Foi o primeiro livro de Moita Flores que li, e não será o último certamente.
Surpreendeu-me a escrita, o cuidado nas explicações, a forma como tudo se integrava perfeitamente.
O tema em si é interessante. Saber mais sobre o Douro é sempre bom, e quando o fundo da história é verídico, fico logo ainda mais entusiasmada. A Ferreirinha é o retrato de centenas de mulheres do norte, que têm muito mais garra do que qualquer pessoa julga e, num mundo onde normalmente apenas os homens reinavam, foi certamente uma mulher admirável :)
Gostei de acompanhar a sua história, gostei dos que a ajudaram e lutaram contra a praga maldita durante a sua vida. Tive pena por Francisco Torres, e irritei-me muito contra os filhos dela, que, coitada, teve sorte nos negócios mas algum azar com a família. Valeram-lhe os netos, que saíram melhor que os pais!
Quanto aos crimes que se juntam à história, e ao detetive/advogado Vespúcio Ortigão, só posso dizer que nunca ficou a sensação de que existiam apenas para encher páginas. E que no fim fiquei tão surpreendida como todos os outros com o revelar do terror! Quem diria? Nunca pensei, fui bem levada todo o livro, tão focada nas bruxas!
Sim, esta é uma história pequena que vale bem a pena ler, e deixou-me curiosa com os outros livros do autor :)