Tímido e solitário, Otto divide seu tempo entre o trabalho, o trânsito infernal e os hospitais, que visita frequentemente com a mãe enferma. Em meio a uma onda de sumiços na cidade, ele descobre a São Paulo do Lado de Lá, uma realidade paralela que engole cada um dos desaparecidos.
E ele pode ser o próximo.
Uma a uma, as pessoas na vida de Otto começam a esquecer que ele existe: conhecidos, colegas de trabalho, familiares. É quando ele é visitado por um rapaz idêntico a ele — um duplo — que vive na São Paulo do Lado de Lá. Os dois, então, precisarão da ajuda de Ana, irmã que Otto não vê há anos, para impedir que os sumiços continuem.
Otto encontra um cara exatamente igual a ele que traz um aviso importante: ele irá desaparecer, a não ser que os dois se unam em uma jornada que transita entre o mundo real o uma espécie de segunda dimensão chamada "são paulo do lado de lá". Através de uma trama sensível com bastante existencialismo e metáforas a respeito de uma sociedade individualista e cada vez mais iludida pelos relacionamento de redes sociais, Thiago Lee entrega uma das fantasias urbanas mais inventivas que já li. Tudo aqui foge do padrão: não há monstros gigantes, criaturas com poderes especais querendo salvar o mundo ou grandes heróis. É uma história simples e intimista que usa a fantasia como uma bela metáfora para nossa condição humana. Mais do que tudo isso, O homem vazio é o retrato de uma geração, sem dúvida um dos livros que será citado em algumas décadas como tal. Poucos autores de fantasia são capazes de entender os dilemas de seu próprio tempo, preferindo recorrer a tempos antigos. O homem vazio é, acima de tudo, uma leitura significativa que mostra um autor talentoso amadurecendo em todos os aspectos de sua escrita.
Esse livro seria muito bem adaptado pra algum filme, além de seguir uma linha de raciocínio que apelidei como a tríade do esquecimento: Matéria Escura/ O Homem Vazio/ Lembra Aquela Vez. Além de trazer um tema bastante preocupante como depressão nas principais capitais do Brasil, é aquele lance de se sentir sozinho no meio da multidão e ser abandonado pela própria família. No primeiro ato eu senti um tapa na cara sobre a história do Jonas e amizade que ele tinha com o Otto, já no segundo saber a história da irmã do Otto trouxe uma certa adrenalina no livro por ela roubar todo o protagonismo e todas as partes legais da história. Agora, o principal, o que falar do personagem mais sombrio e temeroso de todo o livro que é São Paulo, essa troca de perspectiva trás aspectos bem mais pesado pra trama toda envolta de uma áurea azul e gente sendo preso por mãos e correntes que são enraizadas do chão, bem aquele clipe “Dance In The Dark” da Dev, mas com uma melodia de música da Lorde.
Gostei demais desse livro! Os personagens foram bem aprofundados, os arcos paralelos e o plano de fundo da história tinham conexão com plot principal e o final me convenceu.
Porém, acho que o título e a sinopse restringem demais a história. Por isso, iniciei o livro pensando que leria outra coisa, mas fui positivamente surpreendido. A trama criada pelo autor é muito interessante e atual, com uma pegada rápida que me prendeu desde os primeiros parágrafos. Também achei que alguns momentos poderiam ter sido melhor detalhados/explorados, principalmente no final, em que algumas soluções dadas fizeram todo sentido, mas foram contadas de forma bem simplificada.
Enfim, tô bem satisfeito com as ótimas leituras que ando fazendo nesses últimos meses.
achei incrível. uma historia muito original, com alguns momentos de engasgar com nó na garganta. personagens bem desenvolvidos. fiquei muito reflexiva também.
É um bom livro, mas com uma história não muito fluída e cativante. Eu não consegui me jogar de vez na leitura, demorei a pegar o ritmo, estava sempre achando pedante, devagar demais, muita coisa acontecendo e nada saindo do lugar. Mas compensa na mensagem, e com a reviravolta bem elaborada no final, sem contar alguns personagens que são bem intensos e interessantes. Foi uma leitura bastante significativa que me mostrou um autor muito talentoso,e que me deixou imaginando um portal para a São Paulo do lado de lá.
Me interessei pela trama de O Homem Vazio desde o primeiro anúncio do autor Thiago Lee e da divulgação da capa da história, mostrando a São Paulo como a conhecemos e uma versão alternativa mais surreal e colorida ao cinza de concreto da grande capital. É fácil imaginar que seus personagens podem estar no mesmo lugar que nós estamos quando locais conhecidos são citados. É fácil também se identificar com os mesmos dramas da nossa realidade. Afinal temos amigos ou seguidores? Temos família ou fãs? As pessoas do nosso convívio se lembram de nós enquanto marcarmos presença ou enquanto interagimos? Estamos ao pouco nos distanciando de tudo e todos e aos poucos desaparecendo? Embora tenha achado alguns momentos confusos ou pouco explicativos mais próximo do final, estou mais do que satisfeito com a leitura.
De fato, parece muito Lugar Nenhum, do Neil Gaiman. Mas na boa... O Homem Vazio é melhor. Antes que os críticos me batam comparando coisas de estrutura e blablablas técnicos, vou deixar claro uma coisa. Ler a história de pessoas pretas, pobres, lidando pra lidar com os conflitos humanos e ainda conseguir pagar a conta no final do mês é MUITO MAIS Interessante pra mim do que os conflitos de um cara branco de Londres. Ok, eu também nunca estive em São Paulo. Mas os personagens aqui me conquistaram. Vou falar mais depois no meu blog de tagarelices, o rascunhosabertos.wordpress.com ... Mas aqui a gente tem cultura de periferia, tem conflitos de pessoas marginalizadas (pessoas negras, LGBTQIA+ —ênfase no L e no T —, pessoas em situação de rua, pessoas sofrendo de solidão e depressão), conflitos familiares, digital influencers e... Apesar de eu nunca ter pisado em São Paulo, acho que fui apresentado a uma cidade não tão mostrada. E olha que nem estou falando da São Paulo de Lá.
Achei o final meio apressado, como se o livro tivesse que terminar a todo custo e as coisas tivessem que se resolver de qualquer jeito. Mas no geral, foi um livro bom e interessante; gostaria mais ainda se o mundo do "lado de lá" tivesse sido mais desenvolvido e mais explorado pelos protagonistas. O plot twist perto do final foi muito bom e inesperado, mas de novo, parece que foi feito as pressas só para terminar o livro. Acho que seria perfeito se a obra fosse maior!
Que leitura gostosa! Além de uma escrita megafluida, é fantasia urbana que não desprevilegia os conflitos URBANOS.
O homem Vazio nos traz diversas rimas com os problemas atuais da sociedade. Um baita convite para pensarmos em nossos relacionamentos interpessoais como um todo.
Foi impossível não ler sem cantarolar ao fundo "Não existe amor em Sp", mas caso ainda não exista, espero que essa falta de sentimento continue gerando histórias incríveis como essa ?
gostei bastante da escrita do thiago e da construção do mundo e personagens como um todo! a história é bem bacana e meus personagens favoritos são a aninha e o jonas, vale muito a pena comprar e ler!
É uma fantasia urbana que fala muito bem sobre relacionamentos e sobre a importância de estarmos realmente próximos das pessoas com quem convivemos para manter amizades e relações familiares, nos interessando genuinamente por elas e por suas vidas. O mundo paralelo de onde vem o duplo de Otto é uma boa metáfora para representar a solidão e o vazio de nossas vidas hoje em dia: podemos sair de casa todos os dias, pegar um ônibus lotado, trabalhar o dia inteiro e na verdade estar fazendo tudo isso no "modo automático", sem pensar ou sentir nada a respeito. É quase desesperador observar como Otto vai "desaparecendo" da memória de quem o conhece conforme mergulha no universo da influência digital, tendo seus vídeos assistidos por milhares de pessoas, mas com quem não tem nenhuma conexão para além disso. Do mesmo jeito, também é doloroso perceber como sua Ana estava tão distanciada da mãe e do irmão a ponto de ser substituída pelo seu duplo sem que ninguém sequer percebesse que a verdadeira Ana estava o tempo todo presa no próprio quarto. Também foi legal acompanhar um livro com um protagonista da periferia, que vive a rotina massacrante de ter que se deslocar pela cidade por horas e horas para estudar, trabalhar ou se divertir. Me identifiquei com quase tudo relacionado a isso.
O autor construiu bem uma história bacana e imersiva, com uma reviravolta muito bem sacada lá pro final.
Ainda que não seja exatamente um livro de auto-ajuda, é uma fantasia que deve ser usada pelos leitores como oportunidade para refletir sobre seus relacionamentos e como uma injeção de ânimo para buscar ajuda quando necessário, na vida real.
Que livro maravilhoso!!! Leiam, por favor! Me fez refletir muito sobre as pessoas que estão ao meu redor e como me relaciono com elas, como eu me vejo e como as redes sociais se encaixam na nossa vida. 10/10, de verdade.
O Thiago faz reflexões excelentes sobre a vida numa metrópole de forma leve, trazendo pensamentos importantes à mente do leitor. É uma história envolvente, com personagens bem trabalhados e pontos de vista narrativos também diversificados. Uma história maravilhosa e muito bem construída
Uma boa história, ambientada em São Paulo e que tenta esconder um pouco o que está acontecendo com a forma que a narrativa acontece. Cada capítulo conta o ponto de vista de um personagem específico, o que faz o livro repetir alguns fatos e prolongar um pouco mais a leitura.
Um aviso a quem pretende ler, ao menos de minha perspectiva, o começo é arrastado. Sim, Otto é um personagem que complica bastante a história, MAS continue lendo. Vale a pena!
A construção das relações é toda muito bem feita, o quanto cada personagem depende um do outro e como as relações humanas são importantes para construir quem somos. Uma São Paulo que quem vive nela conhece bem, em contra partida a uma São Paulo de sonhos que, acredito, todo paulistano preferiria.
Para mim, dois pontos devem ser colocados em ênfase: o plot de Ana, desde o ponto em que ela começa a ver a "São Paulo do lado de lá" até seu desfecho. E o arco de Dona Tereza ("com z"). Estes movimentam muito mais a história que seu personagem principal.
Passado o momento arrastado, não consegui largar o livro. A leitura em nenhum momento é complicada e discorre fácil de uma cena para a outra. O Universo é cativante e sim, eu ainda estou na dúvida sobre qual SP eu quero viver a partir de agora.
Esse livro retrata a alma da sociedade moderna. Trata de temas atuais e importantes, que precisam ser discutidos, tais como: superficialidade das relações humanas, impessoalidade das redes sociais, solidão, vazio existencial, necessidade de aprovação, amizades. Vivemos numa sociedade que preza pelos valores errados, nos sentimos cada vez mais desconectados das pessoas, ao passo que estamos cada vez conectados com as mídias sociais. Buscamos por atenção na internet, mas nos falta calor humano. O subtexto desse livro é um grande soco no estômago, pois ele expõe o vazio que há em nós. E por isso simpatizamos (e empatizamos) de cara com os protagonistas. Tanto Otto quanto Ana são exemplos da juventude vazia de hoje. São personagens muito bem construídos, trabalhados com esmero, seus dramas são palpáveis, dá para sentir o sabor amargo de suas angústias. Aliás, não somente eles, mas todos os personagens são muito bons. Quase todos tem mais de uma camada, e nunca são preto no branco, são personagens com tons cinzas. Até mesmo os protagonistas têm traços duvidosos no caráter, o que os torna ainda mais reais. O tom fantástico do livro é encantador. A São Paulo do Lado de Lá é conceitualmente impressionante, e dá realmente para perceber as inspirações no realismo mágico. Coisas acontecem sem muita explicação, e muito da dinâmica mágica é deixada para especulação do leitor. Isso pode ser ruim para quem busca uma narrativa mais fechada. De minha parte, achei que a história pedia por um pouco mais de esclarecimentos na parte fantástica, mas nada que atrapalhasse a experiência literária. A história é contada em primeira pessoa, alternando, na maior parte, entre os pontos de vista dos irmãos Otto e Ana. Porém, não senti uma real diferenciação das vozes dos narradores, parecia que estava lendo algo contado pela mesma pessoa. Isso porém, não me incomodou muito, e no geral achei a escrita do Lee bastante agradável. É uma narração bem direta, sem muitos floreios, mas funcional. Lee consegue impor um bom ritmo à história, construindo uma atmosfera de mistério urgente, nos impelindo a sempre ler mais um capítulo, na ânsia de obtermos respostas. Confesso que entrei duas madrugadas a dentro, mergulhando nessa história alucinante. A trama, porém, perde fôlego no ato final, e parece se perder um pouco no meio das próprias subtramas. Após o “clímax” ainda havia vários arcos para serem fechados. E mesmo o ponto alto para mim foi meio decepcionante, mais pelo fato de que a solução final poderia ter acontecido em qualquer ponto da história. Entendo que o livro foca mais numa jornada interna dos personagens, é um arco de autodescobrimento, mesmo assim, para mim ficou uma sensação de que a trama principal poderia ter se resolvido nas primeiras trinta páginas. Outro ponto é que o derradeiro final soou muito Disney pra mim, mas aí já é questão de gosto pessoal. Apesar do final, eu amei o livro. Sua leitura foi uma grande experiência, e realmente me peguei refletindo sobre os temas tratados nele. Já o considero um clássico moderno da literatura brasileira, e uma leitura obrigatória para qualquer pessoa do século XXI. Lee consegue fazer uma crítica metafórica à geração atual sem cair em obviedades sem sutileza ou criar uma narrativa hermética e obscura, e ainda nos presenteia com uma história emocionante.
Thiago Lee nos traz um livro extremamente reflexivo. Não teve momento de minha leitura que não fiquei boquiaberto. A trama é muito inteligente, usa um cenário muito familiar a mim - apesar de suas ter achado que foi pouco aproveitada a periferia -, e a ideia de que todos estamos nos perdendo por falta de relações afetivas reais me deu certo desespero. Depois de escrever isso aqui vou correr pra falar com alguns amigos, haha. As alusões utilizadas sobre assuntos como o suicídio e a depressão são de uma abordagem muito didática, mas nada maçante, é colocada a importância exata nos temas. O personagem trans também é mostrado de forma sutil e o tema é conversado com seriedade, além disso, naturalmente, pois não é o foco, mas se mostra importante. Enfim, foi um texto que me deixou bem leve por ter lido. Final bem escrito, coisas que se amarravam de um jeito muito legal. Só senti que faltaram algumas descrições pra que a imersão fosse completa, mas foram em.poucas partes do texto. O fim do texto foi bem cadenciado. Gostei muito, espero conhecer mais obras do autor.
Ambientado na grande São Paulo, "O Homem Vazio" conta a história de Otto, um rapaz da periferia paulistana, com grandes sonhos e pouquíssima grana (quem não né?). Por conhecer bastante São Paulo, a leitura se tornou muito imersiva, o autor consegue trabalhar bem os cenários. E é com isso que ele cria seu próprio mundo invertido, só que melhor. Otto descobre que existe uma segunda São Paulo, onde as regras da física não se aplicam, há luzes por todos os lados, menos poluição, mas as pessoas são conhecidas. É com essa viagem ao outro lado que ele também fica sabendo que está sumindo da nossa realidade. Uma onda de desaparecimentos assola a cidade e só ele sabe a verdade. As pessoas vão sendo esquecidas e… Somem.
Gostei do enredo, principalmente da originalidade. O início é muito bom mas aos poucos o livro foi me perdendo em altos e baixos. A obra é narrada sobre a perspectiva de Otto e sua irmã, Anna, com outras poucas narrativas paralelas. No geral até que gostei do final do protagonista (mesmo que corrido). Entretanto, com sua irmã ( que era minha personagem preferida) a história desembocou numa linha que deixou muito a desejar, principalmente por causa de um plot twist descessário que estragou o desenvolvimento da personagem e só depreciou a obra pra mim. Apesar disso, leria sem medo outra obra do autor, principalmente devido às críticas que a obra faz sobre a solidão e outros problemas psicológicos gerados nesse contexto urbano e tecnológico que, apesar de estar sempre conectado, está cada vez menos unido e coeso.
O Homem Vazio foi uma grata surpresa. Há tempos eu não lia um primeiro capítulo que me fisgasse tanto e me deixasse intrigado: que que tá acontecendo??? Há dois pontos que destaco na história e que deixam esse livro na listinha dos melhores que li esse ano até agora: 1) O autor não tenta esconder a verdade, não cria um mistério e se arrasta com ele... as revelações acontecem aos poucos e vão nos tragando para dentro da história. Uma fantasia urbana com uma pontinha de thriller ganhou minha atenção. 2) As alternâncias de narrador dão um ritmo ótimo ao livro e, quanto mais perto do fim, mais curtos são os capítulos. O autor nos mostra a mesma cena de pontos de vista diferentes e nos ajuda a criar laços ainda mais profundos com cada personagem. Adorei mesmo. E chorei no final, pq sou manteiga derretida mesmo kkkk
Esse livro reúne algumas coisas que eu gosto muito, a realidade paralela, a literatura nacional, não possui apenas um protagonista, a história com mais de um ponto de vista, a volta no passado para explicar detalhes essenciais para história naquele momento, personagem lgbtqi+. Foi a primeira fantasia urbana que eu li e eu AMEI, o jeito que São Paulo virou um personagem também e ele mostrou a realidade de quem mora em SP coisas que eu já vivi tanto sozinha ou com os meus amigos, me fez "entrar" na história de um jeito muito natural e eu percebi também que no momento que o autor se sentiu mais a vontade com a história eu consegui ler com mais fluidez.
Duas metrópoles convivem paralelamente, a São Paulo cinza que conhecemos e uma outra, colorida e psicodélica. Nesse cenário os irmãos Otto e Ana tentam dar sentido às suas vidas, com o auxílio dos seus duplos. Thiago Lee foca nas relações humanas e acerta. Discute o quanto podemos ser solitários no meio da multidão, real e virtual. A questão aqui é: se você desaparecer hoje, quem vai sentir sua falta? Leitura recomendada.
Foi uma surpresa muito boa! Gostei da premissa, gostei da maioria dos personagens, gostei do ritmo da ação. É uma história extremamente paulistana, haha. Teve hora que deu pra ouvir o sotaque das pessoas, até uns nomes eram desses q vc só vê lá. De defeito, eu falaria q tem alguns probleminhas de revisão, e que, apesar de a narrativa mudar de primeira pessoa entre vários personagens, o tom de escrita continua o mesmo. Com certeza leria mais coisas desse autor
O que faz uma pessoa ser lembrada? que milhares de pessoas a conheça superficialmente ou que uma a conheça bem e se preocupe com ela? Essa é a história que vai se apresentando em O homem vazio. Uma história sobre histórias verdadeiras, sobre escolhas a respeito de como se relacionar com os outros. Uma história que, por que não, também é sobre depressão e quanto ela pode nos diminuir a ponto de não querermos mais reconhecer quem nos ama e, sem querer, desistirmos de ser parte da vida deles.
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Uma ótima ambientação de SP e da vida atravessando a cidade pra pra fazer qualquer coisa, além do peso do virtual que nos afasta ainda mais numa cidade tão grande e dispersa. Gostei da trama, especialmente de Ana e sua personalidade, mas Otto acabou me irritando demais. Queria saber mais sobre a SP do lado de lá e suas razões. O final me deixou um tanto perturbada e pensativa sobre o que realmente seria "o melhor" de cada um e como isso é relativo.
É um livro curto, de escrita fluída que dá vontade de ler "de uma tacada só". Interpretei como uma inteligente alegoria à depressão, que nos leva a questionar a superficialidade dos nossos relacionamentos virtuais e presenciais.