Considerada uma das maiores poetas da língua portuguesa, Orides Fontela é elogiada pelos maiores críticos, como Antonio Candido. Orides vivia em São Paulo, em extrema pobreza, enquanto produzia versos secos, doloridos, vulcânicos, impregnados de segredos e mistérios cósmicos. Teia, seu livro mais popular, vendeu duas edições em poucos meses, tornando-se um verdadeiro sucesso. Orides morreu na pobreza, em São Paulo, em 1999.
Orides Fontela (1940-98) foi autora de poemas que ficaram para a história da literatura brasileira do século XX. Sua obra é de um refinamento impressionante e acabou cativando críticos como Antonio Candido, Davi Arrigucci, José Miguel Wisnik e muitos outros. Segundo Antonio Candido, em seus poemas 'se encontram a quintessência das melhores linhagens modernas e a capacidade de lhes imprimir um cunho pessoal inconfundível'. Em 'Poesias reunidas 1969-1996', a obra de Orides, há tempos fora das estantes mas sem nunca ter deixado de circular, reaparece pela primeira vez completa e com uma bibliografia atualizada. Neste volume estão reunidos os livros 'Transposição' (1969), 'Helianto' (1973), 'Alba' (1983), 'Rosácea' (1986) e 'Teia' (1996).