"Na obra, partindo de sua experiência clínica, a autora relata casos em que a má-fé está presente no dia a dia de seus pacientes. Há uma ambiguidade do pensamento que evita o conflito interno como se o sujeito não quisesse se responsabilizar pelo que ele vê, pensa ou faz. De acordo com a autora, a mentira, o cinismo e a hipocrisia perderam status de algo imoral, pois a educação dos pais tornou-se frouxa."
Una visione post-freudiana su un mondo in continuo cambiamento. Tante mutazioni a una tale velocità da far cadere nell'indefinito, nell'ambiguità appunto. Se per molti argomenti delicati sembra avanzare "critiche" molto ferree, forse troppo a un primo occhio, le vere critiche feroci sono invece riservate per altre fonti (l'ipocrisia della classe politica e gli stravolgimenti ignoranti e maliziosi delle destre). 8-/10
La coerenza è faticosa: più facile è far convivere in sé identità molteplici, alternativamente capaci di sostenere posizioni e comportamenti diversi, anche contraddittori. L’ambiguità, più o meno consapevole, è in buona parte inganno fatto a se stessi: favorisce comode autogiustificazioni, ma preclude la consolazione e la serenità legate ad un agire coerente, in accordo con coscienza e ideali. (NB: Il saggio di Simona Argentieri, psicanalista, è molto interessante, ma piuttosto difficile per i “non addetti ai lavori”.)
Trata-se de um pequeno livro com amplo alcance, pois não restrito à área da psiquiatria, mas também de outras ciências tais como o direito, a psicologia, a sociologia, etc.
A autora, psiquiatra, trata da forma como nas nossas sociedades contemporâneas, em que crescem e se multiplicam as relações e os conflitos de todas as espécies, muitas vezes sem respostas prontas, impõe-se também "a questão da tolerância", que como bem identifica Affonso Romano de Sant'Anna no prefácio ao livro, "confundiu-se com a fuga da responsabilidade", e assim, dá motivo a que a ambiguidade se torne "um laissez-faire econômico, ético e estético", onde "verdades e mentiras se equivalem", e a má-fé, como neurose, abunda, traduzida como contradição entre a fala e a ação dos seres. Um exemplo tão típico dos nossos dias, é o do indivíduo que se diz contrário à violência, mas que tem um discurso e uma prática diária de vida que o contradiz, e quando apontada tal contradição, a resposta em geral é um "sim, mas...". Portanto, há uma resistência do indivíduo no processo de tratamento, o que impede sua evolução.
"Na terapia analítica, na verdade, a ambiguidade, a não integração e a má-fé se manifestam como resistência específica ao tratamento, uma vez que a função analítica tem o objetivo precípuo de recriar a possibilidade de um estado de conflito interno que restabeleça no paciente a capacidade de fazer escolhas éticas, em uma dimensão de continuidade interior da sua própria identidade. (...) (p. 149)
Ottimo saggio, scritto in maniera concisa e incisiva, su un meccanismo psicologico che sempre di più si rileva negli individui, e quindi nella società, che implica una sorta di autoinganno, atto all'evitamento del conflitto intrapsichico, alla non percezione di ansie e sensi di colpa o di vergogna, e di conseguenza al non agire per un cambiamento. Il dire contraddice il fare, in maniera più o meno importante, senza che vi sia la percezione della contraddizione (amo gli animali ma li mangio, mi lamento dell'inquinamento ma compro il SUV per fare due esempi banali), né tantomeno sentimenti di ansia o sensi di colpa. Cosa vi sia alla base, quali gli scopi di tale (dis)funzionamento, e come si possa ritrovarlo in quasi tutti gli ambiti sociali e istituzionali, qui sono trattati e analizzati in maniera chiara e convincente. Da ultimo ma per me non meno importante, Simona Argentieri mi ha permesso di iniziare una sorta di riconciliazione con i freudiani.