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O mito do governo grátis: O mal das políticas econômicas ilusórias e as lições de 13 países para o Brasil mudar

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O mito do governo grátis é um fenômeno político que promete distribuir vantagens e ganhos para todos, sem custos para ninguém. Está na raiz do declínio do vigor da economia brasileira e na estagnação do seu processo produtivo. O governo grátis, como expressão de controle social, é o ápice do ilusionismo político e, no Brasil, tem sido prática corrente por sucessivos governantes, deixando um rastro de atraso, decadência e injustiça social. Podemos considerá-lo o grande adversário da prosperidade e o inimigo número um da ascensão social e patrimonial dos brasileiros. Este livro oferece denúncia, antídotos e meios de superação desse mito. Paulo Rabello de Castro propõe uma reflexão aguda, apresenta dados consistentes e exemplos em todo o mundo, mostrando os efeitos nocivos desse regime e uma proposta lúcida e corajosa para o Brasil se libertar desse mito. Um brado de luta e de esperança.

611 pages, Kindle Edition

First published October 1, 2014

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Displaying 1 - 14 of 14 reviews
Profile Image for Eduardo.
3 reviews
April 9, 2015
O autor transformou uma ideia lúcida e perfeita em 500 paginas de um livro ruim. Esperava mais do que uma grande compilação de noticias de jornal, datadas e ate imprecisas.
Profile Image for Georges.
210 reviews3 followers
September 6, 2019
Todo brasileiro deveria ler esse livro. Podem discordar, podem questionar, mas trata-se de um excelente começo para um programa inteligente, completo e de longo prazo para o país. Universidades deveriam promover debates sobre as propostas do livro, o congresso e o senado deveriam destacar comissões para estudá-lo. Todos os políticos deveriam lê-lo e os políticos sérios deveriam se articular além de suas zonas de conforto e arregaçar as mangas para construir um futuro. Poucas vezes vemos um livro crítico da economia com propostas concretas e esse é uma das raras exceções. Sem medo de falar bem ou mal de ninguém o autor reconhece os méritos e defeitos em cada governo e constrói propostas para serem implementadas hoje, a partir da realidade de hoje. Não considero todas as propostas perfeitas, a da área de educação por exemplo está longe de estar boa, mas aponta a direção, mostra o problema, propõe um rumo. Nesse início de segundo governo Dilma estamos vivendo um período de ajustes, só que ajustes pressupõem um rumo que foi desviado, mas não temos rumo, portanto os ajustes nada são. Nesse livro Paulo Rabello de Castro mostra os desvios errados que tomamos no passado e traça um plano de como colocar o país na direção certa. Sem mágica, sem milagre, sem culpados, sem rancores. Recomendo.

P.S. O autor depois desse livro foi presidente do BNDES e se mostrou muito menor que o que ele faria supor por esse livro. Uma pena. O livro continua interessante, mas o autor perdeu a graça.
Profile Image for Mangualde.
30 reviews1 follower
June 12, 2018
O economista Paulo Rabello de Castro, pré-candidado à Presidência da República pelo PSL, procurou identificar fatores de sucesso e de declínio econômico e social por meio da análise da história recente de diversos países. Com isso, tentou colher elementos para propor soluções aos conhecidos problemas do Brasil, sobretudo os econômicos. Livro ambicioso, tem como virtude agrupar sucintas análises econômico-políticas de diferentes países. Em alguns momentos, contudo, peca pela pouca clareza e por uma abordagem simplista, ingênua até, das soluções propostas para o Brasil.
Profile Image for André Selonke.
200 reviews5 followers
November 20, 2025
qualquer conquista tem seu preço, mas o que deixamos como legado é o que fazemos a qualquer preço.

óbvio que nenhuma nação, por mais rica que seja, tem como sustentar, indefinidamente, a tragédia de um governo grátis, que destrói os músculos da sociedade, transformando-a num molusco que apenas deriva ao sabor das ondas de promessas refeitas e, ao final, sempre incumpridas.

Consciência, vontade e plano são elementos essenciais de uma virada.

O governo grátis é o grande adversário da prosperidade e o inimigo número um da ascensão social e patrimonial dos brasileiros.

Como expressão política de um coletivo dos cidadãos, o governo é a representação de vontades individuais harmonizadas e que dão significado à vida compartilhada por todos na polis

a prestação do serviço público tem que parecer mais valiosa do que o imposto que a financia.

o populismo se repete como experiência política de ilusionismo coletivo nos mais diversos países e nas mais variadas situações ao longo de toda a história humana.

dar a volta por cima e sair do governo grátis é sempre uma janela aberta para a liberdade de quem foi capturado pela espiral da mediocridade como forma de gestão pública.

só se chega à prosperidade sustentável com muito trabalho, seriedade e compromisso com o bem-estar das futuras gerações.

A grande dúvida sobre a China é se, ou quando, o país terá de fazer reformas políticas radicais, acabando com outro monopólio complicado, o do Partido Comunista.

O Estado gasta demais, o cidadão paga a conta, e isso se transformou no grande nó que amarra o desenvolvimento do país.

Gasta-se para nada. Gasta-se para agradar a grupos, para pacificar descontentes, para comprar mais poder, e, sobretudo, para ir ficando mais.

O afago do ego é inimigo do aperfeiçoamento da gestão.

maior pecado capital das últimas administrações federais no Brasil está no fracasso do esforço de investimento.

converte em investimento público; portanto, na soma, após a interferência patética do governo, a sociedade como um todo investe menos do que poderia, crescendo sempre menos do que seu potencial.

O Brasil ainda não conseguiu resolver a questão do domínio da racionalidade empresarial sobre as influências políticas nas empresas detidas pelo controle do Estado. Os grupos de interesse têm sempre levado a melhor dentro da empresa. A Petrobras é, possivelmente, o maior laboratório desse conflito permanente

setor sob influência estatal direta mais afetado pelos baixos investimentos é o setor elétrico.

um profundo desprezo pelo cidadão; uma ação típica de governo grátis, que faz bondades com o bolso alheio

governo grátis é inteiramente responsável pela decadência industrial do país. São erros sucessivos de políticas econômicas os responsáveis pela rampa descendente da indústria.

O Brasil é campeão mundial em pagamento de encargos sobre a dívida pública.

o Plano Real foi substituir a inflação da moeda falsa pela pior inflação, da tributação enlouquecida, conjugada aos juros mais altos do planeta.

dificuldade de fazer a elite nacional privilegiada sair dos seus processos de exploração de vantagens é uma marca registrada da sociedade brasileira. Atrás de um governo grátis haverá sempre uma elite inescrupulosa e antiética. O processo inflacionário só acontece quando o governo promove e as elites apoiam a escravização financeira e fiscal dos cidadãos. São milhões a serem explorados por meia dúzia de espertos.

governo grátis é tolerante com a inflação alta, pois é um modo semelhante ao que tinha antes, na fase dos preços galopantes, de manipular e manobrar a população com o coeficiente da mentira inflacionária.

as bases empresariais, fundamentais para o crescimento, estão sendo minadas e erodidas pelo próprio governo. Isso é a maior preocupação, mais do que a má gestão macroeconômica ou a deterioração do ambiente externo.

governo brasileiro pode apresentar ao mundo, com muito orgulho, uma rara combinação de resultados econômicos– uma das taxas de crescimento mais pífias do globo e uma inflação muito mais alta que a da maior parte dos países civilizados.

O caráter extrativo das instituições nacionais, antes subentendido na própria marcha inflacionária, se transforma em manifestação ostensiva com a hiperinflação dos preços: é o Estado literalmente se apropriando do dinheiro da população como “método” tosco de tributar a sociedade.

O conjunto dos benefícios concedidos é que vai se tornando pesado demais para a sociedade que o paga. Não importa qual benefício seja o mais antigo, o mais verdadeiro ou mais justificável por um critério de justiça. As bondades do governo grátis têm que caber no bolso do país que as financia.

Só na Argentina poderia um governo falsamente de esquerda se aliar a um grupo de extermínio de extrema-direita para matar esquerdistas radicais.

Afinal, os países que praticam o governo grátis são aqueles em que os contribuintes pagam duas vezes pela mesma conta: a primeira, quando recebem um serviço subsidiado ou até “gratuito”, porém de péssima qualidade, obrigando o pobre cidadão a buscar uma prestação de serviços alternativa, em saúde, ou em educação, transporte e segurança. A segunda conta do governo grátis vem com a alta tributação, para cobrir os desperdícios fiscais, a roubalheira geral e a incompetência na prestação de um serviço público. É possível que o desgraçado cidadão pague ainda uma terceira vez: com mais inflação e recessão da economia, fenômenos que normalmente acompanham o fim melancólico de um governo grátis.

O petróleo é responsável por praticamente todos os gastos do governo venezuelano, de programas sociais à compra de armamentos.

Quando o câmbio se descontrola completamente é sinal de que os capitais estão se retirando em massa.

Sonegação e corrupção são duas faces do mesmo problema.

A responsabilidade fiscal depende da vontade política da sociedade.

Oitenta por cento do gás utilizado pela Europa, 60% do consumido na Ucrânia e 39% do consumido pela Alemanha provém da Rússia.

A energia é um instrumento quase tão eficaz quanto o Exército Vermelho para manter as ex-Repúblicas Soviéticas em linha.

Rússia e Brasil são duas grandes economias altamente vulneráveis a vergar sob o peso de suas imensas riquezas naturais, contaminadas pela manipulação política dos preços de mercado e pela corrupção de suas elites.

a URSS, com exceção de armas, nunca produziu grande coisa.

A privatização dos ativos produtivos deveria ter sido acompanhada da introdução de um sistema de direitos de propriedade e da elaboração de um arcabouço jurídico para legalizar os novos títulos de propriedade.

Estima-se em mais de US$ 250 bilhões, durante a década de 1990, o total do desvio praticado contra o povo russo.

Era comum, e ainda é, o uso do Fisco contra inimigos políticos dos governantes. Aliás, esse mecanismo foi utilizado por Putin em todos seus governos para colocar muitos oligarcas na prisão.

O consumo de vodca na Rússia é o maior do mundo: aproximadamente 2 bilhões de litros foram consumidos em 2012, o equivalente a quatorze litros por cada homem, mulher e criança do país.

A Rússia é grande fornecedora de armamentos para vários países, especialmente aqueles que não conseguem comprar armas no Ocidente– nem mesmo na Suécia ou na Suíça–, como Venezuela, Síria, Irã e Coreia do Norte, ou países cujos integrantes querem embolsar uma “comissão” para efetuar a compra. Entidades não governamentais criminosas e terroristas são também notórias clientes de armas russas, em particular dos fuzis Kalashnikov AK-47 e RPG (Rocket Propelled Grenades).

Tal como a Argentina, a Rússia não se conforma de ter perdido a riqueza e o poder que teve no passado. E, como a Venezuela, a Rússia não conseguiu diversificar sua economia para ser menos dependente do petróleo.

economia americana é quase o dobro da segunda maior, a chinesa, ainda que, em paridade de poder de compra, estejam se aproximando. Mas a fragilidade americana provém do abuso dessa credibilidade que lhe é emprestada pelo mundo e que muitos americanos imaginam ser perpétua. Nada mais perigoso e duvidoso.

a maneira psicológica de defender os americanos é mostrar-lhes quanto se gasta em sua segurança. É um orçamento que convida aos mais diversos e poderosos interesses comerciais, transformando o negócio da guerra e do terror num segmento explorado e dominado pelos próprios americanos.

Os Estados Unidos são o último país avançado a adotar um sistema de saúde universal– com a introdução do sistema de saúde do presidente Obama, o Affordable Care Act, conhecido popularmente como ObamaCare.

O sistema americano de atendimento em saúde é tido como um dos melhores do mundo para o tratamento cirúrgico emergencial, mas é falho e caro demais no tratamento de doenças crônicas.

O que mais assusta é saber que o gasto militar americano é quase igual às despesas militares, somadas, do resto do mundo inteiro.

A URSS quebrou: morreu por sufocamento financeiro porque não pôde acompanhar os gastos militares americanos.

Há consenso que investimentos em ciência, tecnologia, educação e infraestrutura geram empregos produtivos.

No comunismo chinês, nada pode ser sem custo para alguém, nem mesmo a bala que tira a vida do condenado à morte, cuja execução a família tem que pagar. No comunismo tudo se paga, mesmo que seja com o custo do tempo perdido numa fila para se conseguir algo “grátis”.

A autoconfiança inabalável de Mao e da sua geração de seguidores fanáticos se deveu a vários fatores: o triunfo na guerra civil contra o Kuomintang; o aparato hegemônico e bem-organizado do Partido Comunista Chinês; a estrutura ideológica marxista-leninista que mapeava o futuro socialista; o apoio fundamental do Exército de Libertação do Povo.

a China adota um sistema comprometido em avaliar continuamente o sucesso ou o fracasso da gestão pública. É, ainda, um sistema sem pacto de liberdade política, mas com permissão tácita de alto grau de intervencionismo governamental e controle estatal.

Xi Jinping, parece ser um homem capaz de perceber bem que o avanço da China depende mais de humildade e paciência, jogando com o tempo e com inteligência, do que de uma soberba afirmação de potência no campo financeiro ou militar.

A China é paciente, sabe esperar e quer superar qualquer obstáculo que possa impedi-la de atingir seus objetivos nacionais. Uma de suas principais características é pensar a longo prazo.

A experiência social de Singapura é fincada na convicção da superioridade da iniciativa privada e da responsabilidade individual sobre a alternativa da planificação estatal e do distributivismo coletivista. Paradoxalmente, a economia altamente desenvolvida de Singapura, baseada no livre mercado, nasce de uma coordenação rígida de ações por parte do governo. O planejamento governamental vai na frente, abrindo espaços, que vão sendo ocupados pelas iniciativas individuais. Os resultados são cobrados de todos, governo e setor privado. O pensamento é de equipe; não prevalece a regra do “cada um por si e que vença apenas o melhor”. A ideia é que todos cheguem ao limite do seu potencial, fortalecendo o conjunto. O governo não se envolve diretamente na prestação de serviços sociais, que são financiados exclusivamente por fundos de investimentos privados. Mas a coordenação social pelo governo é permanente e intensa.

a grande inovação gerencial de Singapura em relação a outros países: diversificar as fontes de recursos oficiais, impedindo que a arrecadação de uma finalidade seja desviada, num mesmo bolo de recursos, para outro fim ou, pior, para fim nenhum. Os gastos sociais são financiados pelos recursos específicos de cada orçamento.

A indústria de transformação é bem diversificada, contando com os setores de eletrônica, refino de petróleo, produtos químicos, engenharia mecânica e ciências biomédicas.

Singapura foi avaliada como o país com o maior número (relativo) de empresas de economia familiar em todo o mundo. Os recursos humanos são variados e abundantes, com milhares de expatriados estrangeiros trabalhando em empresas multinacionais.

A Suíça financia o seguro de saúde com as taxas cobradas de pessoa por meio de um prêmio mensal e de um sistema de franquia, sendo que essas taxas independem do nível salarial do assegurado. Crianças e jovens em formação escolar pagam mensalidades menores, mas pagam.

A tendência de qualquer sistema político é de atender a reivindicações. Acomodar demandas. Expandir serviços.

Riksbank, o Banco Central sueco, o mais antigo do mundo, datando de 1668,

A Suécia está seguindo um caminho pioneiro na Europa: ela está diminuindo o nível de estatismo e o tamanho do Estado.

A carga tributária, ainda alta, parecida com a brasileira, é contrabalançada por um funcionalismo ágil e eficaz, pela simplificação das relações econômicas entre o Estado e o contribuinte, bem como pelo baixo grau de intervencionismo nas atividades econômicas e nos negócios.

A principal lição dada pela Suécia não é ideológica, mas prática. O “Estado grande” é popular não por ser grande, mas por ser eficiente, apesar de grande. O contribuinte sueco é visto e tratado com respeito, como um cliente do Estado que merece ser ajudado e não punido. O sueco paga imposto de bom grado porque há, de fato, um retorno tangível: transportes urbanos eficientes, escolas decentes, prestação de cuidados de saúde gratuitos para toda a população

À medida que a riqueza aumenta, aumentarão também as expectativas da população. Dois fatores– o envelhecimento da população e o crescimento do PIB– podem criar um gap entre as expectativas e a realidade fiscal dos governos federal, provincial e municipal.

No Canadá, o médico de família é o centro da assistência, e ninguém vai a um especialista sem passar por ele. Essa providência economiza recursos públicos. Destaca-se outro aspecto que ajuda a segurar a despesa bilionária em saúde: uma parceria eficiente, com papéis bem definidos, do governo com a indústria prestadora de serviços e com a própria população, tudo para manter os custos em saúde sob controle.

A valorização do peso deu aos mexicanos a impressão de que tudo era possível. Aconteceu na Argentina e na Grécia, respectivamente, com a paridade forçada do peso argentino ao dólar e com a adoção do euro pela Grécia. A história se repete cansativamente. Não se muda de caráter apenas mudando de roupa.

A economia mexicana é, efetivamente, a segunda mais desenvolvida da América Latina, só superada pelo Brasil. O PIB per capita do país, de US$ 15.613 em 2013, é superior ao do Brasil.

O México tornou-se a maior nação exportadora de automóveis da América do Norte, superando o Canadá e, mais recentemente, os Estados Unidos.

O pensamento econômico da Escola de Chicago parece afastado do polo social e das questões ligadas à superação da pobreza. Mas essa impressão é equivocada. O eixo central da crença liberal está fincado na capacidade do indivíduo de responder a bons incentivos e reagir a agressões da vida ou da natureza.

O Chile lidera também a América Latina em baixa inflação, desenvolvimento humano, competitividade, inserção na economia global, liberdade econômica e baixa percepção de corrupção.

A mineração de cobre representa 20% do PIB do país, e 60% da receita externa do Chile é proveniente de sua exportação. O Chile responde por um terço da produção mundial de cobre. A mina de Escondida é a maior do mundo e é responsável por 5% da produção mundial.

O sistema chileno de previdência é baseado na capitalização de recursos provenientes de várias fontes e em algumas características marcantes: Os contribuintes são os detentores das contas individuais, e as economias efetuadas na sua gestão são capitalizadas; A administração dos recursos pelos Administradores de Fundos de Pensão é profissional, feita por entidades dedicadas exclusivamente a esse fim; O Estado supervisiona e controla a arrecadação, investimentos e pagamentos, que são estritamente regulamentados.

O cenário deslumbrante que se descortina do topo da montanha, só os destemidos conseguem ver.

Os anos 1980 tornaram-se conhecidos na América do Sul como a “década perdida” devido à crescente dívida externa dos países da região, seus intratáveis déficits fiscais e a inflação estratosférica em vários deles.

O combate à fome, por exemplo, não é mais um gasto social preponderante em qualquer dos países da América do Sul– embora ainda o seja em várias regiões da África. Os desafios em relação ao saneamento, à saúde, à educação, à infraestrutura e à boa governança, esses sim, permanecem uma prioridade em países de nossa região, por estarem muito aquém do padrão de qualidade encontrado em países de alta renda.

A colombiana Ecopetrol tem hoje um valor de mercado maior que sua homóloga brasileira, a Petrobras, apesar de ser menor em ativos, produção e investimentos. Isso revela bastante, tanto sobre os acertos como erros das políticas econômicas da Colômbia e do Brasil. A Ecopetrol tinha em janeiro de 2013 um valor de mercado de US$$ 129,5 bilhões, maior que o da Petrobras, de US$$ 126,8 bilhões, apesar de a brasileira ter uma produção três vezes maior do que a colombiana.

Quem sofre com a desaceleração relativa do PIB é o cidadão, com a falta de poupança do lado do governo, que só sabe gastar em consumo, com a carência crônica de mais investimentos, com a estagnação da produtividade, com a pouca ou nenhuma competitividade e a ausência de inovação. E nunca parece sobrar dinheiro para o governo devolver em serviços de qualidade o dinheiro que recebe na forma de impostos. Não se trata de falta de dinheiro, mas de um problema de gestão pública.

a saúde pública é um problema totalmente escancarado a demandar urgente e eficiente resposta. O modelo de saúde é um fracasso. Deve ser revisto com coragem. A maioria dos brasileiros não deveria ficar na contingência de adquirir uma cobertura alternativa de saúde no setor privado por absoluta falta de eficiência na prestação pública.

O Brasil teima, há duas décadas, em produzir com menos vitalidade do que tem consumido e importado. A poupança interna é insuficiente, mesmo diante da urgência de se investir mais. O salto no investimento não acontece e não há geração de caixa na indústria para bancar tal investimento.

O governo não cria infraestrutura suficiente, tampouco produz bens e serviços de administração pública geral em quantidade e qualidade que compensem a sociedade pelo que ela pagou em tributos.

quanto mais o governo se apropria de lucros que seriam reinvestidos, ou de rendas pessoais que seriam poupadas e investidas, mais se derruba a taxa de eficiência da economia.

O Brasil continua provando que o apelo populista ao governo grátis vem casado com a exclusão do direito popular à riqueza empresarial, que nasce na mão do governo por meio de empresas estatais, mas jamais se converte em riqueza compartilhada por todos. O Brasil do governo grátis é também um Brasil que exclui o povo da riqueza em ativos rentáveis. O governo grátis é especialista em oferecer renda assistencial, a conta-gotas. Deixa o povo à margem da riqueza acumulada em ativos empresariais. Descumpre a missão social maior, que seria a de desconcentrar a riqueza nacional.

Prosperidade real é a possibilidade de apropriação acelerada e bem distribuída de todas as formas de riqueza.

O realinhamento da política de juros no Brasil é, de fato, a reforma financeira de que o país tanto precisa.

o produtor nacional é maltratado dentro do país, com impostos cavalares e burocracia ineficiente; na tentativa de compensar o empresário pelo mau tratamento, o governo grátis vende a ideia de alinhamento com o empresário por meio de medidas de proteção.

o governo deve confiar e entregar a missão aos brasileiros, algo que o Estado brasileiro raramente faz.
Profile Image for Cicero Marra.
354 reviews23 followers
November 16, 2016
Não é um livro deselegante à la Constantino, Narloch etc. Esse aí tem mais de 400 páginas. É verdade que às vezes soa como uma mega transcrição de palestras pra investidores, mas é preciso dar o crédito ao autor pela didática e pela escolha do termo "governo grátis". Essa foi a forma que ele encontrou pra criticar pensamento estatizante no Brasil, uma forma muito inteligente de não provocar nenhum dos lados e ainda se ater ao ponto principal sobre o qual direita e esquerda no Brasil deveriam prestar atenção. O autor, Paulo Rebello de Castro, foi criador do Movimento Brasil Eficiente e é hoje presidente do IBGE no governo Temer.
Profile Image for Marcelo Bahia.
86 reviews65 followers
April 11, 2020
Eu tentei. Juro que tentei. Apesar de me considerar um bravo guerreiro da leitura por ter encarado até o fim obras enfadonhas como O guarani e Competitive Strategy: Techniques for Analyzing Industries and Competitors, eu sucumbi a este livro. Após passar por todos os primeiros capítulos que descrevem o mito do governo grátis em Terra Brasilis, achei que a leitura melhoraria quando começassem os estudos de caso de outros países, dos quais tenho menos conhecimento. Após passar pela Argentina, Venezuela, Grécia e Rússia, o capítulo sobre os EUA foi demais para mim. Evoquei o princípio “minha vida é curta demais para ler algo ruim assim” e coloquei o livro, que me foi dado de cortesia, na pilha “para doação” (não foi para a pilha “para jogar na lareira” porque eu não tenho uma lareira).

Por que tamanho desgosto? O autor cospe fatos e notícias com a profundidade e reflexão de um noticiário televisivo. Em alguns momentos o livro me lembrou aqueles trabalhos de Geografia que fazíamos no colégio em que misturávamos conteúdos diversos de 2 ou 3 enciclopédias (infelizmente sou desta época das grandes enciclopédias de papel) e montávamos um texto com o número de páginas requeridas pelo professor depois de muito corte e colagem. O livro é lido como um grande trabalho de colégio mal feito, ou um jornal de papel longuíssimo escrito por um jornalista sem uma escrita que cause alguma empatia ao leitor. Fora o conceito principal do livro, que explica os motivos de o gasto excessivo ser tão sedutor para eleitores e eleitos em uma democracia ou para ditadores e cidadãos em um sistema totalitário, não há frameworks adicionais que ajudem o leitor a entender de forma mais completa o mundo que o cerca, como um bom livro escrito por um economista costuma ser.

O que é um desperdício, dado que a mensagem que ele busca passar é de extrema importância, principalmente em um país como o Brasil.

Frustrante para economistas pelo seu superficialismo e frustrante para não-economistas pela sua monotonia, mesmo com algum esforço sou incapaz de pensar em qual seria o público-alvo para este livro.
Profile Image for Edisom Rogerio A Hott.
84 reviews1 follower
February 1, 2021
Livro publicado em 2014. Defende que o mito do governo grátis seria o fenômeno político que estaria na raiz do declínio do vigor da economia brasileira e na estagnação do seu processo produtivo. Com base na experiência de diversos países, analisa diversos empecilhos ao pleno desenvolvimento do país.
Profile Image for Rodolfo Borges.
252 reviews3 followers
March 13, 2015
Pensado a partir do “Por que as nações fracassam”, o livro reúne uma série de obviedades bem embasadas por dados e embaladas por um conceito de fácil compreensão (o tal do governo grátis). Diante do museu de grandes novidades de syrizas, podemos, psóis e capitais nos séculos 21, 22, 23, etc, celebremos o óbvio.
Profile Image for Celso Rennó Lima.
238 reviews4 followers
June 19, 2015
Livro indispensável à todos aqueles que se preocupam e pensam o Brasil de nossos dias! Uma exposição clara, que ordena de forma didática os fatos e causas que colocam o Brasil na crise que se apresenta. Esta leitura nos auxilia a continuar acreditando na riqueza deste país e a lutar para colocá-la à serviço do seu povo!
Profile Image for Carlos.
Author 1 book2 followers
January 22, 2016
O tema muito me interessa, mas o desenvolvimento foi péssimo.
O texto fica num meio termo que é simplista para economistas e entediante para leigos.
Seria preferível fazer um livro curto sem dados numéricos muito detalhados e abordar apenas temas consagrados historicamente para evitar que os mesmos fiquem rapidamente datados e ultrapassados.
Profile Image for Ricardo Portella.
186 reviews
April 19, 2016
Idéias interessantes, mas mal apresentadas. O livro apresenta a ideia de que governos que gastam mal e não sabem de onde tirar os recursos para seu financiamento além do aumento abusivo de impostos, sempre levam a ruína seus paises e seus cidadãos. Estou de pleno acordo com esta tese, mas o livro é maçante e mal escrito. Repetitivo, macarrônico e acadêmico demais.
Profile Image for Samuel.
32 reviews2 followers
October 30, 2015
É essencialmente um livro de geografia do ensino médio. Isso não necessariamente faz dele um livro ruim, mas penso que ele deveria ser tipicamente vendido em livrarias do aeroporto por no máximo um terço do preço. O Texto é bem leve e não existe nenhuma análise muito original ou profunda.
Profile Image for Fortunato Russo.
55 reviews1 follower
March 28, 2016
I thought this book a very good one to those who want to know about the behavior of some countries in their way to achieve their development. It is a very good book to start knowing about free government and how it does not work.
Displaying 1 - 14 of 14 reviews

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