Um diálogo entre dois renomados pensadores brasileiros de origens e abordagens muito distintas: Monja Coen e Clóvis de Barros Filho.
Monja Coen, fundadora da Comunidade Zeb-Budista do Brasil, e Clovis de Barros Filho, advogado, jornalista e professor, são dois renomados pensadores brasileiros, cada um em sua área de atuação. O que esperar, portanto, de um diálogo entre esses dois nomes, de origens e abordagens tão diversas? Em A monja e o professor, livro fruto de um diálogo gravado entre os dois autores, o leitor terá acesso a uma inspiradora conversa, tendo como base a ética e a felicidade, a importância de ser feliz no presente e também a necessidade de um propósito. “Então, como é que você mede o que é adequado? Isso para mim é sabedoria, é capacidade de inteligência e adequação à realidade. E não adequação a um princípio que pode me travar. O princípio está por trás disso, mas ele não me limita, tanto que eu posso mudar de ideia e posso até ser infiel, algumas vezes, a algo que não estava sendo benéfico. Mas não sou infiel a mim.” Monja Coen
Foi jornalista profissional em sua juventude, tendo sido repórter do Jornal da Tarde, vespertino da empresa S.A. O Estado de S.Paulo – uma das maiores empresas jornalísticas do Brasil.
Na década de 1970 foi morar em Los Angeles, na California, trabalhando como funcionaria local do Banco do Brasil S.A.
Nessa época iniciou práticas regulares de zazen no Zen Center of Los Angeles.
Tornou-se residente da comunidade de Los Angeles e fez os votos monásticos em 14 de janeiro de 1983.
No mesmo ano, em Outubro, entrou para o Mosteiro Feminino de Nagoya, Aichi Senmon Nisodo e Toku Betsu Nisodo, onde residiu por oito anos, tendo se graduado como monja especial (Tokuso), habilitada a ser professora do Darma Budista de monges, monjas, leigos e leigas.
Li o livro A monja e o professor, re flexões sobre etica, preceito e valores. Foi um resultado editado de um bate papo gravado entre a Monja Coen e o professor Clóvis De Barros Filho. Nesse livro eles debatem sobre etica, felicidade, vida em sociedade, fidelidade e familia, e encerram falando sobre meditação e transformação.
Algumas passagens li 3 vezes. Eu fiquei encantando por determinadas partes do livro.
Diz a Monja Coen em uma parte do livro: "Cada ser que desperta, cada ser que se torna um átomo de paz, felicidade, ética, cada ser que procura viver valores e princípios corretos beneficia toda a vida na Terra. Nós somos a vida da Terra. Estamos interligados a tudo e a todos. Nossa felicidade e nosso bem-estar precisam da felicidade e do bem-estar de todos os que nos cercam."
Sobre a Felicidade, cita o Prof. Clovis: " Então, de certa forma, a felicidade, como a busca da excelência, implicava algum conhecimento de si mesmo, porque, embora tenhamos características em comum — por exemplo, nossa capacidade de pensar, de criar símbolos etc. —, temos muitas particularidades, especificidades, que são da natureza de cada um. E esse conhecimento de si mesmo é que permitiria uma espécie de exploração saudável dos próprios recursos."
Sobre a busca do autoconhecimento, disse a Monja Coen: "Quem é você? Qual é a essência do seu ser? Você pode dizer seu nome, sua profissão, até suas escolhas, mas existe algo que não é tocado. Esse lugar que não dá para classificar é o lugar sobre o qual se pode afirmar: “Este é meu eu verdadeiro.” Esse eu verdadeiro não é fixo nem permanente. Está num processo constante de transformação, que pode ou não ser de aprimoramento. Ou crescemos e melhoramos ou, como você disse, desperdiçamos a vida. Vamos desperdiçar o momento. Vamos desperdiçar a experiência extraordinária de cada segundo, porque cada segundo é sagrado, é precioso e é importante se soubermos apreciar. Tive um professor que sempre falava isto: “Aprecie sua vida. Aprecie, dê valor a cada instante dela”, porque, como você também disse, ela está passando."
E ela continia Conhecer a nós mesmos em profundidade é conhecer a vida em suas múltiplas formas. É respeitar a vida de tudo que foi, é e virá a ser. É saber que somos a vida da Terra e que somos mantidos vivos por todas as outras formas de vida. É de onde surge o cuidado, a compaixão, a compreensão íntima de que o outro é um aspecto de mim mesmo, um aspecto da vida que pulsa em mim e em todo o planeta. Ações de compaixão e cuidado devem ser imediatas e simples." #editorabestseller
Resenha do livro: A monja e o professor: Reflexões sobre ética, preceitos e valores
Livros que tratam de assuntos filosóficos e reflexões sobre a vida, normalmente, possui um longo tempo para que os autores possam produzir a obra por completo. Não é o caso do livro: A monja e o professor: Reflexões sobre ética, preceitos e valores. Mas isso não interfere de maneira alguma no conteúdo do livro. Pelo contrário, traz uma conectividade intensa entre os autores e o leitor. Autores esses reconhecidos nacionalmente por suas didáticas nos campos que obtiveram sucesso. Monja Coen, praticante do zen budismo, com uma notável trajetória divulgando sua fé e reflexões por todo país e o professor Clóvis de Barros Filho, formado em Direito e Jornalismo. O livro está estruturado na forma de diálogos, separados por capítulos que dividem os temas debatidos. A conversa entre os dois autores flui naturalmente a cada página, variando de tons informais e possuindo momentos de reflexões profundas. Cento e vinte e seis páginas agregam as quatro horas de diálogo entre os dois; numa espécie de ‘tênis telepático’, um ‘passando a bola’ para o outro, mas sem nenhum atrito competitivo. O talento e os anos de experiência de cada um deles, em suas respectivas profissões, fica claro ao decorrer do livro. A forma que ambos enxergam diferentes conceitos por ângulos completamente diferentes (debates sobre felicidade, ética, moral, entre outros), mas mesmo assim conseguem chegar a um pensamento equivalente, possui uma beleza deslumbrante. Não falta incentivo dos dois para que o interlocutor ‘desperte’ (dito muitas vezes pela Monja Coen) e olhe para si, de várias formas e sobre temas que estão presentes no nosso cotidiano. A importância ‘de viver o agora’, dizer não à dimensão suicidaria e happy hours, o significado real de fidelidade e como a palavra ‘esperança’ tem de ser vista de forma desagradável, são alguns de muitos pontos debatidos que irão chamar a atenção do leitor. Outro fator incluso no livro, que se torna muito interessante ao longo das páginas, é a construção mental dos personagens ‘Monja Coen’, que pode ser caracterizada por falas relacionadas com experiências vividas e pelo uso constante de referências budistas e ‘Clóvis de Barros’, utilizando termos mais técnicos e didáticos, seguindo a própria linha pedagógica. Como expresso na contracapa, é um diálogo inspirador, podendo realizar, sem exagero, impactos significativos nas vidas dos leitores. O livro fica em uma zona de conforto, sem criar grandes conflitos argumentativos entre os dois durante a obra, faltando assim, uma coragem para criar provocações entre a monja e o professor. Ao completar a leitura, o vazio existencial causado por bons livros apresenta-se e nasce um desejo por mais conversas entre grandes personalidades intelectuais, com esse tipo de formato.
Avaliação pessoal: 4.0/5.0 Muito bom. Recomendo a leitura.
O Livro da Monja e o Professor destaca que o essencial é buscar uma vida mais consciente e com propósito. O livro encoraja o leitor a pensar sobre suas decisões, crenças e estilo de vida, enfatizando a importância de levar uma vida ética e preenchida, vivendo o presente com plenitude e alinhada com seus valores pessoais.
Eu gosto muito do professor Clóvis e estava interessado em aprender um pouco sobre budismo. Por isso, gostei bastante. Porém o livro é bastante superficial nos temas apresentados e, por se tratar de um diálogo, senti que tiveram muitas ideais interessantes com pouca explicação. Cumpriu o propósito que eu desejava, porém acredito que tem opções melhores.
Fala de muitas coisas e não aprofunda em nada. Não que isso seja ruim, tem suas vantagens. Bom pra tangenciar diversos assuntos diferentes. Agora conheço mais da Monja e mais do Clóvis. Pretendo ler outros livros de cada um deles. No fim das contas o saldo é bem positivo