O regresso às livrarias, mais de uma década depois, de uma obra de referência sobre a República de Vasco Pulido Valente e cuja análise e reflexão mantém toda a actualidade.
«Pouco depois do 5 de Outubro António José de Almeida perguntou, melodramaticamente, se 300.000 republicanos chegavam para manter em respeito 5 milhões de portugueses. A pergunta era boa, sobretudo porque, na melhor das hipóteses, os republicanos não passavam de 100.000.» Vasco Pulido Valente, in «A República Velha»
VASCO PULIDO VALENTE nasceu em Lisboa, a 21 de Novembro de 1941. Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa e doutorado em História pela Universidade de Oxford, é Investigador-coordenador do Instituto de Ciências Sociais (ICS-IUL). Leccionou no Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa, no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa e na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa. Foi Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro e Secretário de Estado da Cultura no VI Governo Constitucional (1980-1981) e deputado à Assembleia da República (1995). Colunista dos jornais Expresso, Diário de Notícias, A Tarde e O Independente. Comentador da T.S.F., da Rádio Comercial e da TVI. Foi ainda co-argumentista dos filmes O Cerco, de António da Cunha Telles (1970) e Aqui d'El Rei!, de António Pedro Vasconcelos (1992) e argumentista do filme O Delfim, de Fernando Lopes (2002). Publicou, entre outros, Os Militares e a Política: 1820-1856 (1997); A República Velha: 1910-1917 (1998); Glória (2001); Marcelo Caetano: As Desventuras da Razão (2002). Faleceu a 21 de Fevereiro de 2020.
“A sistemática mistificação do republicanismo esconde o facto central ao entendimento da história portuguesa entre o fim do século XIX e meados do século XX: o da manifesta impossibilidade de fundar um poder legítimo no sufrágio universal. Quem não percebeu isto não percebeu nada.” Vasco Pulido Valente