This review will be in Portuguese only, since it's a book from an brazilian author.
Rani e o Sino da Divisão é um dos livros que eu estava mais animada para o lançamento mês passado, já que eu gosto muito de obras nesse gênero de fantasia urbana e sem contar que a personagem principal me cativou logo na sinopse.
A primeira vista, Rani pode até achar que ela é uma adolescente comum, que mora em uma cidade do interior, acorda cedo para frequentar o ensino médio, e toca em uma banda de punk death metal – que para muitas pessoas é algo estranho – com sua melhor amiga, Marina.
Mas sua vida começa a fugir totalmente da normalidade quando, um dia, ao ir para a escola, ela resolve cortar caminho pelo cemitério, onde vê um garoto estranhamente bonito, vestido com roupas coloridas e tênis fluorescente, que a olha de uma maneira intrigante, e mais tarde ela descobre que este menino, Pietro, é aluno novo em sua classe.
Depois ele revela a Rani que faz parte de uma facção chamados Animais de Festa, um grupo de jovens – e não tão jovens – seres sobrenaturais. E mais: que ela deve se juntar a eles, já que é uma xamã adormecida que precisa de treinamento imediato, pois está sob a mira de Aiba, um xamã poderoso que se alimenta da força vital de seus semelhantes. Cética mas curiosa, de repente ela se vê mergulhada em uma aventura com seus novos e estranhos amigos para encontrar o Sino da Divisão, o único artefato mágico capaz de derrotar o destrutivo e cruel Aiba.
Como eu já falei logo no inicio do post, a Rani me cativou desde o começo. Pelo livro ser contado no ponto de vista dela, a leitura é simples e os pensamentos dela são bem direto ao ponto, e ela é mestre em fazer relações aos eventos que ocorrem ao redor dela com livros – preciso comentar o quanto que eu achei lindo ela mencionar Terry Brachett e Patrick Rothfuss? Acho que não, né? -, música, elementos históricos e outras coisas que ela gosta. Milhares de vezes eu me vi caindo na risada pelas relações que ela fazia, sem contar que eu também adorei os quadrinhos de anotações que tinham ao longo de todo o livro onde tinham comentários extras dela a respeito do assunto mencionado, dá inclusive a sensação que ela pegou o livro pronto e saiu fazendo anotações enquanto relia a própria história.
O livro se passa basicamente em Graúna – uma cidade no interior de Minas Gerais – e em seus arredores, e você sempre consegue ter menção à cidade o tempo inteiro já que ela sempre menciona elementos importantes daquela cidade, ruas e locais que são frequentados pelas pessoas da cidade, sem contar as coisas que os moradores fazem por lá – tomar sorvete é uma das principais hahahaha.
A ação na história vai crescendo à medida que a Rani vai ganhando conhecimento sobre suas habilidades e sobre as coisas que ela precisa fazer para conseguir impedir que Aiba consiga invocar o Grande Espírito e destruir a humanidade. Não existem momentos parados nos livros, mesmo os momentos onde ela tá na escola ou está tocando com a Marina são interessantes, e quando os Animais de Festa estão junto com elas, é ainda melhor!
Eles são parte ativa da história e cada um tem a sua personalidade muito bem formada pelo Jimmy, fazendo com que eu me cativasse com cada um dos personagens individualmente, mesmo que um deles fazem questão de disputar com o Grumpy Cat quem é mais mau humorado – yes, I did it! -, sem contar que eles são um grupo extremamente unido e, junto com a Marina, acabam se tornando pessoas essenciais na vida de Rani, mesmo não tendo nenhum elemento de semelhança com a personagem à primeira vista.
De forma geral tudo que eu tenho a dizer é que eu adorei esse livro, fiquei com aquele gostinho de quero mais no final e com certeza quero ler outros livros escritos pelo Jimmy no futuro, que não só se mostrou como um amor de menino quando eu o conheci na Bienal, como me mostrou que é um excelente autor! Congrats Jimmy, you rock!