Trata-se de um livro cujo nome engana um pouco: para quem espera uma análise detalhada da obra de Burckhardt sobre os gregos, será uma decepção. O texto parece não ser de grande importância para Flaig, que prefere deixar solta sua verve ensaística. Nada contra, pelo contrário, mesmo porque Egon Flaig tem insights interessantísismos sobre o Cicerone (antecipando as atuais reflexões sobre presença e cronótopo), sobre psicanálise e história, e, sobretudo, sobre como a historiografia, ela mesma, se tornou bárbara, na medida em que o esforço que nela se empreende é muito maior do que a capacidade de circulação que ela possui. Embora valha também por suas constantes referências à influência de Schopenhauer sobre Burckhardt, poderei avaliar melhor o livro de Flaig quando começar a produzir alguma coisa sobre Burckhardt e os gregos.