Conheci a Georgina numa feira de artesanato e produtos locais em Coruche.
Na banca dela, o que me mais me chamou a atenção foram as pinturas lindíssimas de raposas e falcões que tinha em ímans, cadernos, blocos de notas. Passei em frente e tive de voltar, e comprei um pequeno bloco de notas com uma raposa pintada (se for possível colocar imagens, colocarei aqui depois).
Na conversa que tive com a Georgina, percebi o quão diversa tinha sido a sua experiência de vida, em termos de atividades, locais, pessoas com quem conviveu. Fiquei presa pela descrição que fez da experiência que teve como guarda florestal, o enorme desafio e a beleza que a natureza proporciona e que só em certas situações contemplamos.
Esta crítica não é sobre a Georgina, mas ao mesmo tempo, não pode deixar de ser, porque tal como acredito que não é possível separar a arte do artista, este livro de crónicas-contos contam parte da vida da autora e da visão que tem do mundo.
Talvez eu goste tanto deste livro, porque sinto que partilho os valores transmitidos pela autora na sua escrita. Ou porque as estórias se localizam em sítios que visitei tantas vezes, tão perto de onde cresci. No entanto, a descrição que a autora faz daquilo que viveu faz tanto jus à sociedade portuguesa, tanto hoje como há 10, 20, 30, 40, 50 anos, que só posso recomendá-lo a quem aprecia uma crítica aguçada à mesma.