Isabel Stilwell, a autora de romances históricos mais vendida em Portugal, traz-lhe a apaixonante história de D. Maria I. Uma rainha atormentada pelas sombras do passado, pelo peso da governação e por um pesado segredo, guardado nas cartas que trocava com a sua amiga e confidente, Teresa de Melo, priora da Estrela. A única a quem confessava a sua fragilidade, o medo de não decidir com justiça, o terror de ensandecer...
Num tempo extraordinário, este romance, feito de personagens apaixonantes, leva-nos a um cenário de conspiração e intriga na Lisboa do século XVIII. Assistimos pelos olhos de D. Maria ao terramoto que abalou a capital, ao fim do poder do Marquês de Pombal que tanto a perturbava, aos conflitos com Espanha, ao longo processo dos Távora que marcou o seu reinado. Uma época onde lá fora despertava a Revolução Francesa e a independência dos Estados Unidos.
A sua querida Rosa, sempre a saltitar à sua volta cheia de colares e pulseiras, bem tentou protegê-la de tanta dor, mas aos poucos D. Maria deixa-se dominar pela agitação que sempre tentou ocultar, por uma melancolia profunda num longo processo de depressão que culminou na loucura. Um medo que acalentou em silêncio.
Isabel Stilwell é jornalista e escritora. Directora do jornal Destak, foi directora, igualmente, da revista Notícias Magazine, tem um longo percurso na imprensa escrita e sempre se confessou apaixonada por romances históricos.
Feitas as contas acho que até gostei bastante deste livro. Achei diferente dos outros livros de Isabel Stilwell no sentido em que existe imensa informação sobre esta rainha e sobre a sua corte. O livro tem vários excertos retirados de documentos reais e gostei muito disso. Adorei também todos os detalhes sobre a comida, roupas, hábitos, tratamentos (bizarros!) para as doenças... Nesse aspeto é um livro riquíssimo. A história do segredo que assombra a rainha tornou-se demasiado repetitiva para mim e cansou-me. Além disso, a consanguinidade nesta família é arrepiante. Mas foi uma história fascinante.
D. Maria I é conhecida por ter sido a primeira, por direito e não por casamento, Rainha de Portugal, e ter ficado conhecida como "A Louca". Para além disso, sabia também que casou com o seu tio, D. Pedro III, irmão de D. José, e que, aquando da sua subida ao trono, pôs fim ao poder de Marquês de Pombal e como tentou reabilitar a família Távora. Este livro trouxe-me, como eu esperava, um conhecimento mais profundo da vida desta Rainha. Foi uma surpresa, a narrativa iniciar-se, não com o nascimento ou a infância mas já no período de subida ao trono. E vamos conhecendo partes do seus passado, apenas pelas suas recordações. É certo que torna a narrativa menos extensa mas, há cenas que gostaria de ter visto um pouco mais de desenvolvimento, como por exemplo, os seus "problemas" com a irmã Maria Francisca Benedita (com quem o seu filho mais velho, D. José, vai casar), e o seu casamento com o seu tio. Sabia que a morte do seu marido e do seu filho mais velho a tinham afectado bastante mas, desconhecia que todos os outros seus filhos, excepto D. João (futuro João VI e marido de D. Carlota Joaquina) tinha morrido. Com tantas perdas é natural que tenha ficado mentalmente afectada. Também não ajudava, o seu constante medo de falhar, e a sua religiosidade fervorosa, sendo até, algo manipulada por Teresa Melo, amiga de infância e posterior priora da Estrela. Mais um grande romance histórico, com uma escrita irrepreensível de Isabel Stilwell!
É fantástico como a Isabel Stilwell nos consegue transportar para a corte portuguesa da época e fazer-nos sentir parte dela e das histórias que nos conta. Tornando a história destas grandes mulheres portuguesas mais próximas e mais reais para nós. Após a leitura do livro fiquei a sentir-me apaixonada pela garra e pelo bom coração desta nossa Rainha que viveu a vida toda para tentar agradar tudo e todos esquecendo-se dela própria cumprindo sempre o seu dever e escondendo a dor e o sofrimento que mais tarde se apoderaram da mesma e a tornaram louca.
Eu queria dar-lhe 3.5 mas não é possível nesta app. Gostei do livro, gostei de ler a história do reinado de D. Maria I mas tudo poderia ter sido descrito em menos páginas. Achei um pouco repetitivo e com muita palha. D. Maria I acabou por fazer bastante durante o seu reinado (deu inicio à Casa Pia para acolher as crianças desprotegidas de Lisboa) apesar de ter sido sempre assombrada pelo processo dos Távora e muito influenciada pela priora sua amiga e pelo seu padre confessor.
Achei o início um pouco sensaborão e repetitivo, mas gradualmente fui-me prendendo à história e cheguei ao fim com pena que acabasse. As perdas sucessivas permitem a compreensibilidade da loucura e as descrições das crises da rainha, para mim, fazem um diagnóstico claro (ser psiquiatra ajuda!) e também se tornou um motivo adicional de interesse!
Um livro que nos faz conhecer a Lisboa do terramoto de modo diferente. Uma narrativa que nos mostra uma mulher, mãe e rainha , o sofrimento pelas perdas que a levaram à loucura
Um livro que nos faz conhecer a Lisboa do terramoto de modo diferente. Uma narrativa que nos mostra uma mulher, mãe e rainha , o sofrimento pelas perdas que a levaram à loucura
Livros de época não são o meu tipo preferido, mas confesso que depois de ter lido outros da autora e de ter gostado, resolvi arriscar. Não me enganei, Pude viver o terramoto de Lisboa de uma perspetiva diferente, fiquei presa à narrativa e senti a dor e o sofrimento desta rainha, senti a sua consciência a transformar-se em loucura e levá-la a sentir e viver de forma tão intensa tudo o que a vida lhes trouxe. Como mãe foi impossível não sentir uma ligação com o seu sofrimento com a perda dos filhos…gostei, gostei mesmo muito!
Não sendo uma biografia da vida completa de D. Maria I, o livro acompanha os anos de reinado até à data em que a rainha fica incapaz de governar devido ao seu estado mental. Para mim, a obra permite ao leitor conhecer a rainha e a mulher por detrás do mais importante cargo da sociedade portuguesa na altura e acima de tudo perceber o que contribuiu para a sua "loucura". Como 1ª rainha de Portugal, D. Maria teve de enfrentar aqueles que duvidavam que uma mulher fosse capaz de governar. Percebemos como as suas crenças religiosas, as tragédias familiares e a manipulação daqueles que lhe eram mais próximos tiveram um papel fundamental no seu comportamento. É uma biografia bem estruturada que além de nos dar a conhecer a figura central da obra, também permite conhecer a realidade do país no séc. XVIII.
Uma história fantástica da primeira rainha de Portugal por direito; é de louvar a sua coragem e inimaginável o sofrimento provocado pela perda dos mais próximos num espaço tão curto de tempo. É incrível a descrição da saúde mental (ou a falta dela) daquela época, frequentemente considerada loucura, e consequentemente a forma como lidam com esta doença, neste caso da rainha. Além disso, a escrita do livro é fantástica, tal como todos os outros livros da Isabel Stilwell. Adorei e recomendo!
Isabel Stilwell habituou-nos a Grandes romances históricos: este cumpriu as expectativas. Não sei se faltou a parte da infância da Rainha, se os relatos demasiados repetitivos e centrados sempre nas mesmas questões tornaram a leitura pouco compulsiva,...
Um livro sobre a primeira rainha reinante em Portugal, considerada louca. Mas aqui a autora aprofunda a sua vida, e conseguimos entender o que a levou a tamanho desespero. Uma doença que na altura era considerada loucura. Recomendo vivamente
Aprecio todo o trabalho de investigação feito pela autora, no entanto este romance histórico é demasiado longo e maçador. Tive muita dificuldade em manter o foco e acabava por pegar noutros livros, em vez de continuar a ler este .
Apesar de a história ser interessante e de os relatos serem feitos com base em documentos reais, tornou-se muito repetitivo acabando por perder a graça.
História comovente e fascinante de uma grande rainha. Para além da vida da rainha, acompanha outros personagens, tornando o livro ainda mais interessante
Fascinante como todos os livros da autora. sempre com detalhes precisos que nos leva até à época em questão. Bastante envolvente e que nos leva a refletir em muitos momentos
Gostaria que o livro tivesse começado com a infância da Rainha e assim com um enquadramento histórico que seria relevante para melhor perceber as decisões tomadas no seu reinado.