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Coca-Cola Killer
Marcelino da Gama, o Coca-Cola Killer, o filho do "Monstro do Dafundo" é o exemplo perfeito da inutilidade. Imbecil por natureza, possui, no entanto, a arte para se aproveitar do meio em que se movimenta e, acima de tudo, sabe transformar as derrotas em vitórias para, tal como tantos ilustres do Portugal de ontem e de hoje, se elevar nos píncaros da glória e da fama.
Coca-Cola Killer é uma sátira divertida e inteligente sobre a hipocrisia e o cinismo, personificados num personagem fascisóide, que se aproveita do 25 de Abril para ascender na sua prezada carreira de diplomata.
Coca-Cola Killer é uma sátira divertida e inteligente sobre a hipocrisia e o cinismo, personificados num personagem fascisóide, que se aproveita do 25 de Abril para ascender na sua prezada carreira de diplomata.
384 pages, Paperback
First published November 1, 1981
About the author
António Victorino d'Almeida
15 books9 followersAntónio Victorino Goulart de Medeiros e Almeida é um compositor, maestro, pianista e escritor português. Dedica-se esporadicamente a outras actividades, como a realização de programas de televisão sobre música.
É pai das actrizes Maria de Medeiros e Inês de Medeiros e da violinista e compositora Anne Vitorino de Almeida.
É pai das actrizes Maria de Medeiros e Inês de Medeiros e da violinista e compositora Anne Vitorino de Almeida.
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Community Reviews
Displaying 1 - 8 of 8 reviews
May 5, 2011
O livro é hilariante e ao mesmo tempo sério, por ser tão irónico. O autor tem uma imaginação delirante, a tocar as raias da loucura. A linguagem é propositadamente rebuscada e divertida, mas por vezes torna-se um pouco cansativa de tão assoberbante.
February 28, 2021
Que António Victorino D´Almeida era músico e compositor já se sabia. Descobrir que sabia fazer música com as palavras foi uma revelação. O seu léxico parece um acordeão com uma pauta colossal.
Assim, o que seria um simples livro a preto e branco, torna-se um autêntico “arraial circense” com tamanhas acrobacias das suas engenhosas personagens - pena que a sua música erudita não seja a minha preferida.
A trama é narrada na primeira pessoa por Marcelo da Gama, uma figura com uma auto-estima bem acima da realidade, que se considera um homem “imodesto” e “prestigiado desde a sola dos sapatos à ponta dos cabelos” e retrata a vida de vários "salafrários" na época da revolução dos cravos.
Em suma, um livro excessivamente "sórdido" e "verborreico".
Termino com uma citação exemplificativa:
“E quando a megera desceu ao destemperado arrojo de deslizar a movediça mão de acordeonista sob o meu guardanapo, enquanto o Dr. Catita das Neves fazia uma curiosíssima dissertação sobre direito internacional público, a minha indignação atingiu o cume: vomitei…”
Assim, o que seria um simples livro a preto e branco, torna-se um autêntico “arraial circense” com tamanhas acrobacias das suas engenhosas personagens - pena que a sua música erudita não seja a minha preferida.
A trama é narrada na primeira pessoa por Marcelo da Gama, uma figura com uma auto-estima bem acima da realidade, que se considera um homem “imodesto” e “prestigiado desde a sola dos sapatos à ponta dos cabelos” e retrata a vida de vários "salafrários" na época da revolução dos cravos.
Em suma, um livro excessivamente "sórdido" e "verborreico".
Termino com uma citação exemplificativa:
“E quando a megera desceu ao destemperado arrojo de deslizar a movediça mão de acordeonista sob o meu guardanapo, enquanto o Dr. Catita das Neves fazia uma curiosíssima dissertação sobre direito internacional público, a minha indignação atingiu o cume: vomitei…”
February 10, 2022
Já lá vão mais de vinte e cinco anos que li este livro e ainda é o mais hilariante da minha vida. Nunca tinha rido sonoramente a ler e aqui... parava de ler com dores de abdominais.
O maestro António Victorino de Almeida é genial, não escreve de forma fácil e entendo que revire alguns olhos, com os seus delírios. Nunca esquecerei o aquário de lagostas em mayonaise!
Comprei-o há dias, de novo, desta vez para oferecer.
Sendo hilariante, não é leitura típica de entretenimento e sim um livro que provoca reflexão sobre os absurdos da vida que, todos os dias, aceitamos como normal.
O maestro António Victorino de Almeida é genial, não escreve de forma fácil e entendo que revire alguns olhos, com os seus delírios. Nunca esquecerei o aquário de lagostas em mayonaise!
Comprei-o há dias, de novo, desta vez para oferecer.
Sendo hilariante, não é leitura típica de entretenimento e sim um livro que provoca reflexão sobre os absurdos da vida que, todos os dias, aceitamos como normal.
January 4, 2020
"Mas a confiança fora atingida, órgão vital irrecuperável... O coração cansado vacilava, subitamente esgarçado, como um farrapo que se rasga em dois; o corpo dobrava-se sobre si próprio, rolava, pesado e inerte, no empedrado da rua, as faces engelhadas e pálidas como a alvura dos cabelos finos que lhe caíram sobre os olhos semiabertos..."
June 14, 2017
Tragédia cómica, retrato político de um Portugal passado e no entanto tão atual...
August 4, 2020
Uma sátira bastante atual da realidade politico-económica do país e da ideias pré-concebidas das suas gentes.
January 16, 2023
Este foi o livro que me fez voltar a gostar de ler em teen. Absurdo e hilariante
April 16, 2013
Não tão bom quanto eu esperava, mas mesmo assim não deixa de ser divertido.
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