Consultei Walter Mercado que consultou a Mãe Dináh que consultou o Cadê? que consultou o Google e posso garantir que neste livro você encontrará: Artefatos eletrônicos de fazer inveja aos macacos de 2001 – Uma odisseia no espaço; músicas infantis apropriadas para adultos; programas para adultos apropriados para crianças; fliperamas rodeados de figuras aterrorizantes fumando; raves e festinhas infantis tocando axé; uma senhorita mascarada depilando jovens em horário nobre; apresentadora infantil tirando a roupa no palco; rainha para baixinhos, altinhos e idosos espertinhos; pagode, axé, rock, pop e poperô; histórias sobre botecos obscuros frequentados por menininhos; homens e mulheres sapiens seminus caçando sabonetes numa banheira enquanto rola um sushi erótico às 3h da tarde no outro canal; filmes inesquecíveis e roupas esquecíveis; remédio de comer e comida com gosto de remédio. A época em que o absurdo fazia parte do normal e o normal era objeto não identificado por ninguém. Acomode-se, pegue seu cigarrinho de chocolate e seja bem-vindo de volta à mais efervescente das dé os anos 90.
Ler esse livro foi passear pelos anos noventa. Quanta coisa eu tinha esquecido! Morri de rir quando li "hominho". Eu nunca gostei de bonecas, como brincava com meus primos queria ganhar era um hominho! Mas tive que me contentar com o deles. E os chicletes de frutas!? Eu realmente achava q estava sendo saudável. Muito obrigada, Nogy, por trazer essas lembranças tão deliciosas dos anos 90.
Uma leitura leve, descontraída e ao mesmo tempo, em alguns momentos, crítica. Em outros, apenas a opinião do autor, quer você se identifique ou não com ela, ainda assim é uma ótima viagem pelos anos 90. E um pouco antes, um pouco depois, despertando várias memórias afetivas de quem vivenciou essa época. Adorei!
O livro lembra muitas coisas, de forma engraçada e descritiva, e ao mesmo tempo sem ser pedante (não fica dizendo que na década de 90 tudo era melhor). Vale a pena demais ler e relembrar.