Joel Neto é autor dos romances "Arquipélago" (2015), "Os Sítios Sem Resposta" (2013) e "O Terceiro Servo" (2000), para além do volume de contos "O Citroën Que Escrevia Novelas Mexicanas" (2002) e de vários outros livros de diferentes géneros. Publica semanalmente no jornal "Diário de Notícias" a coluna "A Vida No Campo", série de relatos sobre o seu próprio regresso à Terra Chã, freguesia rural da ilha Terceira (Açores), e é cronista permanente de vários diários portugueses e da diáspora portuguesa. Antigo jornalista, trabalhou na imprensa, na televisão e na rádio, nas qualidades de repórter, editor, comentador e anfitrião, tendo ligado o seu nome à maior parte dos principais meios de comunicação social portugueses. "Arquipélago" (ed. Marcador/Os Livros RTP) mereceu rápido aplauso da crítica e do público, esgotando a primeira edição ao fim de duas semanas. O seu último livro, "A Vida no Campo (ed. Marcador), publicado em Maio de 2016, esgotou a primeira edição ainda antes de chegar às livrarias.
Foi uma narrativa da qual detestei todas as personagens. Nem se quer o facto do protagonista ser jornalista o tornou mais interessante. Achei que se o livro necessitaria de mais páginas para desenvolver a amizade toxica entre Miguel e Herculano. Também tive pena de o escritor não ter desenvolvido a parábola do terceiro servo. Dei 3 três estrelas por estar bem escrito e por se passar nos Açores.
Custou ler até mais ou menos a meio.. mas depois fiquei intrigada. Não é um livro fácil pela temática, mas é bastante interessante e muito bem escrito!
Tiradas linguísticas e ideias meticulosamente estruturadas que fazem com que nos deixemos envolver na velocidade de raciocínio de um narrador perspicaz e atento a tudo, e que nos permitem acompanhar o desenvolvimento das personagens – o que vão, pouco a pouco, revelando do seu mundo, dos seus sonhos e, sobretudo, das suas frustrações e dos seus defeitos. Acabou, contudo, cedo demais. O leito fica intrigado não só sobre o objectivo da conclusão a que se chega, como sobre qual devia ter sido, de facto, essa conclusão.
Até certo ponto, e na primeira impressão, a história de Miguel Barcelos parece uma belíssima caricatura do jornalismo, das técnicas de redacção e do que são, afinal, feitas as notícias e os meandros da informação. E quando este homem naquele "sorriso" vindo não se sabe de onde se resolve a recuperar os seus lugares, o cheiro a enxofre e a terra húmida, na paisagem Açoriana, perante a notícia da morte de um amigo, inicia a sua viagem interior, de descoberta dessa solidão, do que é afinal a sua vida, os seus amores, as suas memórias, a sua frustração de não conseguir fazer melhor do que todos os outros, as suas escolhas, a sua fé, o que teria sido a sua vida se não tivesse rumado a Lisboa. E no final, será que o Miguel algum dia deixará de vez o seu caderninho preto e passa essa "gradação" de jornalista para escritor?
Vou confessar um segredo! Peguei neste livro hoje, depois de o ter comprado ontem numa livraria tão bonita que nem vos conto onde foi. Acho que fico com ela só para mim! Li-o num trago breve enquanto esperava que a chuva passasse e o dia terminasse. Gosto muito da escrita de Joel Neto e da sua "Vida no Campo", mas esse livro é mais maduro do que este, porque o autor também está mais maduro. Não deixa de ser uma história curtinha e interessante que me preencheu a tarde. Nada melhor do que um dia de chuva mansa e um livro para ler.
Trouxe da biblioteca porque o autor me desperta interesse. Gostei muito da forma como escreve, mas não consegui passar de metade. Não me cativou, não consegui "entrar" na história. Espero voltar a este livro um dia, para ver se foi apenas um mau momento.
Um livro pequeno de fácil leitura. Um livro que nos transporta para os Açores e para a vida simples e por vezes solitária de uma ilha. Vou querer ler mais do autor.
Estamos perante um livro interessante que se lê rapidamente e na minha opinião tem uns rasgos de literatura policial, ficando a sensação de uma inconsistência, pois no início do livro é relatado que o sargento Herculano amigo do narrador Miguel Barcelos, foi assassinado, mas no entanto é revelado já perto do final do livro pela sua filha Ângela que o seu pai se suicidou. Na época em que decorre a ação deste livro, como sendo a época atual, a investigação científica policial através de pistas deixadas no local, no corpo do sargento e outros indícios relacionados com os relacionamentos e relatos da vítima, creio que sem dificuldade chegaria à conclusão que seria um suicídio e não um assassinato. Embora possam existir casos mal resolvidos de vítimas que foram “suicidadas”, mas caso assim fosse então a história seria outra e não a do presente livro.
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