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Big Tech - A ascensão dos dados e a morte da política

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Reunião dos principais artigos de um dos mais influentes especialistas em tecnologia e em internet do mundo, Evgeny Morozov. Big tech problematiza a lógica do chamado "solucionismo" tecnológico, que enxerga a tecnologia como panaceia para problemas que instituições falharam em resolver. O livro alerta que a internet e plataformas tecnológicas baseadas em dados pessoais (Airbnb, Uber, Facebook e Whatsapp, para dar alguns exemplos), diferente do que se costuma acreditar, podem servir de ferramenta contrária à democracia, dependendo da maneira como são usadas. Extremamente atual, abordando os efeitos positivos e negativos do universo automatizado em que vivemos, este livro faz parte da coleção Exit e comporta os textos essenciais do autor, inédito em português.

192 pages, Paperback

Published January 1, 2018

34 people are currently reading
423 people want to read

About the author

Evgeny Morozov

28 books308 followers
Evgeny Morozov is a contributing editor to Foreign Policy and runs the magazine's "Net Effect" blog about the Internet's impact on global politics. Morozov has been a visiting scholar at Stanford University, a Schwartz fellow at the New America Foundation, a Yahoo! fellow at the Institute for the Study of Diplomacy at Georgetown University, a fellow at George Soros's Open Society Institute, and the Director of New Media at Transitions Online.

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Displaying 1 - 25 of 25 reviews
Profile Image for Alfredo.
470 reviews602 followers
November 13, 2024
Nem acredito que sobrevivi a esse livro deprimente, hahaha

"Big Tech" é uma coleção de ensaios sobre o uso de dados por grandes empresas de tecnologia, e os riscos que isso apresenta para nosso futuro, nossa democracia e nossa sociedade. Ainda não temos consciência da dimensão dos problemas que essas gigantes trazem para nossa realidade, e acreditamos nelas para resolver problemas corriqueiros. Enquanto isso, elas transformam direitos fundamentais básicos — liberdade, transporte, saúde — em mercadoria.

Os textos são reveladores e preocupantes. Em determinado momento, achei as perspectivas tão tristes que precisei pausar a leitura por um tempo. Ainda assim, e talvez justamente por isso, devemos ficar alerta. A boa informação talvez seja a última coisa que nos resta para garantir nossa sobrevivência em um mundo cada vez mais complexo.
Profile Image for Suellen Rubira.
955 reviews89 followers
November 1, 2021
Acho que todos aqueles que se preocupam minimamente com o destino da politica e das sociedades deveria ler esse conjunto de ensaios.

Para além da gasta discussão "ai porque o meio digital isso e aquilo, há uma análise de como essa precarização da vida é uma estratégia que surgiu no âmbito da vida concreta.

Morozov analisa, por exemplo, como a Uber encontrou um terreno já precarizado, com leis trabalhistas cada vez mais frágeis para colocar suas garras. A Uber ñ teria tantos motoristas se engenheiros, professores, contadores e tantas outras profissões já ñ estivessem massivamente enfraquecidas. Assim, essas empresas malignas são a consequência de um estado destrutivo e não necessariamente a causa.

Enfim: leiam. A linguagem é muito acessível e ele traz exemplos bem concretos.
Profile Image for Dandara Lima.
14 reviews3 followers
January 10, 2019
Livro URGENTE e demasiado atual. A edição da UBU traz uma apresentação do autor inédita e escrita em novembro de 2018 que faz referência às eleições brasileiras.

Todo o livro dialoga com o que estamos vivendo e me fez enxergar o “fenômeno” das fake news de uma forma nova lançando luz em minhas ignorâncias e hipocrisias no que tange o extrativismo digital e o que as democracias têm a ver com isso.
Profile Image for Lucas Terra.
7 reviews6 followers
October 2, 2020
Suddenly moving to a farm and dropping a career in digital product design felt like a brilliant idea. This book may or may not have had something to do with it.
Profile Image for Cintia Andrade.
487 reviews51 followers
August 26, 2019
O livro é uma coletânea de textos de Morozov sobre tecnologia, política, ideologia e ética. É maravilhoso e questiona profundamente a nossa cultura de inovação desprovida de crítica e nossa relação com as corporações. Por vezes, por se tratar de textos isolados, tive a percepção de entrar no meio de uma conversa, mas isso não tirou o brilho do texto e das ideias apresentadas aqui.
Profile Image for Gui.
42 reviews6 followers
October 25, 2020
É bem verdade a frase na qual se afirma que ideologias são tão mais fortes quanto mais inconscientemente atuam nas pessoas.

Esse livro traz uma série de reflexões de como a tecnologia é usada para promover uma série de ideias e valores ao mesmo tempo que serve de escudo para esconder as possíveis causas e origens de diversos problemas atuais.

Leitura recomendada para quem deseja fazer reflexões verdadeiramente críticas dos problemas atuais e, por consequência, de soluções realmente viáveis para o futuro.

Da mesma forma que não se cura um braço quebrado apenas tratando a dor da fratura, os problemas atuais não serão corrigidos remediando apenas os seus efeitos. É necessário tirar as vendas dos olhos, encontrar a fratura e atuar sobre a causa, pois só assim serão evitadas dores similares futuras.

E, acreditem: há muitos interessados na venda permanente de analgésicos para uma sociedade constantemente doente.
Profile Image for ju motter.
127 reviews17 followers
June 18, 2021
Uma leitura introdutória, porém essencial, sobre as big techs e a plataformização de tudo.
Profile Image for Fábio de Oliveira Martins Martins.
23 reviews2 followers
January 7, 2020
estamos diante do nosso próprio aquário digital, repleto de peixes mortos que, milagrosamente, continuam a nadar. 14

A aldeia global jamais se materializou - em vez disso, acabamos em um domínio feudal, nitidamente partilhado entre as empresas de tecnologia e os serviços de inteligência. 15

Nesse contexto intelectual mais amplo é que se entende por que Steve Jobs (que em 2005 reconheceu a influência de Brand e do Whole Earth Catalog em seu modo de pensar) pôde, com tanta facilidade, se apresentar como um herói da contracultura que enfrentava os poderes estabelecidos. 18

o que se nota é que o Vale do Silício encampa a mesma retórica da emancipação por meio do consumo (...) Não resta quase nenhuma restrição social, econômica ou política que o Vale do Silício não tenha se empenhado em romper. 19

O apelo global desse tipo de retórica somente pode ser entendido se lermos essas tendências em contraposição a outras duas: a primeira é o surgimento da desconfiança pós-moderna diante de tudo o que seja remotamente consolidado (...) e, a segunda, o triunfo da ideologia neoliberal subsequente à Guerra Fria que suprimiu com êxito aspectos não econômicos da nossa existência social. 19-20

A esquerda, que nunca se distinguiu por narrativas empolgantes de cunho tecnológico, não tem nada parecido a oferer. Pior ainda, jamais vai propor algo assim se não reescrever a história da internet. 20-21

Uma discussão adulta e madura sobre a construção de um futuro tecnológico robusto tem de partir do reconhecimento de que esse futuro tecnológico deverá ser desvinculado do neoliberalismo. 24

Há um motivo simples para o debate digital parecer tão vazio e inócuo: definido como "digital" em vez de "político" e "econômico", desde o princípio o debate é conduzido em termos favoráveis às empresas de tecnologia. 29

Talvez devêssemos abandonar por completo a dialética tecnologia/progresso. 30

as empresas do Vale do Silício estão construindo o que chamo de "cerca invisível de arama farpado" ao redor de nossas vidas. 31

Nós sucumbimos ao que o teórico social brasileiro Roberto Mangabeira Unger chama de "a ditadura da falta de opção": espera-se que aceitemos que o Gmail seja a melhor forma possível de usar o correio eletrônico e que o Facebook seja a melhor e a única maneira possível de nos conectarmos em redes sociais. 35

Se "todos os dados são relevantes para o crédito", e a privacidade for inacessível aos pobres, eles devem se preparar para tempos difíceis. 37

Para o filósofo italiano Remo Bodei, o delírio não se deve a uma carência de atividade psíquica, como postulam certas teorias psicanalíticas, e sim de seu excesso. 38

Diante de todos os problemas, o Vale do Silício sabe regir apenas de duas maneiras: produzindo mais "computação"(ou códigos de programas) ou processando mais "informações" (ou dados). 39

inspirados pelo Vale do Silício, os formuladores de políticas redefinem os problemas como se fossem causados, sobretudo, pela insuficiência de informações, ao mesmo tempo que contemplam soluções que só visam a uma coisa: fornecer mais informações por meio do uso de aplicativos. 41

Há quase uma década nos tornamos reféns de dois tipos de disrupção. Uma delas é cortesia de Wall Street; a outra, do Vale do Silício. Elas dariam uma ótima cena, daquelas em que aparecem um policial bom e o outro mau: um prega a escassez e a austeridade, o o utro celebra a abundância e a inovação. Embora pareçam diferentes, um não existe sem o outro. 43

Em que medida precisamos amar a inovação - a verdadeira religião dos tempos atuais - para não notarmos que, no fim das contas, o preço efetivo de um avanço tecnológico, ao menos no exemplo do teatro de Barcelona, é que a arte ficou mais cara? 46

Ainda é possível morrer por falta de comida, mas não por falta de conteúdo. 49

Na utopia do livre mercado concebida por pensadores como Friedrich Hayek - o verdadeiro padroeiro da economia compartilhada -, a reputaçõa de uma pessoa também reflete o que outros participantes do mercado conhecem sobre ela. (...) Na realidade, porém, em nenhum lugar se vê um mercado de reputações tão fluido e dinâmico. Inclusive, a inexistência desse mercado foi realçada num processo judicial recente nos Estados unidos. Motoristas de uber foram acusados de discriminar portadores de deficiências físicas ao se recusarem a levar cadeiras de rodas nos porta-malas dos carros. 57-58

O que há na plataforma uber que os táxis convencionais não podem obter? Três elementos podem ser considerados os mais importantes: uma infraestrutura de pagamento que facilita as transações; uma infraestrutura de identidade que deixa de fora os passageiros indesejáveis; e uma infraestrutura de sensores, incorporada aos celulares, que rastreia em tempo real tanto a localização do passageiro como a do veículo. 59

De acordo com [Carl] Bildt, "as barreiras contra a livre circulação de dados são, na verdade, barreiras contra o comércio". 72

Em essência, os cidadãos não só perdem o direito à privacidade, como as próprias tentativas de esconder algo serão tidas como ofensa ao livre-comércio ou como iniciativa de solapar a segurança nacional. 75

Mas o maior problema desses contos de fadas otimistas e utópicos é que eles racionalizam as patologias do atual sistema político e econômico, apresentando-as como opções conscientes de estilo de vida. É bom poder escolher entre alugar e possuir, entretanto essa é uma opção inviável para muita gente que não dispõe de alternativas além de pagar aluguel. 79

Se as intervenções políticas devem ser - para fazer uso das expressões da moda - "baseada em evidências" e "voltadas para resultados", a tecnologia está aqui para ajudar. / Esse novo tipo de governança tem um nome: regulação algorítimica. 84

A regulação algorítimica é perfeita para assegurar o cumprimento de um programa de austeridade, deixando intocados os responsáveis pela crise fiscal. (...) não há mais essa clareza ideológica - coo se a própria escolha de como alcançar esses "resultados desejados"fosse apolítica e não nos obrigasse a optar entre concepções de vida comunitária distintas e muitas vezes incompatíveis. 87

Como o Vale do Silício continua a corromper nossa linguagem com a sua interminável exaltação da disrupção e da eficiência - conceitos em desacordo com o vocabulário da democracia -, nossa capacidade de questionar o "como" da política fica debilitada. 88

[Mencionando Agamben] Já que governar as causas é difícil e caro, é mais seguro e útil tentar governar os efeitos.(...) "As causas exigem ser conhecidas, enquanto os efeitos apenas podem ser verificados e controlados. " 89

Depois de todos os ativos estatais terem sido privatizados, chegará a vez dos dados. 93

Qual é, então, a alternativa progressista? (...) Primeiro, mesmo os governos de esquerda têm espaço limitado para manobras fiscais, uma vez que o tipo de gasto discricionário que é preciso para modernizar o Estado de bem-estar social nunca seria aprovado pelos mercados financeiros globais. E são as agências de classificação de crédito e os mercados de títulos - e não os eleitores - que hoje estão no comando. / Em segundo lugar, a crítica esquerdista do Estado de bem-estar social se tornou ainda mais relevante na atualidade, quando se embaralham as fronteiras nítidas entre o bem-estar e a segurança. 97

Como construímos um bem-estar social que seja ao mesmo tempo descentralizado e ultraestável? (...) Criar condições apropriadas para o surgimento de comunidades políticas em torno de causas e questões que lhes pareçam relevantes seria outro passo. 100

A granularidade e rastrabilidade das relações sociais mediadas digitalmente permitem transformá-las em mais um instrumento daquilo que Michel Foucault chamou governamentalidade. Em vez de apelar para o bem-estar da comunidade ou para o interesse próprio do consumidor no mercado, é possível regular o comportamento individual usando a própria amizade como ferramenta de governança, 104

se os pesquisadores constatam, por exemplo, que uma escoal rural com um professor educa os alunos melhor do que uma esocla com dois professores, tal constatação se torna "aproveitável" mesmo sem teoria. (...) O Fim da teoria, previsto por Chris Anderson na revista Wired em 2008, chegou a esse terreno um pouco antes: quando tanta coisa pode ser observada, estudada e testada, os debates teóricos e filosóficos exaustivos só atrapalham. [ironia] 108

A pobrezam então, torna-se um programa de informações que pode ser combatido com as ferramentas informacionais que geram os dividendos da vigilância. 109

O que nem a NSA e nem os governos eleitos parecem entender é que, em questões de infraestrutura digital, a política interna também é política externa; não há como abordá-las isoladamente. 124

Se esse é, de fato, o futuro para o qual caminhamos, é óbvio que as leis não serão muito úteis (...) o que agora é obtido por meio de intimações e ordens judiciais poderia ser inteiramente coletado por intermédio de transações comerciais. 130

somente por meio do ativismo político e de uma vigorosa crítica intelectual da própria ideologia do "consumismo da informação" subjacente a essas aspirações poderemos prevenir o inevitável desastre. 131

Mias de três décadas atrás, Michel Foucault revelou-se presciente ao afirmar que o neoliberalismo transformaria todos nós em "empreendedores de si", porém não podemos esquecer que o empreendedorismo também tem suas desvantagens: como a maioria das atividades econômicas, tem efeitos colaterais negativos, desde a poluição até o ruído. 134

Essas "questões digitais" são de fundamental importância para o futuro da privacidade, da autonomia, da liberdade e da própria democracia. São questões que devem ser relevantes para todos os partidos políticos. 135

A premissa básica da democracia nào é a de que vamos acabar obtendo a resposta mais congruente com a realidade empírica, e sim que vamos elaborar mecanismos e procedimentos institucionais que permitam às pessoas com visões banstante diversas e opostas não apenas se enfrentarem abertamente, como aproveitarem essa oposição para reforçar a saúde do sistema político. 142

Enquanto a nossa experiência fenomenológica do mundo não se conformar aos modelos simplistas por trás da maioria dos sistemas de IA, não deveríamos nos surpreender ao ver mais e mais pessoas caindo em fake news: as notícias podem ser completamente falsas, mas, pelo menos, admitem uma complexidade narrativa irreconhecível por Alexa ou Siri. 143

É bem possível que o modelo freemium - exaltado por muitos como o advento de um novo tipo de capitalismo, humanitário, protetor e benéfico para os pobres - tenha se revelado, na verdade, apenas uma etapa transitória e muito incipiente da transformação digital. 149

O pressuposto implícito em muitos relatos contemporâneos a respeito da transformação digital é que, como se trata de tecnologia e esta em geral significa progresso, qualquer desvio do atual modelo capitalista deve mudar para um sistema melhor, mais progressista e mais equitativo. 154

Sem dúvida, vale a pena lutar por um mundo pós-capitalista, mas não se ele reintroduzir as piores formas de feudalismo. 162

O extrativismo de dados tem consequências políticas e econômicas. no campo político, vemos a redução de oportunidades que supostamente deveriam aumentar com o crescimento e a difusão maior das tecnologias digitais; projetos ambiciosos - seja a reforma dos sistemas de saúde, ou de educação, o u da administração pública - requerem cada vez mais alguma maneira de intermediação por parte dos provedores de serviços digitais. No campo econômico, vemos uma riqueza imensa ser acumulada por apenas um punhado de investidores que se mostraram inteligentes e rápidos o bastante para investir no setor de tecnologia. 166

Estado de bem-estar digital em que a maioria do serviços será fornecida pelas gigantescas empresas digitais, ávidas por dados. 168

um mundo no qual as maiores empresas também são os principais provedores de segurança e bem- estar é um mundo que deixou de acreditar na existência de ideologias concorrentes ou na perspectiva de mudanças revolucionárias. 172

Duas ideias relacionadas, e que valem a pena ser contestadas, também merecem a atenção crítica da sociedade civil. Uma é a ideia de que todas as características negativos do mundo digital - desde a vulnerabilidade dos computadores aos ataques cibernéticos até a sensação de cansaço e distração que muitos de nós sentimentos ao usar as mídias sociais - não passam de uma consequência natural da nossa incapacidade de controlar nossos desejos. A outra é a ideia de que a liberdade é algo a ser buscado e adquirido no mercado, e não o resultado de lutas coletivas na arena política. 177

Recuperar o papel da tecnologia como uma força emancipatória, que não se limita ao papel neoliberal que lhe é atribuído pelo Vale do Silício: talvez essa seja a maior contribuição que a sociedade civil pode dar ao atual debate digital. 181

O problema não são as fake news, e sim a velocidade e a facilidade de sua disseminação, e isso acontece principalmente porque o capitalismo digital de hoje faz com que seja altamente rentável - veja o Google e o Facebook - produzir e compartilhar narrativas falsas que atraem cliques. 184

Precisamos fazer com que os anúncios virtuais - e a ânsia destrutiva de clicar e compartilhar que os acompanha - tenham menos influência no modo como vivemos, trabalhamos e nos comunicamos. Ao mesmo tempo, precisamos delegar mais poder de decisão aos cidadãos - e menos a especialistas facilmente corrompidos e corporações venais. 186

Isso significa construir um mundo em que o Facebook e o Google não exerçam tanta influência, nem monopolizem a solução de problemas. 187
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Isabella Corrêa.
6 reviews2 followers
Currently reading
February 5, 2019
Morozov logo no prefácio fala sobre como aplicativos como Uber que causou impacto mundial ,o exemplo disso foi ,o afrouxamento das leis trabalhistas ao redor do mundo.Reafirma a analogia de que "os dados são o petróleo do século XXI". Ele fala sobre a crença que os dados irão solucionar as contradições capitalistas .Morozov fala sobre todos os ônus do negócio do petróleo e nos faz refletir sobre os pontos negativos de toda essa demanda por essa tecnologia de dados.Cita os países que despontam no quesito de nos serviços de inteligência artificial que são Estados Unidos e China e nessa corrida tecnológica com medo da dependência dos serviços estrangeiros ,Mozorov salienta que ,podem despontar também a Russia e a Índia.O Brasil Também percebe a importância da soberania tecnológica principalmente depois das divulgações de Edward Snowden que mostrou as fragilidades perante a vigilância global.Nós fomos um dos primeiros países a preocupar com direitos digitais implantando o Marco Civil.As plataformas digitais prometem garantir os direitos públicos duramente conquistados, em serviços eficientes proporcionados pelo setor privado,mas desprovido de garantias ,por isso iniciativas como o Marco Civil são tão importantes.Tendo em vista essas colocações, é mais que plausível afirmar que, quem domina a tecnologia mais avançada, também domina o mundo.Tendo em posse todos esses dados empresas como Facebook e a Alphabet podem comprometer a ideia de uma política democrática dando nos uma ideias ilusória de liberdade.O modelo Big Tech funciona de tal maneira que não damos a devida importância se as noticias lançadas na rede são verdadeiras ou falsas . Mozorov fala dessa atuação nas eleições de 2018 que tornam as plataformas digitais agentes políticos.Sob a perspectiva das plataformas digitais as famosas fake news, se propagam mais,por isso são noticias mais lucrativas.Se não houver o controle dessa infraestrutura,corremos o risco do afogamento da democracia em um demagogia digital.
Profile Image for Mácio Meneses.
62 reviews2 followers
January 31, 2021
Excelente livro para quem deseja ter uma visão um pouco mais crítica sobre o Vale do Silício e as Big Tech. É inegável que muitas das novas tecnologias trouxeram diversos benefícios para humanidade, mas a discussão que o Evgeny Morozov nos convida a fazer é a de que a mentalidade neoliberal do Vale do Silício está criando uma mercantilização de todas as instâncias da nossa vida, pondo em cheque a ideia do Estado de bem-estar social. Ao mesmo tempo, estamos testemunhando o crescimento do Estado de vigilância, em que grandes líderes mundiais sabem cada vez mais sobre nós, com seus bancos de dados alimentados pelas próprias Big Tech, ameaçando as nossas liberdades individuais. O livro termina com tendências para o futuro e possibilidades de intervenção com que poderíamos abordar os problemas levantados.

OBS: Li o livro através da recomendação do ótimo podcast "Tecnocracia". Se você não conhece ainda, pode ser interessante ouvir o primeiro episódio desse podcast antes de ir para a leitura do Morozov.
Profile Image for Gabriel Lellis.
37 reviews2 followers
June 30, 2025
Este livro é uma coletânea de textos fundamentais para entender um pouco melhor como a tecnologia, representada principalmente pelas Big Techs, está decretando a morte da política como conhecemos hoje, e aos poucos está substituindo o neo liberalismo por uma espécie de novo feudalismo baseado em dados.

Contemporâneo e esclarecedor, mas mesmo eu, que tendo a ser menos otimista com o futuro da humanidade, tendo a achar que Morozov acaba projetando um futuro sombrio em excesso, usando muitas vezes de um futurismo absurdo como moeda de troca para justificar seus argumentos.

A prova disso é como ele, por exemplo, errou várias de suas previsões (como quando ele fala do finado Google Glass como um dos ápices do extrativismo de dados na vida humana).

Ainda assim, consegue ser extremamente atual, principalmente quando fala sobre Fake News e Inteligência Artificial.

No final das contas, um grande manifesto sobre a importância de regularmos as Big Techs.
Profile Image for Gabriel de Ávila.
5 reviews
May 4, 2023
A obra acerta na sua temática e na lógica de apresentação dos conteúdos, sendo um material excelente para quem se preocupa minimamente com as questões de privacidade e direito aplicado ao meio digital. Isso se torna muito mais relevante quando nos defrontamos com a criação de legislações cujo objeto principal ou secundário são as big tech!
Por outro lado, os marcos que denunciam a temporalidade da obra podem fazer com que ela se torne menos atraente com o passar dos anos, seja pela dependência do contexto histórico anterior a 2018 ou pelo descolamento dos modelos de negócio adotados pelas big tech citadas e potenciais novas entrantes. Outro ponto negativo são as conclusões que tendem a ser mais descritivas ao invés de apostar apenas na emancipação do indivíduo para enxergar quais atores da sociedade deveriam adotar quais papéis para um progresso coletivo.
Fora isso, livro impecável, acessível e extremamente relevante!
Profile Image for honey.
146 reviews10 followers
August 22, 2025
Leitura bastante agregadora. Obviamente houve algumas discordâncias com a perspectiva do autor em determinados pontos. Penso que alguns pontos soaram utópicos, para não dizer inocentes, já que utópicos não necessariamente colocam o argumento como negativo - em certo ponto é necessária essa visão utópica.
Meu maior problema com o livro foi a não estruturação no formato de artigo acadêmico. Senti falta de referências para cada autor e cada menção dele, penso que enriqueceria bastante o livro, mas gostei do fato de adicionarem como nota de rodapé o título original e o local de publicação de cada capítulo (a maioria em jornais alemães, em algum momento vou me arriscar a buscar direto da fonte).
No mais, 4 estrelas.
Recomendo.
Profile Image for Leonardo Longo.
188 reviews16 followers
November 21, 2020
Evgeny Morozov expresses skepticism about the popular view that the Internet is helping to democratize authoritarian regimes, arguing that it could also be a powerful tool for engaging in mass surveillance, political repression, and spreading nationalist and extremist propaganda.
In an interesting and important approach, that goes against the best sellers, Morozov’s books examine the ways in which technology might be diminishing rather than enhancing democratic life.
Profile Image for Thiago Da silva.
101 reviews4 followers
July 5, 2021
Um bom livro para entrar no assunto e perceber problemas trazidos pelas novas formas de comunicação. O livro é uma coletânea de artigos, portanto há algumas repetições de ideias; os artigos foram escritos para a imprensa, portanto não é baseado em pesquisa mais "dura". Mas o autor conhece bem o assunto e se mostra capaz de apresentar os problemas para quem está chegando agora no tema. Vale a pena.
Profile Image for Thiago Lima.
65 reviews5 followers
February 21, 2020
Big Tech: A ASCENSÃO DOS DADOS E A MORTE DA POLÍTICA
Livro escrito por Evgeny Morozov

Excelente livro sobre o domínio das grandes empresas que trabalham com dados. Fala sobre fake news, precarização do trabalho, plataformas digitais, e mostra como as democracias se transformaram nos ultimos anos. Vale muito a Pena.
Profile Image for Peter Fussy.
29 reviews
March 29, 2021
Por ser uma coleção de ensaios/artigos, o livro não desenvolve um argumento do começo ao fim e acaba se repetindo algumas vezes, sem se aprofundar muito em temas importantes. De qualquer modo, a análise de Morozov é importante para entender o jogo entre economia, política e o que chamamos de tecnologia.
Profile Image for Pascoal Martorelli.
250 reviews2 followers
July 29, 2025
É um olhar provocador da realidade que vivemos e os rumos que estamos escolhendo pela ela. Escolhendo não, sendo empurrados silenciosamente. Tem um tom alarmista que acho exagerado. Ou eu que sou ingênuo.
Profile Image for Edkallenn Lima.
210 reviews
January 25, 2022
Livro EXCELENTE e extremamente atual em sua abordagem. A crítica nunca é vazia e o autor jamais deixa de enveredar nos meandros dos assuntos que aborda. Livro de leitura premente. Recomendadíssimo!
Profile Image for Bia.
257 reviews
July 5, 2023
Bem alinhado às discussões em voga sobre o poder da Big Tech na construção de um mundo cada vez mais reducionista e menos imaginativo.
Profile Image for Amanda Roldan.
10 reviews6 followers
July 15, 2025
Os artigos desse livros foram escritos lá por 2014, 2015 - o mais recente é de 2017. Lê-los em 2025 é dar ✨️risos nervosos✨️ em todas as páginas
Profile Image for Gabriela Gonçalves.
309 reviews6 followers
March 13, 2025
Esse livro é muito interessante e muito atual também. Fala sobre como as Big-Tech, empresas/plataformas que fazem uso intensivo de dados, se aproveitam da crise das instituições democráticas e da ideologia neoliberal para ascenderem e se venderem como a grande solução para nossos problemas. E daí começa a bola de neve que vemos: precarização de mão de obra, liberalização do mercado de trabalho, individualização da política, mudança da identidade de cidadão para consumidor etc. E como essas plataformas tentam nos distrair ao máximo para obter dados em maior quantidade por meio de estratégias inteligentes para nos levar a entregar nossos dados, ou a cedê-los voluntariamente. Enfim, vale muito a leitura !!
Profile Image for Pedro Tardio Ascarrunz.
164 reviews
March 17, 2021
Este livro traz bastante conhecimento sobre como estamos sendo "manipulados" atualmente por grandes empresas, como nossas ações no presente tem direta relação com o tipo de comportamento que temos. Mas nem tudo e triste ou aterrorizador no livro, temos opções ainda disponíveis para viver tranquilos no mundo caótico. Livro muito interessante para pessoas curiosas ou que simplesmente querem entender melhor o tipo de vida que levamos, e o porque de algumas situações que estamos vivendo.
Displaying 1 - 25 of 25 reviews

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