Graciliano Ramos, um dos maiores escritores brasileiros do século XX, traz em seu livro infanto-juvenil, A Terra dos Meninos Pelados, a história de Raimundo, um menino diferente de todos os outros por ter um olho preto, o outro azul e a cabeça careca. Cansado de ser alvo de chacota na escola e nas ruas da cidade, Raimundo parte em uma viagem fantástica para um lugar onde as pessoas saibam conviver com as diferenças.
Graciliano Ramos was widely considered one of the most important Brazilian authors of the 20th century. He was a seminal voice in the literary "regionalism" movement. As a child Ramos lived in many cities of Northeastern Brazil, stricken by poverty and severe weather conditions (droughts). After high-school, Graciliano went to Rio de Janeiro where he worked as a journalist. In 1915 he traveled to Palmeira dos Indios, state of Alagoas, to live with his father and in 1927 he was elected mayor. In 1933 he published his first book, Caetés. A few years later he was jailed by the Getúlio Vargas government, on a charge that was never made clear. His experiences in jail would become a unique personal deposition, Memórias do Cárcere. Graciliano died in 1953, at the age of 60. His "dry" style of writing and the conflict between the id and the world are the significant marks of his works.
Esse é um conto muito interessante de Graciliano Ramos que trata das diferenças entres as crianças e como elas devem lidar com a essa situação de ser diferente. Muito bonitinho... vale a pena fazer de livro de cabeceira para seus filhos.
Conto primorosamente escrito para crianças. Numa linguagem coloquial e acessível aborda compreensão, aceitação e inclusão de crianças ditas diferentes.
li hoje no ônibus pra Recife. terça-feira. li depois de terminar "Insubmissas lágrimas de mulheres", da Conceição Evaristo. mundo falante, em que a diferença é viva, questionada, aceita, pensada. curtinho, mas é o suficiente pra se sentir dentro de um sonho pleno, as serras se aplanando e o rio de Sete Cabeças encurtando seu corpo pra pularmos com um passo apenas. um olho preto e o outro azul. cabeças peladas, corpos negros e em outras tonalidades, das pessoas e de outros bichos, faces sardentas; os pés tocando o solo e as costuras de uma aranha vermelha. por aí vai.
"Ali, ninguém é ofendido, nem ferido. Todos são respeitados!"
Com uma linguagem direta, poética e acessível, Graciliano Ramos aborda temas complexos como o bullying, a solidão infantil e o preconceito social. O autor demonstra como a intolerância alheia pode isolar um indivíduo, enquanto a imaginação surge como uma forma de cura e preservação da identidade.
Em poucas páginas, a obra entrega uma lição valiosa para leitores de qualquer idade: o problema nunca esteve nas particularidades de Raimundo, mas na incapacidade da sociedade de enxergar beleza e valor no que foge ao padrão.
Um livro atemporal que gera reflexões profundas sobre identidade, diversidade, aceitação, poder e amizade (entre outros) por meio de um universo lúdico divertido. Li a versão com as ilustrações de Jean-Claude Ramos Alphen que complementam lindamente as palavras de Graciliano. Tornou-se um dos meus livros favoritos.
Raimundo sofria por ser diferente dos outros meninos, ele tinha um olho azul e outro preto e a cabeça pelada. Criou uma terra utópica em sua mente, para onde ele foge ao longo da história. Lá, os meninos também tem olhos diferentes e cabeças peladas e a sociedade vive em harmonia.
Eu devia estar na segunda serie quando os livros escolares traziam textos extraidos de livros, nem sei se isso se faz Hoje em dia... E essa historia da "Terra dos Meninos pelados" me chamava muito atencao. Levou apenas 4 decadas para encontrar esse livro online. Interessante leitura para lidar com os temas como respeito ao proximo, independente das diferencas.
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Um menino diferente, um mundo novo. Havia um menino diferente de outros meninos, sofria bullying, não se entendia com ninguém, os outros só pegando no pé dele. Criou um mundo próprio para fugir das perseguições e humilhações. Uma obra do magnífico de Graciliano Ramos (Vidas Secas) antes que a expressão bullying existisse...recomendo!
Me surpreendeu Comecei o livro esperando uma leitura difícil ou cansativa e me surpreendi. A leitura é super rápida e fluida, a história acontece de uma maneira leve e ao mesmo tempo, profunda: consegue trazer reflexões e transmitir a ideia do autor. Os personagens são cativantes, do tipo que te faz sentir falta quando a leitura acaba.
Gostosinho de ler. Dá pra se ter diversas interpretações subtextuais, mas isso não é necessário, tornando o livro incrível tanto para crianças, adultos de mente cansada e leitores mais engajados com interpretações criativas.
Estória curtinha estilo novela onde temos um menino "diferente" que busca aconchego e aceitação, descobrindo isso num mundo onde as coisas e as pessoas são como ele. O que me deixou encacucado é se foi um sonho, um delírio ou estava morto.
Uma historinha sensível sobre o poder da gentileza, da amizade, da aceitação e da imaginação; podemos sempre criar mundos melhores, Graciliano sabia disso e contou a todos nós.
Uma fofura! É um ótimo livro de fantasia para ensinar às crianças como o bullying opera. Com certeza, é uma obra que pode ser explorada em mais camadas nas aulas de literatura.