E que, na noite d, aquelle dia, accendia - se no Porto, pela primeira vez, uma das mais refulgentes lampadas do altar da civilisa��o. E que n'aquella noite memoranda o burgo de D. Moninho Viegas en trava em communh�o de delicias das artes encanta doras com as primeiras cidades da Europa. Diga mol-o d'uma vez, em respeito a anciedade da leito ra: abria - se n'aquella noite o primeiro theatro lyrico do Porto.
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«Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco (1825-1890) foi um dos escritores mais prolíferos e marcantes da literatura portuguesa contemporânea tendo sido romancista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor. Teve uma vida atribulada, que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas novelas. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente do que escrevia. Durante quase 40 anos, entre 1851 e 1890, escreveu à pena, logo sem qualquer ajuda mecânica, mais de duzentas e sessenta obras, com a média superior a 6 por ano. Prolífico e fecundo escritor, deixou obras de referência na literatura lusitana. Apesar de toda essa fecundidade, Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco não permitiu que a intensa produção prejudicasse a sua beleza idiomática ou mesmo a dimensão do seu vernáculo, transformando-o numa das maiores expressões artísticas e a sua figura num mestre da língua portuguesa.» Fonte; http://www.luso-livros.net/biografia/...
Camilo Ferreira Botelho Castelo-Branco (1st Viscount de Correia Botelho), was born out of wedlock and orphaned in infancy. He spent his early years in a village in Trás-os-Montes. He fell in love with the poetry of Luís de Camões and Manuel Maria Barbosa de Bocage, while Fernão Mendes Pinto gave him a lust for adventure, but Camilo was a distracted student and grew up to be undisciplined and proud.
He intermittently studied medicine and theology in Oporto and Coimbra and eventually chose to become a writer. After a spell of journalistic work in Oporto and Lisbon he proceeded to the episcopal seminary in Oporto in order to study for the priesthood. During this period Camilo wrote a number of religious works and translated the work of François-René de Chateaubriand. Camilo actually took minor holy orders, but his restless nature drew him away from the priesthood and he devoted himself to literature for the rest of his life. He was arrested twice, the second time due to his adulterous affair with Ana Plácido, who was married at the time. During his incarceration he wrote his most famous work "Amor de Perdição" and later it inspired his "Memórias do Cárcere" (literally "Memories of Prison"). Camilo was made a viscount (Visconde de Correia Botelho) in 1885 in recognition of his contributions to literature, and when his health deteriorated and he could no longer write, Parliament gave him a pension for life. Going blind (because of syphilis) and suffering from chronic nervous disease, Castelo Branco committed suicide in 1890.
The Siren” by Camilo Castelo Branco was one of those books that came to me by accident. I had no idea what it was about, and the title sounded so dreamy and distant that I expected a fantasy or a myth. But it turned out to be something completely different. a deeply human story about love, faith, guilt, and fate.
From the very beginning, I realized this wasn’t a fairy tale. It’s a sad and powerful love story about people torn between what they feel and what they believe. Branco shows love not as something perfect and pure, but as something strong enough to change or even destroy a person. The book tells the story of a forbidden love, one that crosses the line between purity and sin. Behind it all, there’s a society full of judgment, where people are constantly afraid of how others will see them. Every choice feels heavy, and even silence has meaning.
Branco’s writing is poetic but emotional. He describes feelings like pain, desire, and guilt in a way that feels real and honest. There were moments when I had to stop reading just to take in what I’d read. I couldn’t put this book down. Not just because of the story, but because of the mood that mix of sadness, beauty, and quiet hopelessness. When I finished it, I just sat there, staring at the cover, thinking about everything it made me feel.
It’s the kind of book that stays with you. It reminds you that love isn’t always a happy ending, sometimes, it’s the most beautiful kind of heartbreak.
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Li este livro na sua versão original, pelo que a ortografia muito se distância da actual. No entanto, é perceptível e interessante ver a diferenças. A narrativa em si é dum fatalismo em muito semelhante ao "Amor de Perdição" confesso que pelo título esperava algo diferente.
Obra do seu tempo, temos aqui o romance bem dramatizado de Gaspar e Joaquina Eduarda. Um amor espinhoso, como é natural, não por desavenças familiares ou diferenças de classes, mas por teimosia de um pai que deseja ver o filho casado com uma prima, e, mais tarde, pela percepção que “amor e uma cabana” é muito bonito quando se tem dinheiro, mas menos quando não se o tem. As personagens são caracterizadas conforme os ideais do romantismo, o qual também influencia o final (spoiler: morre o protagonista – dramaticamente com o coração a rebentar-se ao rever a amada –, morre a protagonista – depois de ter ficado louca, ah, a frágil psique feminina –, morre a primeira noiva do protagonista – definhando lentamente devido à rejeição – e morre o irmão da protagonista – após ter-se tornado eremita pelo desgosto. É o serviço completo). Nota-se, no entanto, uma farpa de realismo aqui e ali, nomeadamente em algumas das falas das personagens, quase que disfarçadamente. A escrita – narração e diálogos – é o ponto forte do livro. O autor não só sabe embelezar a linguagem, como o faz de modo a dar-lhe sentido, uma utilidade que não a torne oca. Não poucas vezes, detona-se ainda ironia. Para deitar achas da fogueira no que refere à Língua, chegou-me às mãos uma versão que, se não é primeira edição, é uma das primeiras. Tal teve duas consequências: a primeira é que cada vez que virava uma página, pedacinhos amarelos espalhavam-se pela minha cama. A segunda foi constatar a diferença de ortografia. Por vezes cheguei a distrair-me da história por interesse para com os “deixal-a”, “sahia”, “theatro” e demais. Por fim, não puderam faltar alguns dos temas mais recorrentes do autor: bastardia, relações familiares, anticlericalismo (mais ou menos disfarçado) e o confronto entre o sentimento e as imposições sociais.
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