Elza é a aguardadíssima biografia oficial e definitiva de uma das maiores cantoras de todos os tempos e ícone cultural brasileiro. Zeca Camargo narra a história de Elza Soares, da infância pobre ao sucesso, consagrada em discos que marcaram a música brasileira e, mais recentemente, nos ovacionados e premiados A mulher do fim do mundo e Deus é mulher. Nas palavras de Zeca: “Esta é a versão final, definitiva, contada por ela. Elaborada por mim, mas a matéria-prima é a memória da Elza – e isso é muito, muito fascinante. É como um mergulho nessa vida maravilhosa e nessa trajetória incrível.” Com coordenação de conteúdo de Juliano Almeida e Pedro Loureiro, o livro foi construído a partir de muita pesquisa do autor e ao longo de dezenas e dezenas de encontros entre Elza e Zeca no apartamento da autora, no Rio de Janeiro. Foram momentos de conversas deliciosas e uma interação fantástica, transpostas em livro num texto ágil e revelador que funciona como um passeio pelas lembranças de uma de nossas maiores artistas.
Uma das principais personalidades do jornalismo cultural e da TV brasileira, Zeca Camargo foi correspondente da Folha de S.Paulo em Nova York, apresentador da MTV, repórter do Fantástico. É autor de diversos livros de não ficção, como ELZA e DE A-HA A U2.
“Não me ponha como Santa nesse libro”. Esse é o pedido da biografada ao biógrafo que, a meu ver, falhou. Não sei se por fascinação, amizade, falta de tempo, dinheiro ou talento, Zeca não cumpre a promessa feita a Elza e traz o clássico trio “vida, obra e Gloria”. Sem profundidade ou contraditório “ELZA” pouco empolga, quando não confunde o leitor numa linha narrativa com buracos, falta de linearidade e sentido, como a linha de raciocínio dos depoimentos da cantora, fonte quase única do livro. Uma pena.
Elza lutou e venceu sempre com um braço amarrado nas costas. A amarra do racismo, do machismo, da inquisição popular e midiática, da dor no corpo e no coração, da morte sempre presente em sua vida... Sempre algo jogando contra seu enorme potencial. E ela venceu. Se você busca essa jornada, o livro de Zeca Camargo é pra você. A pesquisa é caprichada e a análise da carreira é detalhada. O maior defeito, talvez seja o mesmo de muitas biografias nacionais, o famigerado final corrido. Senti falta de uma análise mais profunda da fase da Mulher do Fim do Mundo.
Elza merece mil estrelas, mas comprei o livro imaginando uma biografia, e a obra está mais para uma entrevista do que para uma história isenta sobre a diva. Escrito enquanto ela estava viva e baseado muito nas conversas do autor com ela, é uma ode, uma homenagem a uma mulher admirável, espetacular, maravilhosa... os adjetivos são poucos para descrever a grandeza dela. Deus definitivamente é mulher. E nem consigo julgar muito o autor, no lugar dele, indo a shows dela, convivendo com ela, eu também não conseguiria fazer outra coisa a não ser endeusá-la.
What can we say about the life of this incredible woman? Were it not a biography, I would not believe it! So much she has gone through! I was positively surprised by Zeca Camargo's writing - this is not a book I would have bought or chosen, but a friend lended it to me and I was mesmerised by the story.
História de vida interessantíssima, mas escrita deixou a desejar, assim como a falta de um desenvolvimento maior das ultimas décadas de carreira e da reinvenção da grande Elza, que foram meramente espremidos em seu final
Uuau... sabia por alto que a vida de Elza tinha sido pancada no passado, diversas formas de pancada. A excelente estrutura da biografia trása história pessoal e musical de Elza como fatos da potência que é essa mulher. Um dos melhores livros que eu já li.
Elza não é apenas uma biografia, é um relato visceral sobre a força da mulher brasileira. Zeca Camargo narra com maestria e sensibilidade a trajetória de Elza Soares: da fome e das tragédias pessoais à consagração mundial como a "Voz do Milénio".
O livro capta a alma da cantora — a sua rouquidão, a sua dor e, acima de tudo, a sua capacidade infinita de renascer. É uma leitura intensa, por vezes dolorosa, mas extremamente inspiradora. Uma homenagem à altura de uma lenda. Recomendo muito!
Esse livro é uma mistura de sentimentos... Ao mesmo tempo que é ótimo acompanhar a história da incrível Elza Soares a partir do seu ponto de vista, achei a escrita meio estranha (talvez seja o objetivo, como o autor fala no final do livro). Achei o texto MUITO repetitivo e confuso, principalmente no começo, o que acabou me deixando a sensação de texto mal feito (infelizmente), não sei, achei todas as escolha estranhas... Depois, mais para o final, o livro dá até uma engrenada e fica melhor de ler, mas acaba deixando tudo meio superficial. Mas aas imagens são bacanas e achei a edição bonita.
tive pouquíssimo contato com biografias - pra não dizer que não tive nenhum -, então acho um pouco difícil fazer um bom julgamento desta obra a partir do seu gênero. entretanto, as minhas considerações ao me basear nas críticas que li aqui são: - não, eu não acho que a escrita do zeca camargo seja ruim, e gosto muito dos cortes bruscos que ele faz para falar sobre algo que aconteceu um pouco antes ou um pouco depois daquilo que ele está dizendo. talvez essa deslinearidade funcione melhor na ficção, mas pra mim que não sou um leitor de biografias, não impactou negativamente. - eu concordo totalmente com as críticas sobre ele ter endeusado ela. este livro não possui uma gota sequer de neutralidade, o zeca camargo escreve o livro como um fã apaixonado escreveria. isso não estava me incomodando, mas achei muito engraçado quando - ao chegar no final do livro - elza pede para que ele não a pinte como uma santa. ele fez exatamente o contrário, o que eu achei engraçado, mas que me incomoda pensar que o desejo dela não foi atendido. - a história de elza é absolutamente impressionante. são muitas tragédias, tombos e solavancos, mas sempre se levantando e se reinventando. eu sabia pouquíssimo sobre ela, então a sua história de vida me chocou diversas vezes durante a leitura. minha jornada para conhecê-la apenas começou, pretendo consumir muitos conteúdos dela ao longo deste ano.
A historia de Elza é muito inspiradora e a forma como Zeca escolhe trazer isso para as paginas, em parágrafos espaçados, com a narrativa feito uma materia especial em uma revista, me envolveu demais. Li enquanto descobria a discografia de Elza e foi um otimo adicional a experiencia de leitura. Elza eterna! Deixem ela cantar!
Ps: pontos para a edição e diagramação, cheia de fotos belíssimas e papel de ótima qualidade.
Um passeio pela história dessa fantástica brasileira que sofreu (e as vezes sofre ainda) do mau de ser negra e profundamente competente num país ainda com muito viés.