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As cinzas de Altivez

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Ordália é um mundo muito parecido com o nosso, mas também diferente. Em uma sociedade campestre, militarizada e autoritária, em que a "Ordem de Verus" tem poder absoluto, as pessoas vivem sob o domínio de regras bastante rígidas, transmitidas desde cedo pela família e reforçadas na escola, que fundamenta os ensinamentos no Ordalium, o Livro Intocável. Ao completar 19 anos, cada jovem tem seu futuro definido como manda o gênero, a linhagem e principalmente os interesses do sistema. O aniversário de Ariadne Ventura está próximo e ela também não terá a chance de escolher o próprio destino. A garota sensitiva de olhos controversos vive em Miraluz, um vilarejo onde a névoa é eterna e os costumes levados à risca. Ao investigar o desaparecimento de Corina Sanchez, uma antiga aluna do Educandário Lucidez, ela chama a atenção do professor Richard Expósito, que mudará sua jornada depois de um encontro secreto. A atmosfera de mistério do enredo captura o leitor para o desfecho de uma trama intrigante, repleta de fantasia, aventura e fenômenos mágicos.

346 pages, Kindle Edition

Published July 5, 2018

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About the author

Juliana Feliz

7 books2 followers

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Community Reviews

5 stars
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Displaying 1 - 5 of 5 reviews
Profile Image for Jorge Almoas.
30 reviews
April 22, 2019
A intenção de criar uma mitologia é interessante, a execução poderia ter mais intensidade, mais conflito. Vale pra divertir e passar o tempo.
Profile Image for Sara.
156 reviews16 followers
September 24, 2023
Este é um livro muito especial para mim, por vários motivos.
Num todo, temos por base a força da Mulher, na sua luta contra uma sociedade opressora e autoritária.
Entramos no mundo de Ordália, que a autora criou tendo Portugal como inspiração, nomeadamente, Porto, Nazaré e Sintra. (As referências a estes locais, como o Poço Iniciático da Quinta da Regaleira, são absolutamente fantásticas!)
.
Neste mundo diferente, mas ao mesmo tempo tão parecido com o nosso, com todas as questões políticas, económicas e sociais, as pessoas são regidas pela Ordem de Verus, e por regras rígidas contidas no Ordalium, o Livro intocável.
Aqui, conhecemos Ariadne, uma jovem sensitiva, prestes a fazer 19 anos e que, tal como todos os outros jovens da sua idade, vai ter o seu destino decidido, pelo gênero, a descendência e especialmente pelos próprios interesses do sistema.
Mas, com o desaparecimento misterioso de uma amiga de infância, ela começa a questionar todo o sistema, e a procurar respostas. E é aqui que entramos neste mundo tão bem construído, cativante, com muitas reviravoltas, muitas questões, com uma força feminina que se revolta contra a Ordem e descobre que, a maior parte das vezes, as respostas que procuramos estão dentro de nós próprios ... Só precisamos procura-las!
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Juliana Feliz, a autora, é uma grande inspiração, pela sua força e dedicação em publicar este livro de forma independente, e seria um prazer enorme poder ver esta série publicada em Portugal! 💜💜
Profile Image for Pâmella Pregun.
Author 1 book5 followers
November 20, 2022
A primeira vez que vi esse livro, foi por acaso. A capa e a sinopse chamaram a minha atenção imediatamente e logo coloquei na minha lista de leituras. Logo, quando comecei As Cinzas de Altivez, tinha boas expectativas, mas conforme fui lendo, elas só diminuíram.

A ideia do livro é incrível, assim como a ideia do mundo da história. Me faz lembrar vagamente de alguns livros que já li e gostei com temática parecida. Mas a produção da história, foi fraca. O desenrolar do livro era corrido e superficial, as coisas aconteciam rápido apesar de terem se passado meses. A construção do mundo, logo se tornou um pouco forçada (e não de maneira natural, como já vi várias vezes) e as vezes até sentia vergonha alheia. Fora isso, concordo que a ideia do mundo ali criado era interessante, seria legal um mapa mostrando cada parte.

Os personagens foram outra parte decepcionante na história. Ariadne era até legal no começo, mas assim como o enredo, ela foi tornando-se forçada e salva várias vezes por algum tipo de deus ex machina invisível. Apesar do local que estava, nada dava errado em seus planos ou com ela. A narração até mesmo me passou a impressão de que ela reagia de forma tranquila quanto aos problemas, irreal. Sofia é um ponto positivo e negativo ao mesmo tempo: ela é uma personagem cega (representatividade), mas senti que sua personalidade foi apenas ser a melhor amiga cega da protagonista. Além de que senti que ela era a única representatividade do livro, pelo menos a com um pouco mais de destaque (apesar de ainda assim não estar tão bem representando, né).

Eduardo é definitivamente o personagem que menos suporto nesse livro. Por boa parte da história, fomos apresentados a um personagem mais sensível, diferente dos outros homens do livro. Mas então me deparo com ele sendo de machista a homofóbico em uma única página. E assim, as frases sem noção que ele disse não foram postas ali para problematizar mais tarde, não, apenas estão lá por sabe-se lá porque. A cena em questão é: "E: — Não. Ela é minha e vai se casar comigo! Ela não tem esse direito, nós homens que escolhemos que escolhemos as noivas, não ao contrário. - Disse irritado. / R: — Tudo bem, você é quem sabe. Eu prefiro cuidar da carreira e não pensar em casamento, aliás nem gosto tanto de meninas, não me atraem. / E: —Você não deve ter conhecido a garota certa.". É.

Os outros personagens são pouco memoráveis tbem, todos (até os principais), tbem tem personalidades superficiais. Não me apeguei a ninguém ali ou senti qualquer coisa com os vilões (que me pareceram muito vilões de desenho animado). Os possíveis casais também foram fracos (como Ariadne e Athos) ou ruins (como Ariadne e Eduardo, que por acaso são PRIMOS). Ah, eu também sentia que os personagens aceitavam muito numa boas algumas coisas que aconteciam. Não foi muito desenvolvido.

Os personagens de mais destaque terem 19 anos não colou para mim, eles pareciam e agiam muito como pessoas de 12 a 14 anos, no máximo. Principalmente a Bárbara que parecia uma adolescente mimada invés de uma mulher de 30 e poucos anos.

Enfim, As Cinzas de Altivez foi uma leitura que me decepcionou em todos os quesitos. Infelizmente não lerei a continuação, mas espero que os que tenham gostado, tenham tido uma boa leitura.
Profile Image for livros.da.sofia.
473 reviews71 followers
September 23, 2024
3,5

Ariadne vive numa sociedade profundamente autoritária e patriarcal, regida pela Ordem de Verus e pelos dogmas rígidos do Ordalium, o livro sagrado. As mulheres são obrigadas a casar aos 19 anos e destinadas a uma vida limitada a cuidar dos filhos, limpar a casa, e, com sorte, serem parteiras. Não podem se casar novamente, não têm acesso ao ensino superior, e jamais devem questionar o sistema. Mas Ariadne questiona — e fá-lo de maneira ousada e imprudente. Todos sabem o que acontece a meninas que ousam intrometer-se...

Embora Ariadne seja uma personagem adulta, acredito que este livro poderia ser classificado como uma Distopia Juvenil. Recomendá-lo-ia especialmente para leitores a partir dos 11 ou 12 anos, particularmente para meninas que se identificam com temas de empoderamento e a luta contra injustiças. Ariadne é exatamente o tipo de protagonista que cativa esse público — curiosa, inconformada, dotada de uma mente sagaz e irrequieta, opiniões fortes e uma língua afiada que a coloca frequentemente em mais problemas do que é sensato.

No fundo, é uma personagem que faz acontecer! E isso reflete-se também no ritmo acelerado da narrativa e nos capítulos curtos. A escrita é direta e sem rodeios , o que proporciona uma leitura rápida e envolvente, ideal para quem aprecia ação constante.

No entanto, pessoalmente, sinto que esse ritmo frenético acaba por entrar em conflito com elementos que valorizo numa boa história, como a subtileza, o famoso “show, don’t tell”, e o desenvolvimento mais profundo das personagens e suas relações, tanto românticas como de amizade, e de irmandade . Ainda assim, reconheço que este estilo de narrativa é especialmente adequado para leitores jovens, cuja capacidade de atenção mais curta é melhor captada por histórias dinâmicas e diretas, que mantêm o seu interesse do início ao fim.

No quesito fantasia, o livro é bastante leve, empregando poucos elementos fantásticos. O mundo de Ariadne poderia facilmente ser o nosso , caso adotássemos uma religião tão opressora quanto a da Ordem de Verus. Gostaria de ver mais magia, visões e poderes ganharem destaque nos próximos volumes. Apesar disso, fica claro que o mundo em que Ariadne habita, assim como as crenças que o sustentam, foi meticulosamente construído pela autora, deixando muito espaço para expansão e exploração — especialmente se levarmos em consideração o mapa de Ordália. Até agora, visitamos apenas uma pequena parte desse universo, mas há muito mais mentalidades a serem desafiadas, crenças a derrubar e aventuras a seguir! Aceitam o convite? 😉
Profile Image for Iria Cardoso.
Author 20 books33 followers
August 19, 2022
Gostei. É uma história interessante que apenas precisava que a acção fosse ligeiramente mais lenta para que o leitor possa apreciar certo momentos mais solitários da personagem principal e desta com outras personagens importantes.

Ariadne é a típica personagem principal, com o seu próprio dom que transtorna o dia-a-dia das regras de Ordália e é enviada para um local de forma a ser castigada. Porém, heroína como é não se conforma e gosto desse espírito. Contudo, acho que poderia ter um ou outro momento mais fraco para que se possa apreciar um pouco mais a sua jornada.

O livro termina num quase impasse, pois tem uma reviravolta que dá o seguimento para um segundo livro e que estou bastante curiosa em ler.
Displaying 1 - 5 of 5 reviews

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