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“Mas sendo os médicos seres humanos, que nem sempre têm certezas e algumas vezes fatalmente se enganam, é preciso uma grande dose de humildade no exercício da nossa profissão.”
Eduardo Barroso is a Portuguese surgeon with international recognition for his contribution to hepatobiliary surgery, particularly in the field of hepatic transplantation.
I heard stories about this doctor and his humanity while growing up since he operated on a distant family member many years ago when the transplantation of a liver was taking its first steps in our country, so I was very curious about this book.
In this autobiography, Dr. Eduardo Barroso talks about his career from the first time he stepped into med school until his retirement from the SNS. He tells many stories, all of them with the purpose of sharing a message with the reader and explaining the complexity of the medical practice. In many of these episodes, the patients are the main characters and sometimes the simplest thing, such as a hug or a kind word, made a big impact on the surgeon’s role as a doctor and a person in society.
This book can be read by anyone, health professional or not. More generalistic topics such as the impact that governmental policies have in medicine nowadays, debates about the exclusivity of doctors and the importance of life outside of work are also brought up. A particularly interesting chapter is the one in which the doctor takes on the role of the patient in which we get to see how one who has the knowledge to self-diagnose ends up overcasting his symptoms because “it only happens to other people”.
Overall, I learned many life and professional lessons with this book which will certainly help me become a better doctor in the future and have a more humanized relationship with my patients.
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“Mas sendo os médicos seres humanos, que nem sempre têm certezas e algumas vezes fatalmente se enganam, é preciso uma grande dose de humildade no exercício da nossa profissão.”
O Eduardo Barroso é um cirurgião português reconhecido internacionalmente pela sua contribuição para a cirurgia hepatobiliar, particularmente no campo do transplante hepático.
Eu ouvi histórias sobre este médico e sua humanidade enquanto crescia, pois ele operou um familiar distante há muitos anos, quando o transplante hepático ainda estava a dar os primeiros passos no nosso país, por isso tinha muita curiosidade em ler este livro.
Nesta autobiografia, o Dr. Eduardo Barroso fala sobre a sua carreira desde a primeira vez que entrou na faculdade de medicina até à sua reforma do SNS. Ele conta-nos várias histórias, todas elas com o propósito de transmitir uma mensagem ao leitor e explicar a complexidade da prática médica. Em muitos destes episódios, os doentes são as personagens principais e, frequentemente, a ação mais simples, como um abraço ou uma palavra simpática, tem um grande impacto no papel do cirurgião enquanto médico e membro da sociedade.
Este livro pode ser lido por qualquer pessoa, profissional de saúde ou não. Tópicos mais generalistas como o impacto das políticas governamentais na saúde hoje em dia, debates sobre a exclusividade dos médicos e a importância da vida fora do trabalho também são abordados. Um capítulo particularmente interessante é aquele em que o médico toma o papel do doente e vemos como alguém que tem o conhecimento para se auto-diagnosticar acaba por toldar o seu julgamento pois “isso só acontece aos outros”.
No geral, sinto que, com este livro, aprendi lições de vida e profissionais que me irão ajudar a ser uma melhor médica no futuro e a ter uma relação mais humanizada com os meus doentes.