Marc Augé é hoje uma referência nos estudos da antropologia e é o criador do conceito do "não lugar". Para Augé, a antropologia sempre foi uma antropologia do aqui e do agora. Neste livro ele se questiona sobre sua disciplina e sobre o mundo em que vive. Ele propõe uma leitura do mundo global, na esperança de atrair a atenção daqueles que se interrogam sobre esse mundo e se interessam pela antropologia, discutindo o papel da etnologia e da antropologia num mundo globalizado.
Marc Augé is a French anthropologist. His career can be divided into three stages, reflecting shifts in both his geographical focus and theoretical development: early (African), middle (European) and late (Global). These successive stages do not involve a broadening of interest or focus as such, but rather the development of a theoretical apparatus able to meet the demands of the growing conviction that the local can no longer be understood except as a part of the complicated global whole.
Es una obra breve que trata sobre los principales preocupaciones antropológicas de los últimos años, entre ellos: la sobremodernidad, el deterioro de la naturaleza, la globalización, las corrientes migratorias sur-norte, la instantaneidad de la comunicación, entre otros. Al abarcar tantos temas de modo superficial y muy escuetamente pierdo un poco la temática principal del libro. Creo que pretende responder a la pregunta a la pregunta por qué importa hoy la antropología si aquello que llamamos cultura parece "uniformizarse" cada vez más y los grupos sociales que antaño estaban desconectados de la modernidad hoy migran y están expuestos a los fenómenos modernos como en cualquier sociedad modernizada o de países ricos, por lo que el objeto de estudio antropológico parece desdibujarse y volverse difuso. La respuesta es que sí, obviamente la antropología es hoy necesaria para la comprensión del otro que aunque hoy esté al lado nuestro puede resultarnos incomprensible.
O autor apresenta a sua “etnologia de encontro”, efeito da mutação histórica da colonização à globalização. As principais referências são Lévi-Strauss e Lyotard. Hoje, a observação antropológica deve considerar o fato que, em um mundo global, o contexto é sempre planetário, e o observador necessariamente é parte integrante daqueles indivíduos que ele observa. O observador deve ater-se também ao fato de que, na era da imagem e da comunicação, formas específicas de solidão aparecem, e que não são destituídas de significação social. Dessa forma ele é condenado a deslocar seu olhar do excedente de sentido simbólico para o vazio relacional do indivíduo excluído ou isolado. Assim, com a passagem da colonização à globalização, a etnologia do excedente simbólico se transforma em antropologia da solidão. Além das questões de urgências ecológicas, o autor faz sua crítica à pós-modernidade pelo foco no imediato e recusa de pensar a questão da finalidade, do para quê.