In 2018 the European Union Prize for Literature is celebrating its 10th anniversary. To mark this special occasion the EUPL writing contest 'A European story: EUPL winners write Europe' has been organised. 36 EUPL winning authors from a total of 26 different countries have submitted fascinating European stories, which are compiled in this publication along with translations into English.
Myrto Azina Chronides (b.1961) was born in Nicosia, Cyprus. Since her early years, she has written many essays and poems. She won several literary prizes at the Pancyprian Gymnasium for poetry and prose, and published her first book, Hemerologion, at the age of fifteen. After graduation, she specialized in General Medicine at the academic hospital of the University of Bonn in Euskirchen. Since 2007, she has been working in Cyprus at the Department of Medical and Public Health Services. She has received a positive critical reaction for her modern and unconventional writing style, while her short stories have featured in many literary magazines and in two national anthologies.
Uma coleção de contos de vencedores do prémio literário da UE, numa luxuosa edição de capa dura em inglês e na língua original (oferta da livraria da UE https://op.europa.eu/ - atualmente creio que só o ebook continua disponível).
Tinha tudo para ser uma excelente montra da nova literatura europeia, sobretudo para países com menor visibilidade e tradução, mas a verdade é que a maior parte dos contos é de qualidade duvidosa ou inexistente e muitas das traduções parecem ter sido feitas por gente mais habituada a traduzir textos burocráticos..
O tema pedido (sim, os contos foram escritos de propósito para esta edição por autores já premiados por outras obras) era a Europa e as interpretações do dito foram em geral pobres. Muitos autores pegaram na questão dos refugiados, talvez por acreditarem que o conceito de Europa é mais fácil de perceber com olhos de fora. Outros pegaram em conflitos entre países ou episódios de choque cultural. Finalmente alguns, normalmente os que pior se saíram, tentaram fazer um retrato do continente, como o conto de uma autora belga que perguntada na China sobre o continente se vai despindo perante uma plateia e mostrando cada parte do corpo como testemunho de alguma vivência em cada canto do continente - o resultado é de uma ingenuidade embaraçosa.
Levei mais de um ano a concluir a leitura e a verdade é que já não recordo a maior parte do conteúdo, existem uns poucos contos bons e até muito bons, mas a mediocridade é a norma. Uma encomenda de contos foi uma má aposta e melhor teria sido escolherem contos já escritos e que não tentassem artificialmente abraçar um conceito tão vago e vasto como a Europa.