Томаш Нороня изследва важни археологически находки в некропола под базиликата „Свети Петър“. Португалският учен обаче трябва да прекъсне работата си, защото самият глава на Католическата църква иска да се срещне с него. Папата му споделя секретна информация: Ватиканът е бил ограбен. Той му възлага задачата да разбере кой е откраднал важни документи, уличаващи висши духовни лица в огромни финансови злоупотреби.
С помощта на създадената от папата одиторска комисия Томаш бавно разплита мрежата от скандални измамнически схеми и парични машинации. За негово огромно учудване, те се простират извън границите на Ватикана и недвусмислено сочат към политическия елит. Докато португалецът се опитва да разбере кой от властимащите се бои от разкритията в откраднатите документи, е извършен безпрецедентен акт на покушение. „Ислямска държава“ отвлича папата и заплашва да го обезглави, ако не бъдат изпълнени исканията им. Светът е на ръба на религиозна война с апокалиптични последствия.
José Rodrigues dos Santos is the bestselling novelist in Portugal. He is the author of five essays and eight novels, including Portuguese blockbusters Codex 632, which sold 192 000 copies, The Einstein Enigma, 178 000 copies, The Seventh Seal, 190 000 copies, and The Wrath of God, 176 000 copies. His overall sales are above one million books, astonishing figures considering Portugal’s tiny market.
José’s fiction is published or is about to be published in 17 languages. His novel The Wrath of God won the 2009 Porto Literary Club Award and his other novel Codex 632 was longlisted for the 2010 IMPAC Dublin Literary Award.
His first novel, The Island of Darkness, is in the process of being adapted for cinema by one of Portugal’s leading film directors, Leonel Vieira.
José is also a journalist and a university lecturer. He works for Portuguese public television, where he presents RTP’s Evening News. As a reporter he has covered wars around the globe, including Angola, East Timor, South Africa, the Israeli-Palestinian conflict, Iraq, Bosnia, Serbia, Lebanon and Georgia. He has been awarded three times by CNN for his reporting and twice by the Portuguese Press Club.
José teaches journalism at Lisbon’s New University and has a Ph. D. on war reporting.
Com Vaticanum, José Rodrigues dos Santos traz de volta Tomás Noronha, desaparecido desde A Chave de Salomão. Se inicialmente gostava bastante do criptoanalista português, agora já me começa a enfastiar. Para um homem tão inteligente, Tomás mostra ser um pouco básico, sobretudo no que toca às suas relações amorosas. As cenas, ainda que poucas, entre a sua namorada Maria Flor, são de bradar aos céus. Tão elementares e com um erotismo barato que me desagradou deveras. Felizmente foram poucas, senão saltaria páginas para poder entrar na intriga verdadeiramente dita.
Neste livro Tomás encontra-se no Vaticano para trabalhar no sector arqueológico da Basílica de São Pedro. O seu trabalho está previsto durar uma semana e resume-se a catalogar todas as câmaras mortuárias atrás do troféu de Pedro. Mas é surpreendido com um pedido de ajuda do Papa. Sem conseguir recusar, Tomás vê-se enredado numa teia difícil de desligar.
É a partir desta altura que o livro começa a ter interesse. Não pelo descobrir o que se passará com o Papa, mas o que está por detrás da investigação que nos leva a saber o que se passa no Vaticano e no Banco do Vaticano...
Confesso ter abordado o livro de mente aberta, mas depois de ter lido o prólogo e uma página do primeiro capítulo, não consegui ler mais.
Deixo alguns excertos que me fizeram parar e ficar a olhar para o texto em vez de perseguir o enredo. A única comparação que me vem à cabeça é "Uma Aventura" da Isabel Alçada. Pode especular-se que se escreve para um público próximo do dessas obras, eu acredito que talvez falte leitura.
Excertos:
“Os dois homens galgaram as escadas na escuridão, o caminho iluminado pela luz das lanternas que seguravam nas mãos enluvadas, ambos a moverem-se com a agilidade e a souplesse de gatos pretos. Pareciam invisíveis pois deslizavam pela sombra totalmente vestidos de negro, até a cabeça se encontrava tapada, e apenas se lhes viam os olhos graças a uma abertura horizontal rasgada no tecido.”
“Em resposta, Ibn Taymmiyah retirou um papel do casaco e, fazendo incidir nele a luz da lanterna, consultou as instruções. “A segunda porta.” Avançaram para a porta referenciada em pezinhos de lã e detiveram-se diante dela.”
“Já está!”, sussurrou o assaltante, o tecido negro que lhe cobria a cara a esconder-lhe o sorriso triunfal. “Somos melhores que Ali Babá, hem?”
“Percorreram todos os gabinetes do primeiro andar em meia hora, usando o maçarico para derreter as fechaduras das portas de acesso, e retiraram o dinheiro dos cofres que encontraram. Seiscentos euros aqui, trezentos ali, quinhentos acolá, de centenas em centenas iam engrossando o pecúlio.”
“Um odor encharcado de mofo enchia o ar pesado, quente e húmido das catacumbas.”
Já não é a primeira vez que um livro de JRS me desilude. É mais do mesmo. A história e as informações são muito interessantes (igreja, máfia, corrupção...), e nesse sentido vale a pena ler, mas o livro torna-se por vezes maçador e certos aspetos não fazem sentido. As personagens são, na grande maioria, péssimas (aquela Maria Flor não faz lá falta nenhuma). Gosto dos livros de JRS, mas a forma como descreve mulheres deixa muito a desejar. Parece que, apesar de serem descritas como profissionais e inteligentes, apenas são utilizadas como objeto do desejo sexual de Tomás. Quanto à escrita, a de JRS não é das melhores e em relação a isso o próprio responde aos críticos: a sua intenção é contar histórias e 'agarrar' os leitores, algo que consegue fazer sempre. Porém, acho que este livro merecia uma escrita melhor, com melhores personagens e melhores diálogos.
Жозе, Жозе ... какви са последиците от комерсиализирането на една маркетингово успешна поредица като тази за Томаш Нороня?
Ами, какви - такива като "Ватиканът". В нея са събрани всички клишета, за които можете и предварително да се сетите. От костите на Св. Петър, до всичко около папата и ислямските фундаменталисти, до покварата на кардиналите. Та до цветущия език на някои италианци.
Една звезда давам само за проучванията на реални финансови машинации във Ватикана, макар и те надали са останали тайна за някого. Надали има кой знае каква интрига за разплитане - то всичко е ясно. Всичко останало е ненужна спекулация без особена добавена стойност.
Стилът ти има добри моменти в поредицата ... но не и в тази книга точно.
Estou sinceramente desiludida com o trabalho de José Rodrigues dos Santos neste livro; especialmente por estar a apreciar bastante aquilo que considero uma evolução na sua escrita na trilogia As Flores de Lótus.
Assim, tenho quatro principais problemas com este livro; tratam-se de alguns pontos que, por esta altura o autor já devia ter em conta: 1 - Temos (o leitor) capacidade para reter informação, não sendo portanto necessário repetir várias vezes a mesma noção; 2 - Não lhe fica bem encaixar personagens do sexo feminino sempre em duas categorias: 'femme fatal' ou 'galinha tonta'... há que encontrar aqui um equilíbrio... 3 - Se Tomás deixasse as pessoas acabar os raciocínios antes de colocar questão atrás de questão o livro teria metade do tamanho. O diálogo torna o livro dinâmico, mas posto desta forma é irritante. 4 - Não faz sentido escrever com enorme suspense quando o leitor já está mesmo a ver o que vai ser revelado ou o que vai acontecer... e não por ser especialmente perspicaz... mas apenas porque se torna francamente óbvio!
Posto isto, e como sempre, partindo de um excelente trabalho de investigação, José Rodrigues dos Santos pegou num tema interessantíssimo e esmiuçou-o de forma muito satisfatória. Também gostei do final a la Poirot, em que Tomás coloca todos os suspeitos na mesma sala e explica o que aconteceu, passo a passo, até as evidências apontarem para um culpado.
Vi-me assim dividida entre o meu interesse e revolta em relação ao tema central e a minha falta de paciência para Tomás Noronha.
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Encontramos Tomás Noronha e a namorada, Maria Flor, no Vaticano, mais precisamente no túmulo de S. Pedro. Tomás foi contratado pelo Vaticano para catalogar as sepulturas que se encontram na necrópole e procurar vestígios dos restos mortais de S. Pedro, uma descoberta que o imortalizaria como historiador. A investigação é subitamente suspensa, uma vez que há receio que ocorra desmoronamento e resultante infiltração de água, afectando a integridade estrutural da basílica, mas uma nova investigação surge quando o próprio Papa pede ajuda a Tomás para solucionar o mistério relacionado com um assalto recente no Vaticano. Quando o Papa é raptado e o perigo do fundamentalismo islâmico se torna bem real, Tomás é confrontado com o óbvio: há um Judas na Santa Sé e o tempo para o encontrar, salvando assim a vida do Sumo Pontífice, escasseia.
Esperava muito mais deste autor. Adorei O Anjo Branco, o único que li dele, e agora estava à espera de um livro inteligente, com um bom mistério. Mas o que obtive foi um protagonista cheio de si, muito facilitismo em descobrir os mistérios, diálogos de horas como se nada se estivesse a passar no mundo real, e uma escrita vulgar. Gostei bastante do tema central do livro, os podres do vaticano e a lavagem de dinheiro feita no seu banco, que são factos verídicos e que dão muito valor à história ficcional. Mas isso não chegou. A verdade é que estive entretida durante a leitura (daí as 3 estrelas), mas o sumo do livro deixou muito a desejar. Só me lembrava de Dan Brown e do quanto adoro o seu Robert Langdon (não querendo ser aquela portuguesa que diz que só o que vem de fora é que é bom, mas neste caso, aplica-se). O final cor de rosa era dispensável e os estereótipos de mulheres tolas e atraentes eram duplamente dispensáveis. E tenho pena que a intervenção do Estado Islâmico não tenha sido mais explorada no livro. Acho que não vou voltar a ler mais nenhum livro do Tomás de Noronha, talvez dê uma oportunidade ao primeiro livro da saga, só para entender se o protagonista sempre se achou a última bolacha do pacote.
Gostei bastante deste livro derivado à temática. Estes temas interessam-se sempre muito pela sua polémica e pela maneira que estão documentados. Em relação à personagem do Tomás Noronha, com a idade está cada vez mais parvinho...a idade está a torna-lo palhacito.
Decididamente não gosto da Maria Flor. Irrita-me! O Tomás também anda, por vezes, a "parvar". Será a andropausa? À parte estes desabafos, gostei bastante da história e gosto da forma como JRS consegue de uma forma simples explicar assuntos bastante complexos.
Tomás Noronha, criptoanalista português, está a fazer uma investigação no Estado do Vaticano quando o Papa é raptado. É apanhado no epicentro desta crise quando trabalha nas catacumbas da Basílica de São Pedro. Vê-se deste modo envolvido na investigação para descobrir o paradeiro do Papa e cruza-se com um nome enigmático: OMISSIS. A pista irá conduzi-lo a segredos bastante sombrios da igreja católica.
Иначе трилърът е стандартен за жанра, който стана адски моден покрай глобалния възход на Дан Браун. Историкът Томаш Нороня се ровичка в подземията на Ватикана и е на ръба на огромно откритие – точно в този момент обаче не някой друг, а папата пожелава да се види с него. Причината: Нороня има репутация на човек, който може да води разследвания и да разкрива грижливо пазени тайни. А точно такава се крие зад стените на папския дворец – някой е нахлул през нощта, откраднал е важни документи и е оставил зловещо послание. Историкът се наема да разкрие какво се е случило – но скоро много по-важни събития ще отвлекат вниманието му. Както и това на целия свят.
Mais uma vez vemos o criptoanalista Tomás de Noronha envolvido em aventuras mirabolantes... Confesso que os livros desta série não têm o mesmo encanto que os primeiros. Tomás de Noronha surge nesta obra como um herói salvador do Vaticano e do Papa e os seus talentos de criptoanalista só são utilizados numa pequena parte da obra. A obra centra-se nos escândalos financeiros e de ligações do Vaticano à Máfia, ocupando esta temática 90% da obra. Em paralelo temos o mistério de quem raptou o Papa e com que intuito... No final da obra temos o desvendar do mistério com Tomás de Noronha a assumir um papel que me fez lembrar as míticas reuniões do detective Hercule Poirot (criado por Agatha Christie) com todos os suspeitos, incriminando um a um até revelar quem era o criminoso. Enfim, gostei da obra, embora a leitura me tenha levado mais tempo do que outros volumes da série, pois confesso ter perdido interesse na parte da temática dos escândalos financeiros do Vaticano. Fica a dica para o JRS: talvez esteja na altura de reformar Tomás de Noronha, já que deixa no final da obra uma resolução da sua vida pessoal... e quem sabe iniciar uma série com um outro protagonista?
Primeiro livro que li do autor e sinceramente não é o meu tipo de leitura.Muitaaaa informação sobre o mesmo tema, perdi o intersse na estória por muita e muita páginas.Depois lá a narrativa tornava-se interessante a havia uma nova quebra e prontos muitos momentos chatos. A escrita do autor é mesmo muito boa e consistente, tem uma pesquisa muito intensa e vale muito por isso, mas ou começei com o livro errado ou definitivamente não é um estilo de livro para mim.
No geral, gostei do livro. Gostei dos factos que foram sendo apresentados ao longo da leitura, apesar de o serem de uma forma algo exaustiva. Não tinha conhecimento de grande parte deles e só por aí o livro já valeu a pena ser lido. Quanto à história em si, achei que estava cheia de clichês típicos, saídos daqueles filmes de James Bond. As personagens femininas, nomeadamente a auditora Catherine Rauch, que acabou envolvida na investigação do rapto do papa, é uma típica donzela em apuros que está à espera que o nosso grande Tomás resolva todos os problemas. Raciocínio é o dom, apenas, do protagonista.
Bu tür kitaplar okumayı gerçekten çok özlemişim, sanırım geçen yıl hiç okumamıştım o yüzden iyi geldi. Ama kitapta hem yazarın diliyle hem de çevirilerle ilgili sıkıntılar var bence. Biraz da gereksiz uzun 😀
Sou um leitor assíduo de JRS, gosto dos temas que aborda nos seus livros, gosto da investigação que faz e que os torna interessantes porque se baseiam em factos reais e gosto do estilo simples e fluído como escreve. No entanto, este último livro, Vaticanum, se bem que seja interessante pelos factos históricos que relata sobre a enorme corrupção financeira ocorrida no estado do Vaticano por meio do seu banco (IOR), deixou-me um pouco desiludido quando comparado com livros anteriores do mesmo autor. Na realidade, neste livro achei a narrativa muito repetitiva em certos momentos, e alguns dos temas foram explicados várias vezes de formas diferentes, quase como a dar a entender que o leitor poderia não os compreender da primeira vez que foram explicados. A parte de thriller, se bem que contenha suspense suficiente para motivar a leitura até ao final, também fica aquém do que JRS é capaz e não é daquelas narrativas em que ficamos ávidos para voltar mais uma página para ver o que é que acontece. Alguns dos pormenores são até bastante previsíveis, levando o leitor atento a descobrir a trama real antes que esta seja desvendada no final do livro. De uma forma geral, não sendo dos melhores livros de JRS, não deixa de ser uma leitura interessante, pelo que recomendo a leitura deste livro.
Eu era uma fã acérrima da série Tomás Noronha mas, com muita pena minha, tenho visto a qualidade dos livros a decrescer nos últimos volumes e penso que este Vaticanum será o último livro que vou ler desta série. A qualidade da escrita deste livro está muito aquém daquilo com que JRS nos habituou com as suas primeiras obras. Isso, aliado às repetições constantes e intermináveis dos factos sugerem que JRS está agora mais interessado em escrever livro para "as massas" que lhe garantam vendas. A personagem de Tomás Noronha perdeu todo o interesse, tornou-se num homem quase insuportável, principalmente na sua relação com as mulheres e com Maria Flor em particular (a relação entre os dois é, aliás, uma das piores partes da narrativa). O tema tratado no livro é interessante mas está desenvolvido de uma forma que se torna extremamente maçadora e eu passei grande parte do livro a pensar "ok, já toda gente sabe que os bandidos usam o banco do vaticano para lavagem de dinheiro, e agora?!?". O mistério em si também não está muito bem conseguido: o paradeiro do papa é óbvio para qualquer leitor atento e o final é facilmente adivinhado para quem já tenho lido "Anjos e Demónios" de Dan Brown. Resumindo: uma desilusão!
Cada vez mais desiludida com a escrita do JRS. A narrativa está a tornar-se cada vez mais cansativa e repetitiva. Parece que o autor tenta "esticar" a história para que o livro tenha as suas 600 paginas habituais.
A nível das personagens, o Tomás Noronha já perdeu o seu encanto, assim como as personagens com quem ele interage. Passou de "génio" para um homem que só vê as mulheres como objetos sexuais e a personagem "Maria Flor" é daquelas personagens que só serve para o livro ter mais páginas.
(Único) Ponto Positivo: o tema. O autor documenta-se muito bem, o que torna a leitura bastante apelativa nesse sentido. No entanto, o método de escrita poderia ser mais desafiante; a meu ver é demasiado fácil. O autor acidentalmente identifica o seu público-alvo como sendo ignorante e que cuja inteligência e/ou capacidade de raciocínio é escassa.
“O banqueiro sabia que a melhor maneira de roubar um banco não é assalta-lo, mas comprá-lo.”
“Que saudades tinha de Portugal, aquele canto verde e soalheiro da Europa onde estas loucuras não aconteciam, onde as pessoas se sabiam pequenas e se sentiam grandes, onde uma nação de hobbits resistia a um mundo violento e hostil.”
É o segundo livro que leio de José Rodrigues dos Santos e devo admitir que admiro muito este senhor!
O trabalho de pesquisa que alicerça as obras é notável e muito interessante para o leitor que apreciar este tipo de trabalhos.
Admito que, por vezes, há tanta informação misturada que se perde um pouco o fio condutor da trama principal. Dei por mim a pensar "mas porque estão a perder tanto tempo a debater estes assuntos quando o papa está prestes a ser assassinado?".
Outro assunto que me perturba é o facto de Tomás Noronha por vezes se confundir com um ninja, ou um super homem, tendo em conta todos os sarilhos em que se envolve e a forma como lida com eles, maioritariamente sozinho. Para mim, isto roubou um pouco de credibilidade à narrativa e tornou algumas partes um tanto previsíveis.
Todavia, adorei a experiência de mergulhar no "Vaticanum"! Não consegui largar o livro e fiquei profundamente interessada na parte que envolve as profecias. Dei por mim a realizar pesquisas adicionais! Obrigada pela aventura! ❤
This is not my favorite from Rodrigues dos Santos, but nevertheless it is a lot of fun to read, with great rhythm and credible characters. The amount of REAL information in the book about corruption and money laundering in the Vatican is shocking and amazing. This is not my first read about such subjects, and Rodrigues dos Santos mentions all the bibliography he read and consulted at the end of the book. Still, sometimes one has the feeling that the books "are" about this information that Rodrigues dos Santos wants to pass on, and sometimes this takes a little bit of spontaneity to the plot and the characters.
Това ми е третата книга, която чета от този автор. Определено ми хареса, беше ми интересна, но някои от персонажите на моменти ме дразнеха как бяха изградени, малко като карикатури и клишета. Но, ако се абстрахирам от това, в книгата има мноооого сцени (под формата на диалози), в които на дълго и широко се разказват и обясняват истории, митове, тайни, измами свързани с християнството, политиците на Италия, мафията и Ватикана. Аз съм фен на тези сцени, а не на екшън сцените, така че се радвам, че те преобладаваха.
Определено тази книга ми задоволи жаждата за исторически, религиозен трилър с италиански и латински привкус😊
bastante desiludida. um ensaio jornalístico disfarçado de romance. pessimo desenvolvimento de personagens. É -me muito difícil escrever isto, porque li todos os livros do autor e o Tomás de Noronha era das personagens favoritas. Dá me pena ver que JRS desenvolveu a personagem deste modo . Possivelmente o ultimo livro que vou ler do JRS.
lê-se de um pulo, como sempre a escrita é leve, clara e o autor leva-nos aos sítios.
no entanto, depois de tantas aventuras o Professor Tomás, de vez em quando parece que o acumular de experiências são esquecidas, enfim, o livro lê-se bem e a história prende.
Maravilhoso, romance. Nem mais, nem menos. Interessante, revelador. Continua com o encanto fluído da escrita, envolvente, inebriante, sempre com temáticas interessantes. Obrigado, José.
Когато и на любимия ти португалски автор започнат да му плащат на страница... Прекрасна идея, както винаги, блестяща фактология, както винаги, но защо в 500 безкрайни страници?!
ATENÇÃO: Poderá conter alguns spoilers, ainda que, nas histórias do Tomás, isso não tenha importância para mim, mas isso sou eu...
Invariavelmente, eu chego ao final de mais um livro de José Rodrigues dos Santos a hesitar entre atribuir 4 ou 5 estrelas e com um entusiasmo enorme. Nada mudou desde que li o primeiro. Curiosamente, e não é a primeira vez que acontece, em alguns momentos do livro cheguei a pensar atribuir três e até mesmo duas. Foi por isso que agora no final achei injusto atribuir cinco, tendo em conta essas oscilações. Foi em partes maçudas ou que vi as chamadas verdades de La Palice. Reconheço agora que, tanto umas como as outras eram necessárias, de modo que , possivelmente também estarei a ser injusta ao não atribuir as cinco, mas isso também me parece pouco relevante.
O que me pareceu inovador neste livro, em relação aos outros da série Tomás Noronha, foi o facto do autor referir nomes reais. Não há a escapatória de dizer que é ficção, como aconteceu, por exemplo em A Mão do Diabo, em que conseguíamos identificar, através das falas e dos atos, as personagens que eram apresentadas como coruptas, mas os nomes reais nunca eram referidos. Isso aconteceu também em outras obras, até mesmo sem ser da série Tomás Noronha. Muitas vezes, o nome da personagem até está, como vou chamar? Camuflado à vista? mas na realidade não é aquele. Recordo-me , por exemplo, da personagem Azevedo Passarão de "Um Milionário em Lisboa".... Por mais que saibamos a quem se refere, havia sempre a escapatória de dizer "Não, meus amigos, desculpem lá, mas isto é ficção! Não existe nenhum Azevedo Passarão! Conhece alguém com esse nome?"
Aqui não. Os nomes são referidos , preto no branco. Os corruptos são apontados como corruptos com os seus nomes, sem mais nem menos uma letra. Isso surpreendeu-me e até me fez pensar como é que o autor não tem receio de os referir.
No entanto, a verdade é que não havia porque camuflar nomes, até porque (e fiz isso várias vezes ao longo da leitura, por curiosidade de confirmação) se formos ao google e escrevermos o nome daquelas pessoas, encontramos montes de documentos sobre todos aqueles escândalos, tal e qual como estão ali descritos. Nada de novo. Nada. Tudo aquilo está devidamente documentado em documentos públicos. Até a wikipedia fala disso.
A pergunta que se se põe sempre logo aqui quando alguém diz, como eu estou a dizer, que os livros do José Rodrigues dos Santos não vêm dizer nada que já não se soubesse é "Então porque é que ele os escreve?" Eu respondo: São documentos públicos, sim, há aos montes por aí, mas... Eu sabia disso? Eu conheci-os? E quem diz eu diz a maioria das pessoas, cidadãs comuns. Conhecíamos aqueles documentos? Sabíamos da sua existência? Não. Eu pelo menos confesso que não. Sabia, pelo senso comum do "quem parte e reparte" e por rumores que sempre que ouvem, que havia corrupção no Vaticano. Isso sim. Mas que isso estava tão bem documentado, que era tão público, sinceramente, não sabia. De vez em quando ouve-se falar, mas depois o assunto é abafado, as pessoas encolhem os ombros naquela atitude de "O que não tem remédio..."
É precisamente nesse aspecto que os livros do José Rodrigues dos Santos marcam a diferença. Eles transmitem ao cidadão comum informação que de outra forma ele não a saberia. Quem é que , ao ouvir um rumor sobre corrupção no Vaticano se iria pôr no Google a verificar se havia documentação oficial e pública? Talvez uma ou outra pessoa, sim... Mas a maior parte não! Dizemos "Há corrupção no Vaticano... Diz que sim... Dizem para aí que sim.... Tem que haver.... Eles lidam com o dinheiro das doações, claro que sempre comem..." Mas são aquelas coisas que se dizem naquela no "diz que..."
Perguntam também as pessoas isto (vejo muitas vezes essa pergunta) : Então porque é que ele não publica livros sobre os temas que quer dar a conhecer ao público, sem ser mascarados de obra de ficção e aventura de Tomás Noronha e isso tudo? Publicava uma tese sobre esses assuntos e pronto! Mas é aí que eu pergunto: e quantas pessoas iriam ler essa tese? Obviamente que nem 10% das pessoas que lê iria ler! Assim, com este engodo de entretenimento que são as aventuras do Tomás Noronha, a pessoa vai-se entretendo e vai lendo. Se a mim me interessam as aventuras do Tomás? Claro que não! Mas sempre é um entretenimento que torna a leitura menos maçuda, ameniza um pouco a carga de informação. A pessoa vai lendo de forma mais leve, com as parvoíces do Tomás pelo meio e vai absorvendo a informação. Talvez por isso ache piada quando ouço (e já tenho ouvido, por mais estranho que pareça) pessoas dizer que só lêem porque gostam das aventuras do Tomás :D .... Mas pronto, cada um sabe de si :) .... Para mim o Tomás é apenas um instrumento , a história do Tomás é apenas um fio condutor, que torna a leitura mais leve. Do mesmo modo, questões literárias de estilos e o raio que parta também não me interessam nestes livros! Para isso tenho outros ! Não leio só um estilo!
Ri-me no final quando o Papa se oferece para celebrar o casamento do Tomás e da Maria Flor. A Maria Flor a dizer que é católica e que se calhar o Tomás, que é ateu , não quer casar pela Igreja. Mas não deixei de pensar que esta cena banal poderia ter sido aproveitada para outros ponto (Atenção, Zé, há pormenores que devias aproveitar melhor quando a oportunidade surge). Se bem se lembra, por altura d' O Codex 632, o Tomás Noronha era casado. É divorciado, portanto. Sabemos pessoas divorciadas só podem casar pela Igreja se o casamento anterior não tiver sido católico (o caso da actual rainha Letízia , de Espanha). Sabemos que o Tomás não é católico, mas podia (como parece que vai fazer agora) ter casado com a Constança pela Igreja para lhe agradar, e até mesmo para alegria da mãe, D. Graça, profundamente católica). Sabendo que este Papa tem feito grandes progressos em certos aspectos como batizar filhos de casais casados pelo civil, não seria uma boa altura de levantar a questão de pessoas divorciadas se poderem voltar a casar pela Igreja, mesmo que o casamento anterior assim tivesse sido ? Pronto, a personagem não iria imediatamente dizer que sim, que não havia problema. Seria estar a dizer uma mentira, mesmo que a obra seja de ficção e que não exista Tomás Noronha nenhum, nem esteja internado num hospital com o Papa, os dois a recuperar de uma valente coça a la Tomás .... Mas poderia dizer que era uma questão a ponderar, que iria analisar a possibilidade.... Acho que só teria dado mais uma meia página e era uma questão pertinente a levantar, do interesse de muitos leitores, presumo.
Para não me alongar mais. Gostei também da invocação d' A Chave de Salomão e das teorias lá apresentadas para justificar e dar alguma credibilidade científica às profecias. Se bem se lembram, a física quântica falava na possibilidade de alguns acontecimentos futuros poderem vir até nós numa espécie de realidade paralela. Isso pode dar alguma credibilidade às profecias. Nunca tinha pensado por esse prisma, mesmo depois de ter lido A Chave de Salomão. Na verdade, a Física Quântica não me convence muito, mas tem a sua lógica, sim senhor e respeito as investigações e descobertas nesse campo.
Posto isto, venha o próximo (mas pode demorara um bocadinho, porque também tenho que ler outros estilos, outros autores, enfim :D )