Nossa vida é movida por afetos. Entre eles, talvez, o que mais gere inquietações seja o amor.Neste estimulante encontro de ideias, Clóvis de Barros Filho e Luiz Felipe Pondé mostram como, de Platão a teóricos contemporâneos, a filosofia tem tentado explicar as paixões e lidar com elas. Afinal, como definir o amor? O que de fato amamos quando amamos? Seriam os afetos uma ameaça à razão, a ponto de serem temidos e até negados?Hoje, numa sociedade marcada pela desconfiança, e muito disposta em julgar - e condenar - o comportamento do outro, não é por acaso que muitas vezes escondemos nossos afetos. Nesse contexto, quais seriam os limites das paixões? Apenas o amor seria suficiente para garantir uma sociedade moralmente mais justa? Essas são algumas provocações que os autores trazem para debate nesse livro. - Papirus Editora
O que move as paixões neste mundo contemporâneo? Citações de Platão, Kafka, Kant, Nelson Rodrigues, e até mesmo o crítico pós-moderno Bauman (que define a sociedade e o amor líquido) entre outros, nos faz refletir sobre o tema. É uma leitura rápida e gostosa, neste bate papo entre uns dos maiores pensadores brasileiros da atualidade, Clóvis e Pondé. Expor nossos afetos é também expor nossa fragilidade ? Tire suas conclusões, e aproveite a leitura.
"Vamos sendo construídos socialmente, socializados de certa maneira para passar a desejar o que está autorizado, e temos a impressão de que aquele desejo que se manifesta aos 30 anos de idade é fruto da nossa mais gennuína natureza desejante" - Clóvis.