Amadeo de Souza-Cardoso, o segredo mais bem guardado da arte moderna. Assim pode ser considerado o pintor português, nascido em Manhufe, Amarante, e participante ativo no movimento da vanguarda modernista parisiense. Permanentemente inconformado e dividido entre o provincianismo de Manhufe e o cosmopolitismo de Paris, Amadeo viveu de forma furiosa e em procura constante: de si mesmo e de novas formas de expressão artística. Recusando aderir a qualquer escola, Amadeo rompeu convenções e esteve ao lado de grandes nomes da pintura mundial, de Modigliani, seu grande amigo e parceiro, a Brancusi, passando pelo casal Delaunay. E, apesar disso, o seu nome quase caiu no esquecimento; mas está finalmente a recuperar o lugar que é seu por direito.
“Enquanto artista, Amadeo é um caso exemplar da compreensão do local e do cosmopolita, ainda mais na forma como ele consegue, sozinho, realizar o destino moderno do meio cultural ancestral da sua pátria.” – Helena de Freitas, curadora da exposição Amadeo de Souza-Cardoso, Grand Palais, Paris.
Provinciano ou cosmopolita, o que serei? Amarante ou Paris, a qual pertenço? Talvez a nenhuma, talvez às duas. Quem serei eu, afinal?
Amadeo de Souza-Cardoso, nascido em Manhufe, Amarante, foi no Marão que se inspirou para criar as suas obras.
É que artisticamente vocês estagnaram. Contentes com o presente. Mas eu não me consigo conformar. Tenho sede, tenho fome, tenho fúria de futuro.
E parecia ter um futuro promissor, que a gripe espanhola levou. Partiu demasiado cedo e a sua mestria esteve escondida durante muitos anos. Agora já é mais conhecido e reconhecido, como justamente merece.
Gostava de ter gostado mais deste livro. Amadeo de Souza-Cardoso teve uma vida breve (infelizmente morreu cedo), mas muito preenchida, também por causa das pessoas com quem se cruzou e da vida cultural parisiense. Deixou diversas obras de arte que, infelizmente, não tiveram o reconhecimento merecido. Quanto a este livro em específico, tenta resgatar a memória de um dos arristas plásticos portugueses mais importantes do século XX, mas infelizmente não acho que esteja concretizado de forma memorável. Os desenhos parecem-me também fraquinhos. Tenho pena de pensar isto, mas talvez as minhas expectativas iniciais fossem demasiado elevadas.
Amadeo foi um genio que se libertou do pais com o mecenato da familia. A GG retirou-o dos mundos. Artistico e da vida. Um portugues precursor e universal que pelo decesso precoce ficou à porta da historia da arte. Neste obra melhor o texto, que segue de perto Amadeo e as suas cartas, que o desenho, sempre académico.
Amadeo de Souza-Cardoso: devo confessar que desconhecia a vida e obra deste artista plástico inovador português do início do século XX. O estilo gráfico do livro é competente q.b., apesar de não ser excelente, mas faz jus à narrativa. O texto/narração é bastante interessante e descreve bem o percurso de vida do artista, que morreu novo, em 1918, no final da 1ª Guerra Mundial. Fiquei curioso em investigar e conhecer melhor as suas obras de arte.*
A história de Amadeo De Souza-Cardoso, um pintor que sempre me fascinou contada aos quadradinhos por Jorge Pinto e Eduardo Viana. Desenhos sóbrios e texto frequentemente escrito na primeira pessoa. Descobri que Amedeo para além de pintar espetacularmente também escrevia apaixonadamente sobre a vida.