Cinco minutos é o primeiro romance do escritor,dramaturgo brasileiro José de Alencar, nome proeminente do romantismo no país. Foi publicada em 1856 em forma de folhetins pelo jornal Diário do Rio de Janeiro. Ao final de alguns meses, com todos os capítulos já publicados, esses foram juntados em uma única edição que foi oferecida como brinde para os assinantes do jornal. No entanto, diversas pessoas que não assinavam o jornal, procuraram um volume do livro.
José Martiniano de Alencar was a Brazilian lawyer, politician, orator, novelist and dramatist. He is one of the most famous writers of the first generation of Brazilian Romanticism, writing historical, regionalist and Indianist romances — being the most famous The Guarani. He wrote some works under pen name Erasmo. He is patron of the 23rd chair of the Brazilian Academy of Letters.
José de Alencar was born in what is today the bairro of Messejana on May 1, 1829, to priest (and later senator) José Martiniano Pereira de Alencar and his cousin Ana Josefina de Alencar. Moving to São Paulo in 1844, he graduated in Law at the Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo in 1850 and starts to follow his lawyer career at Rio de Janeiro. Invited by his friend Francisco Otaviano, he becomes a collaborator for journal Correio Mercantil. He also wrote for the Diário do Rio de Janeiro and the Jornal do Commercio.
The house of José de Alencar, in Messejana It was in the Diário do Rio de Janeiro, during the year of 1856, that Alencar gained notoriety, writing the Cartas sobre A Confederação dos Tamoios, under the pseudonym Ig. In those, he criticized the homonymous poem by Gonçalves de Magalhães. Also in 1856, he wrote and published under feuilleton form his first romance: Cinco Minutos. He was a personal friend of Joaquim Maria Machado de Assis. Coincidentally, Alencar is the patron of the chair Assis occupied. He died in Rio de Janeiro in 1877, a victim of tuberculosis.
No final de «A Viuvinha», encontrei uma brevíssima referência a uma Carlota, que não tinha sido mencionada ao longo do livro. Encontrei-a aqui: o ideal teria sido ler primeiro «Cinco Minutos», cujo narrador é o mesmo de «A Viuvinha». Um pequeno detalhe que em nada perturbou a leitura; livro essencialmente romântico lê-se com gosto, um sorriso nos lábios e um happy-end na quebrada de uma montanha, um berço de relva suspenso entre o céu e a terra, uma existência calma e tranquila, ela com ciúmes dos livros dele, ele com ciúmes das violetas dela. Em tempos de confinamento é reconfortante sentir esta felicidade depois de tantas vicissitudes.
Alencar de modo bem humorado prova que a pontualidade é uma excelente virtude para uma máquina, mas um grave defeito para um homem. Se tivesse sido pontual como um inglês, o nosso narrador não teria tido uma paixão nem feito uma viagem; ainda hoje estaria perdendo o seu tempo a passear pela rua do Ouvidor e a ouvir falar de política e de teatro.
O narrador , um jovem que habita o Rio de janeiro em meados do século XIX , relata em carta à sua prima os acontecimentos que lhe aconteceu recentemente. Tendo ido pegar o ônibus que costumeiramente pegava, se atrasa cinco minutos,e pega um outro, onde senta-se ao lado de uma misteriosa mulher de véu. Esse acontecimento muda por completo sua vida.
Primeiro livro de José de Alencar, escrito em 1856, é um livro do Romantismo, e apresenta exageros, dramas, e uma série de obstáculos para se conseguir a felicidade.
O amor tem que lutar contra os infortúnios , contra as doenças, contra a natureza, contra o próprio corpo e até contra a morte para sobreviver.
Apesar dos exageros,o livro me prendeu até o final, pois eu adoro o romantismo e a linguagem desse período da literatura Brasileira.
I started the proofreading of this book for Gutenberg Project. This is the first book published by this author. Will be available pretty soon at Gutenberg Project.
Aquele amor platônico que se torna real. Cheio de belos diálogos e instrospeção nos mostra que um pouco de determinação é a única necessidade para se alcançar a felicidade, se é que ela existe.
O primeiro romance de José de Alencar e o que marca sua fase "ingênua".
Cinco Minutos é mistura de epístola/narração em que o autor-protagonista narra a sua prima a aventura de se apaixonar em um trem e se aventurar para conhecer e conquistar a mulher de seus sonhos.
Não é um texto tão rebuscado como viria a ser mais tarde os escritor do autor, mas características fortes como o intimismo, a tragédia e a ânsia por amor estão presentes. Essa história que possui características burguesas (a moral, a ausência de problemas econômicos, etc.), hoje facilmente se encaixaria na literatura escapista vigente que anos de pandemia e problemas socioeconômicos criaram.
É bom dar uma chance aos autores obrigatórios da escola, não somos há muito tempo aqueles leitores. O aspecto que os jovens sempre costumam reclamar nesses livros é um dos que mais me agrada: a linguagem. Nem na época da escola tive dificuldade com isso. Meu problema não é esse mas sim a escola literária. O Romantismo nunca foi das minhas preferidas. A novela é narrada em primeira pessoa por um homem que se atrasa 5 minutos para pegar seu ônibus e, ao pegar o próximo senta-se ao lado de uma mulher misteriosa com a qual se sente prontamente enamorado. A partir daí acompanharemos seu martírio que se resume em encontrá-la e descobrir todo o mistério e drama que a envolve. A história é narrada com bom humor e tem momentos divertidos, o problema realmente é o tema, excessivamente romântico e açucarado. Um pouco diferente da vida real.
Histórico de leitura 14/07/2017
9% (5 de 53)
"É uma história a que vou lhe contar, minha prima. Mas é uma história, e não um romance. Há mais de dois anos, seriam seis horas da tarde, dirigi-me ao Rocio para tomar o ônibus de Andaraí."
Eu achei a escrita semelhante a poesia... Bom, gostei do livro ser escrito em forma de carta porque isso me lembra o livro " as vantagens de ser invisível/ The Perks of Being A Wallflower " ( ps: meu livro favorito )
Acho que os livros em forma de cartas é meu tipo de livro favorito porque faz você se sentir importante na história. Parece que o personagem está escrevendo para o leitor
Notei que o livro é um romance dramático porque o personagem principal se " apaixona " pela mulher que ele " conheceu " ( ps: só porque a protagonista tocou no ombro dele )
O livro é sobre o romantismo da época, século 19 ( eu acho ). É curioso saber como eram o costume daquele tempo... será se homens eram desse jeito ou é só problema do personagem?
O lado bom do livro é que os costumes daquela época estão ultrapassada. O exagero de conquistar uma pessoa, que só existe uma pessoa pra se casar/relacionar pelo resto da vida...isso faz pensar se o amor da sua vida é o amor da sua vida ou só é romanização da sociedade ?
A crítica também vale pra " foram felizes para sempre " dos contos de fadas
Me lembrou o Joe de You da Netflix ( A protagonista é a Tata Werneck e o protagonista é a Juju Carente )
... o personagem é problemático, porém a escrita é ótima por conta do romantismo
Uma frase tão pequena, com um significado imenso. Eu não conhecia Cinco Minutos e com certeza não iria ler se não tivessem me pedido (obrigada, Núbia), mas é uma história tão apaixonante que eu me sinto meio mal por nunca ter ouvido falar e nem ter pesquisado antes.
Enfim, este livro vai contar a história de um moço que acaba perdendo o ônibus por Cinco Minutos. Depois de ficar bravo por ter cometido tamanha proeza e esperar o próximo, ele pega o outro que vinha no ponto e senta do lado de uma moça com um véu, que acaba entrelaçando suas mãos, o deixando completamente intrigado e, quando menos espera, apaixonado.
entre idas e vindas, algumas coisas são reveladas, há toda uma procura e é simplesmente encantador com o o autor trata esse livro. Percebe-se toda uma construção lindíssima desde o momento em que um simples ônibus é perdido até os momentos finais onde os dois vivem como um casal incrível.
fiquei com raiva porque achei que Carlota iria morrer, não estava gostando nada disso, mas com o finzinho, fiquei toda feliz e contente por ver que deu tudo certo, eles se amam do jeitinho deles e é um livrinho bem curtinho, bem lindo. amo demais
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esse aqui li para um projeto da pós-graduação, confesso que achei a história interessante (leia esquisita).
imagine um caldeirão que você mistura Romeu e Julieta com a série YOU da Netflix, esse livro é o resultado.
eu achei absurdamente estranho e intrigante como que um homem naquela época sente o toque do braço de uma mulher que estava sentada no ônibus do lado dele e assume que ela é a mulher da vida dele. sem contar que ele simplesmente da um beijo no ombro dela (???) e como se não bastasse isso, ele invade a casa dela pra conseguir conversar com ela.
nossa, mas porque você deu 4 estrelas então? é porque eu gostei da escrita, e você fica preso e se questionando se o casal vai realmente ficar juntos, só quem leu sabe como o personagem moveu montanhas pra viver esse amor (só faltou ele literalmente mover montanhas).
eu penso muito na questão do narrador confiável, nessa história em especial, nós nem sabemos o nome do narrador, ele está escrevendo uma carta para a prima então a única versão que temos dos acontecimentos é a dele. pra mim o que fez com que eu questionasse a veracidade dos fatos é toda a confusão no final da história pro narrador chegar até o navio, e no final, quando a Carlota "desmente" das afirmações feitas pelo narrador.
é um romance bem água com açúcar, pra ler rapidinho. 4/5
A obra, um dos primeiros romances escritos pelo glorioso José de Alencar, tem uma história singela e ingênua que nos cativa.
Li esse livro na escola, quando tinha uns doze anos. Reli agora e o sabor das páginas me pareceu muito melhor. Talvez pelo meu amadurecimento como leitora e como mulher.
Escrito em primeira pessoa, através de cartas para uma prima, mostra um narrador que sofre de amor.
Em um dia, por perder o ônibus por causa de cinco minutos, embarca no próximo e acaba se sentando ao lado de uma mulher misteriosa. Seu rosto coberto com um véu, seu perfume de sândalo, o faz atraído por demais.
Quem será essa mulher?
Ele passa a procurá-la, se torna escravo do desejo de tê-la em seus braços...
A história toma contornos românticos e de muita emoção.
Pueril, inocente e delicado, assim conceituo esse texto , que segue indelével há quase duzentos anos.
Eu sou Cecilia Lorca, professora aposentada e escritora apaixonada!
Non ti scordar di me. Não me esqueça. É impressionante o quão rápido o amor acontece; quão rápido passamos como navios à noite. Um conto comovente sobre o poder do amor. Que livro lindo! Não é de hoje que amo os romances do José de Alencar, mas a cada livro me apaixono mais. Leitura leve, gostosa, com a escrita maravilhosamente impecável. Sempre acreditei que tudo acontece por uma razão e esse livro apenas ajudou a me reafirmar. Se o protagonista tivesse chegado apenas cinco minutos mais cedo e pegado o ônibus das seis horas, jamais teria vivido todo seu romance, e teria uma vida completamente diferente da que vive. Por isso, quando o despertador não tocar, ou estiver mais trânsito do que o comum, ou quando algo atrasar, não se culpe. Você está exatamente onde deveria estar, seja lá por quais razões.
Cinco minutos é um livro que conta a história de um homem que se atrasa para pegar seu ônibus. Porém, esse acontecimento resulta em conhecer sua mais nova paixão por acaso no ônibus. Livro escrito durante a época do romantismo e é um livro curto — sendo um dos primeiros escritos por José de Alencar —, então, o romance ocorre de forma rápida e exagerada. Não dando tempo o suficiente de desenvolver a relação dos dois personagens. O protagonista acaba ficando obcecado pela moça mesmo a conhecendo brevemente. Seu objetivo no livro é de encontrar informações sobre sua paixonite e relatar seu amor à ela. Depois descobrimos que ela já o observava a algum tempo e se interessava nele. Mas mesmo assim, senti que faltou um tempero. Mas independente de todas as reclamações fúteis, a escrita poética de José de Alencar cria uma leitura fácil e gostosa de se ler num dia só.
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É Romantismo com cobertura de romantismo (no sentido mais aula de literatura do termo).
Tem um ou outro 'cork' que acaba te fazendo querer continuar lendo até o fim, mas em vias gerais é bem desinteressante, enfadonho e com um arremate bem obvio.
Não que eu seja do time dos Realistas que acham que não existe romance na vida real, até existem momentos de sentimento intenso como a da pobre Carlota, só que tudo isso acontece em um mundo mais tridimensional né.
Se romantismo brasileiro é o seu lance, leia, vai ser um bom entretenimento. Se não, considere bem, porque mesmo que se tratando de uma leitura rápida a frustração pode ser incomoda.
Achei a história extremamente interessante, e acho que posso dizer que estou deixando de lado meu pré-conceito de que José de Alencar é um chato. Li o livro de uma vez só, sem pausas em (em média) duas horas. As únicas coisas que posso dizer que não me agradaram extremamente foi o exagero de sentimentalismo e a romantização extrema (porém sei que é um livro do romantismo) e também acho que a história teria fechado melhor caso a protagonista tivesse morrido no final. Fora isso, achei a trama super interessante e bem feita, principalmente toda a ideia de que a história aconteceu só por causa de um atraso de cinco minutos.
Como primeira obra de José de Alencar, cinco minutos soa como uma introdução ao romantismo notório do autor supra. Ao mesmo tempo que a premissa apresentada parece interessante, a forma como a história é contada perde-se em um enredo que tende a estender certas partes de maneira desnecessária (como na parte da viagem de barco do protagonista). Apesar da primeira frase da obra tentar deixar claro que não se trata de um romance (de maneira irônica, creio eu), obviamente é.
"[...] Parto triste por não te ver, mas bem feliz por sentir-me amada, como nenhuma mulher talvez o seja neste mundo."
Um ótimo livro para conhecer um pouco mais do romance romântico da nossa Literatura nacional. Em uma tarde escaldante deverão, à beira da piscina, é o passatempo perfeito.
O livro começou tão promissor... Achei que iria ler uma outra obra chistosa do José de Alencar, tal qual "A Pata da Gazela", mas no final das contas, foi uma história de amor bem das fracas, isso sim. Pelo menos o título desse livro serve também como alusão ao tempo que se gasta lendo-o.
"Por detrás das cortinas seguia-te com o olhar, até que desaparecias no fim da rua, e esse prazer, rápido como era, alimentava o meu amor, habituado a viver de tão pouco."
O romance começa por conta de 5min de atraso, achei isso muito legalKAJSJK de resto me pareceu algo que algum professor me pediria pra ler no ensino médio (se eu nao estivesse em casa por causa da pandemia)
Livro bem escrito, história interessante, detalhada e com linguagem formal, além de ser curioso, pois mostra os costumes, o cotidiano e os eventos das personagens em 1856.