendi nada sobre o Brasil". Esse é o problema. Os livros, incluindo grandes livros, não refletem os problema e a vida do Brasil. Esse hiato é enorme. Não temos grandes livros de ficção que falem sobre o período colonial, nem sobre o período da república (instauração), nem sobre os primeiros presidentes brasileiros, nem sobre a ditadura do Estado Novo, nem sobre Vargas (exceção de Agosto do Ruben Fonseca), muito pouco sobre a ditadura militar (e só de um lado), nada sobre a nova república, período Sarney, Collor, FHC, PT, Bolsonaro... Talvez só o sertão nordestino tenha sido retratado bastante através da literatura regionalista brasileira e, claro, a formação do Rio Grande do Sul pelo épico O Tempo e o Vento.

Pois este livro tem uma importância enorme porque ele sim retrata uma fase da vida brasileira. Ele retrata o período das manifestações do passe livre até o impeachment da Dilma. Então, finalmente, um livro de ficção q retrata um período histórico do Brasil. Aleluia! 🙌

Esta importância o livro tem. É preciso que venham muitos outros, não só sobre esse período, mas sobre outros períodos acima mencionados.

O maior defeito do livro talvez seja a ânsia do autor em retratar esse período da nossa história recente e esquecer um pouco de criar um enredo, uma história de fato interessante deixando q os fatos históricos fiquem no cenário.

O que ocorre é que o livro, inclusive o enredo, se fixa única e exclusivamente no período em questão e na relação dos personagens com os fatos ocorridos. Se tornou uma obra mais de denúncia de uma camada da população, os também apelidados de "socialistas de iPhone" do que um livro robusto com uma história pujante que converse com esse período e, alguns personagens façam parte dessa elite tosca que o Brasil criou. No caso aqui, todos os personagens estão dentro dessa categoria e tudo que o livro retrata é a vida deles em relação a suas preferências políticas e suas reações aos fatos ocorridos. Não se torna uma obra universal, e sim uma obra datada de uma época, com pouca ou nenhuma relevância fora de quem está estudando esse período histórico brasileiro.

Tanto é assim, q o romance é bem curto, quase uma novela. Não houve interesse em contar uma história, houve interesse em retratar uma época e personagens dessa época. Única e tão somente.

O leitor que buscar uma profundidade maior nos personagens ou no enredo, não achará.

A sinopse é muito simples: conta a história da família Halbmann, seu crescimento social e econômico, por meios de empregos públicos (a elite burocrática brasileira) e ao mesmo tempo em que ela prospera financeiramente, ela deforma seu pensamento pra esquerda. E nada mais. Além deles, poucos personagens e todos afinados com essa mesma agenda, salvo um casal exilado venezuelano que eles conhecem numa viagem de turismo ao Panamá, onde confrontam sua realidade pueril e burra com a verdade dos fatos e do mundo real.

O livro é muito importante porque retrata uma parte da realidade do Brasil, coisa q nenhum outro fez. Neste sentido ele é indispensável. Todos deveriam ler!

Por outro lado, como obra literária, faltou bastante.

Eu dei nota 7,5 pela importância do relato.

Devo dizer q o livro não é maçante, principalmente do meio pro final. É até bastante ágil, mas samba de uma nota só.

Foi o primeiro livro do autor, espero que ele lance outros, abordando mais fatos históricos do nosso país, mas também se preocupando em criar uma obra literária relevante também pelo enredo, não apenas pela denúncia ou pelo retrato de tipos e situações.
Profile Image for Lucas Magrini Rigo.
169 reviews4 followers
January 17, 2024
Se Machado de Assis tivesse escrito A Morte de Ivan Ilitch, seria bem próximo desse livro. Não li nada de Balzac ainda, que o autor diz querer imitar, mas tem muita ironia machadiana no texto, o que confere um tom de comédia neste quase registro histórico.
A leitura é fluída e divertida, além de expor traços da personalidade do brasileiro contemporâneo. Mesmo que você não se identifique com o protagonista, aqui ou ali você vai pescar um comportamento involuntário de algum personagem que você já fez antes.
Recomendo imensamente a leitura deste livro.
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